A melhor orgia do mundo

A melhor orgia do mundo

O clube dos libertinos mais belos e ricos da Europa veio ao Brasil para uma festa com sexo livre. Uma dupla de editores da VIP esteve lá

Por: as 9:49 am em 14/06/2009


A melhor orgia do mundo

No andar de baixo, lindas mulheres se beijam em grupos de três, quatro ou cinco. Em cima, nos quartos da mansão, há casais, duplas de casais e turmas de meninas fazendo sexo sob o olhar dos curiosos. Todos os convidados são gente bem-nascida, bem-criada, bonita, elegante. Eles integram a sociedade libertina Madame O, que há dois anos promove festas inspiradas na orgia do filme De Olhos Bem Fechados, de Stanley Kubrick. Nelas, a elite da Europa veste máscaras e se despe do resto para realizar fantasias em público. Desta vez foi em São Paulo, com belas mulheres brasileiras. E nós.


O ESQUENTA

O primeiro bacanal ninguém esquece, o que vem a calhar para jornalistas a trabalho. Se quiséssemos espiar, a Claudinha e eu não poderíamos portar bloco, câmera ou gravador. A máscara era obrigatória. A roupa, opcional a partir da meia-noite.

Um mês antes de entrar no casarão do bairro do Morumbi, caiu em nossas mãos uma revista espanhola com uma reportagem sobre uma certa sociedade libertina que promove noitadas de sexo livre em castelos e palácios da Europa. No texto, pinçamos a palavra “São Paulo”: a cidade estava no roteiro da tal Madame O. Um amigo de um amigo de um amigo nos levou ao homem brasileiro da madame, que explicou o espírito da coisa. O encontro reuniria gente bonita, rica, elegante e culta – adequada às rígidas regras da sociedade da Madame O (nome inspirado no romance erótico francês História de O, de Pauline Réa- ge). O endereço só seria revelado em um pergaminho entregue na mesma noite. Entrariam apenas casais e mulheres solteiras. Nós deixamos os respectivos parceiros em casa para encarnar uma dupla voyeur.

Dava para perceber que não era um vale-tudo. Diferente das festas “normais”, em que as pessoas chegam duas horas, três horas após o horário do convite, esta exigia pontualidade. Quem não aparecesse entre as 22h e as 23h ficaria de fora. Na hora combinada, fomos buscar o tal pergaminho junto ao muro de um famoso restaurante. Lá um rapaz de terno perguntou “Madame O?” antes de estender um rolo de papel par- do. A quatro quadras dali, BMWs e Audis preenchiam quase todas as vagas da rua residencial. Os casais – homens de terno e gravata, mulheres de longo com grife – se aproximavam da mansão sem se preocupar em cobrir o rosto com a máscara compulsória. Nada indicava que em poucas horas começaria uma orgia. “Antes só havia os clubes de swing, que são de mau gosto, e festas muito pequenas”, disse, dois dias mais tarde, a pessoa que adota a identidade de Madame O. “Eu faço festas muito cool com um lado libertino.”

RITUAIS DE ABERTURA

No hall de entrada, havia uma lojinha que cobrava R$ 90 pela máscara feminina e R$ 60 pela masculina, a salvação dos casais desprevenidos. Perto dali tinha um bar de caipirinhas. Peguei uma de lichia com saquê e desce- mos para o salão principal, para o Marcão pegar um prosecco.

Tendo o que fazer com as mãos (segurar um copo), fiquei mais à vontade. E fui prestar atenção nos códigos. Não pega mal em uma festa dessas encarar os outros. Era verdade: só tinha gente bonita. Ficamos impressionados com a quantidade de mulheres lindas, todas bem vestidas (mais tarde descobriríamos que oito entre dez estavam sem calcinha), que entravam com seus pares também atraentes. Reparei nas alianças na mão esquerda. Os casais casados contrariavam nossa expectativa de ver coroas com garotas de programa. Essas duplas eram amigas entre si. Logo o salão lembrava uma festa de casamento, inclusive com garçons e suas bandejas de salgadinhos. Mas parecia que ninguém estava muito interessado naquele tipo de comida.

