Onde NÃO passar o Réveillon
5 roubadas para você evitar e, para não dizer que a gente é rabugento, 5 alternativas bem bacanas para passar a virada de ano se divertindo para caramba
Por Marcos Nogueira
Réveillon é a festa favorita
do brasileiro. Brasileiro
sempre faz questão
de pular sete ondinhas
na virada. Então, todos os
brasileiros vão para as mesmas
praias no Ano-Novo. Brasileiro
enfrenta falta d’água, mosquitos,
chuva, comida ruim, cerveja
quente. E volta no ano
seguinte todo pimpão, pois
brasileiro não desiste nunca.
Mas não precisa ser assim:
aqui, as ciladas comuns
desta época do ano, para
você fugir. E alternativas simples
para curtir a virada.
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FUJA: LITORAL DE SP
Congestionamento e chuva
nunca faltam na passagem
de ano nas praias paulistas.
Também nunca falta a falta
d’água – o abastecimento é insuficiente para encher
a piscina de uns e esvaziar
o vaso de outros. Os restaurantes
ficam lotados e os upermercados, com as gôndolas
vazias. Os preços atingem
patamares parisienses.
Não dá tempo de a cerveja
ficar gelada nos bares.
E ainda tem a tortura da volta. |
VÁ: INTERIOR DE SP
Vá com a galera a um sítio
em Araçatuba, Araçariguama
ou Araçoiaba da Serra. Não
importa o nome da cidade,
importa que fazer uma balada
VIP só com a sua turma é bem
mais bacana que passar uma
hora na fila do supermercado
da praia pra comprar papel higiênico,
biscoito e alface murcha. |
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FUJA: COPACABANA
Mais de 2 milhões de pessoas foram ver a queima
de fogos na praia de Copacabana na virada de 2007
para 2008, na maior muvuca do mundo. Com direito
a congestionamento e funk. Para se hospedar na
orla, há vários hotéis – todos caros, vários
ruins – esperando pelo turista incauto. |
VÁ: IPANEMA
É pé-na-areia, é no Rio, é alto-astral. A vista dos
fogos não é tão boa, mas tem som eletrônico e menos
muvuca. Para escapar do trânsito, chegue cedo e vá
de táxi pela Lagoa, evitando Copa. Só não há hotel
barato: tente arrumar um sofá na casa de um amigo. |
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FUJA: LITORAL CATARINENSE
Paulistas, gaúchos e argentinos superlotam Santa
Catarina. Pontos ríticos: a Lagoa da Conceição, em
Florianópolis, e a península onde ficam Porto Belo e
Bombinhas, que têm trânsito parado o dia todo. Não
espere passar menos de três horas nos restaurantes. |
VÁ: LITORAL CATARINENSE
Fora todos esses perrengues, a região é linda e as
mulheres são demais. Uma casa bem abastecida
resolve metade dos seus problemas. Deixar o carro
na garagem resolve a outra. Busque ficar nas praias
menos concorridas, como as do sul de Floripa. |
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FUJA: NORDESTÃO
Enquanto esta nota é escrita, a passagem mais
barata no fim de ano de São Paulo ao Recife custa
R$ 1 200. Lindo o ano inteiro, o Nordeste não precisa
ser visitado no Réveillon, quando há atrasos nos
vôos e muita confusão. Y hay los argentinos... |
VÁ: ARGENTINA
Se é pra pegar o caos aéreo, em Buenos Aires as
coisas são bem mais baratas que no Brasil. Isso
inclui compras, passeios e a comida – que, verdade
seja dita, é bem melhor que a média brasileira. Y hay las argentinas, che. |
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FUJA: NA ESTRADA
Ano após ano, o jornal do dia 2 de janeiro traz fotos
de gente que passou a virada no carro, parada no
trânsito, na tentativa de encontrar os amigos que
viajaram mais cedo. Pior programa só têm os
jornalistas que entrevistam esses infelizes. |
VÁ: LAR, DOCE LAR
Se você trabalha ou tem compromissos na véspera
de Réveillon, desencane de viajar no último minuto.
Fale com os amigos que vão ficar na cidade e monte
uma baladinha na sua casa. Ou então procure
alguma festa num clube bacana. |
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