De repente, uma movimentação na sala de jantar, onde a mesa havia sido trocada por uma grande cama. Sobre ela, duas mulheres se pegavam e se despiam enquanto um fotógrafo disparava seu flash. Eram modelos contratadas, tão bonitas quanto as convidadas pagantes.

Quando a atenção se voltou para o salão principal, lá estava uma japonesa totalmente nua, magérrima e cheia de piercings (um deles na genitália). Ela era amarrada por um homem num longo, lento e pouco excitante ritual sadomasoquista: segundo o Marcão, os barbantes na perna da moça a deixaram igual a um provolone. Todos pareciam pensar o mesmo e bebiam como se ela não estivesse ali. Até que se ouviu uma música no segundo andar da casa. A festa começava de verdade.

COMEÇAM OS AMASSOS
A fita que bloqueava a escada para o último andar havia sido cortada. Os casais, de braços dados, subiam em fila indiana para a suíte principal, onde um ator e uma atriz faziam sexo coreografado sobre a cama king size dupla. Velas iluminavam o quarto, e a trilha sonora era música eletrônica bem suave.

Quem chegava se acomodava em pé ao redor da cama para olhar a performance. Todos hipnotizados de início. Depois, cochichando. Um pouco mais tarde, falando em voz alta e rindo. Quando o interesse (meu e dos outros) arrefeceu, era hora de explorar os outros recintos do casarão. No quarto vizinho, no fim do corredor, vazio, minha pre- sença foi vetada. “Aqui é exclusivo das meninas”, disse a funcionária. Eu poderia olhar pela porta. Ainda não havia o que se espera de uma orgia. Desci para pegar um uísque.

Bebíamos e conversávamos na área da piscina, de olho no trânsito crescente para o andar superior. Ali embaixo, os grupos de amigas deixavam os copos de lado para dar beijaços coletivos.

Fumante ocasional e comprador semestral de cigarros, um amigo nosso (fomos com outro casal) subiu atrás da nicotina. Eu o acompanhei. Cruzamos o quarto principal, onde já não havia show – mas casais em amassos cada vez mais quentes nos sofás ao redor da cama –, até uma cortina que escondia um vestíbulo e o banheiro. Atrás dela estava o cigarro. E também um casal transando, ele sentado num sofá, ela por cima dele, indiferente aos olhares das outras seis ou sete pessoas no recinto. Tampouco os incomodava o sujeito que se masturbava na almofada ao lado. Sorri. Não só porque a mulher nua em pleno ato sexual era quase perfeita. Mas porque soube que teríamos uma boa matéria.

MARATONA DE SEXO

Marcão desceu empolgado e me disse que o bicho tinha começado a pegar. Subi e, sozinha, fui espiar em um dos quartos. Um homem e uma mulher estavam sentados no divã, conversando e tirando a roupa com calma. O homem me encarou e, com o dedo, fez um sinal de “vem aqui”. Dei uma risadinha, agradeci e saí. Desci e contei para o Marcão o que havia acontecido. Quando voltamos para cima, os dois já estavam nus, mas o homem não fazia sexo. Quem estava com ela era um outro sujeito, enquanto o acompanhante só olhava e se masturbava. Era mais ou menos meia-noite e quarenta.

No quarto ao lado, uma mulher fazia sexo oral em seu parceiro en- quanto um homem fazia em sua parceira. Cada casal estava em um lado da sala, perto de um pufe. Um outro homem, sozinho, só observava, bem de perto. No próximo quarto, na cama king size dupla, um casal transava. A mulher soltou o primeiro gemido que ouvi na festa.

Voltamos para olhar o quarto do cara que tinha me chamado. Já passava da 1h40 da manhã e a festinha a três continuava. Só que, agora, ela trocara de parceiro sexual. Ainda não era o companheiro, que continuava se mas- turbando e, às vezes, a beijava ou recebia sexo oral dela. Enquanto o Marcão foi bisbilhotar o quarto ao lado, fui abordada de novo. “Você está de voyeur?”. “Sim. E você?”. “Também. Sou virgem nesse tipo de festa.” “E o que está achando?” “Comecei a me entusiasmar”, ele disse, com uma certa cara de safado. Marcão chegou e eu pedi licença para sair.

De volta ao divã, seguia o rodízio de homens a transar com a moça – aquele que chegou com ela ao quarto só parti- cipou ativamente uma vez. Na varanda, uma mulher veio em minha direção, com a alça do vestido caída. Foi a ter- ceira abordagem, mas sem malícia: “Você pode fechar para mim?”.

Depois de três horas de sexo, e de várias trocas de parceiro, notei que a mulher do divã estava cansada e sem paciência. Ela já se esquivava dos beijos e toques. Até que se levantou, pôs a roupa e acabou com a brincadeira. Fui com o Marcão para a suíte principal, onde outro casal transava, e o casal do divã nos seguiu. Eles sentaram- se ao nosso lado. A mulher, que era linda e parecia um pouco bêbada, disse para o parceiro: “Eu achava que você ia me trazer para uma festa normal. Não sabia que era assim”. Opa, meus ouvidos ficaram mais atentos. “Você não disse seu nome a noite inteira”, ela reclamou. Descobrimos ali que ela devia ser uma garota de programa – e eis talvez a razão de ter consentido fazer sexo por tanto tempo com tantos homens diferentes.

FALHOU
O que mais fiz naquela noite foi subir e descer a escada atrás de cenas dignas de nota. Coisa difícil quando se usa uma máscara que anula a visão periférica. O problema não era só comigo: numa das minhas andanças, ouvi outro sujeito reclamar da máscara.

Era uma figura peculiar: um homem negro, de uns 1,95 metro, largo como um armário. Usava longos dreadlocks e uma roupa de farrapos brancos. Nós o apelidamos de Predador. O traje es- tranho era um uniforme. Mas ele não era garçom, faxineiro nem segurança.

Um pouco antes das 4h, todas as máscaras haviam caído. Nós, cansados, nos acomodamos num sofá em frente ao divã onde uma moça nua, de quatro, trabalhava com a boca no parceiro. Atrás dela, encostado na parede, estava o Predador. Ele se aproximou e começou a acariciar com a mão a vulva da mulher. Ficou assim por alguns minutos, até que outro fulano vestido do mesmo jeito – um jovem branco e franzino – faz sinal para ele se afastar.

Sem cerimônia alguma, o baixinho sacou o pênis para penetrar a parceira do homem que recebia sexo oral. De vez em quando, dava um tapinha na bunda dela. Ao sair, ofereceu a moça de volta ao parceiro grandão. Este também abriu o zíper e se aproximou dos quadris dela. Passou um ou dois minutos procurando um encaixe, sem sucesso. Ela parou com o que estava fa- zendo e se voltou para dar um abraço amistoso no gigante adormecido.

Se o Predador falhou, vários outros homens funcionavam a meia bomba. Ou você acha que é fácil ter uma ereção com tanta gente olhando? Isso também era um sinal de que a pílula azul estava em baixa na festa. De outras drogas, nem sinal. Nem o fato de a bebida ter acabado às 2h pareceu incomodar os convivas.

ENTRE ELAS

Nós fomos várias vezes ao quarto da mansão destinado só ao amor entre meninas. E em
apenas uma delas vi realmente duas mulheres juntas, nuas. Já por volta da 1h30 da manhã, a regra de o quarto ser apenas feminino não existia mais e a cama estava sendo ocupada por dois
casais que transavam, cada um com sua parceira. Vez ou outra, um dos homens beijava a parceira do vizinho, e elas se beijavam entre si. Mas esse quarto realmente não pegou fogo. Desistimos até de espiá-lo depois de um tempo.

Beijo por beijo, os que aconteciam entre as mulheres no salão principal do primeiro piso eram muito melhores, apesar de o climão de festa de casamento persistir até os últimos minutos (grupos em rodinhas, papos animados, risadas altas). De repente, no meio da conversa, uma mulher começava a acariciar o derrière de outra. Elas se olhavam, se abraçavam e se beijavam. Beijos longos, molhados. Depois voltavam a conversar. Ou beijavam outras mulheres. Ou beijavam os maridos. Essa dança aconteceu a noite toda.

A pegação feminina não se restringiu a esse ambiente. Encontramos mulheres se beijando perto do hall de entrada, nas escadas, em todos os quartos, nas camas, nos corredores. Uma delas chamava atenção: tinha dois revólveres tatuados no peito e asas de anjo nas costas. Linda, alta, magra, ela entrou em várias festinhas: com o parceiro, com uma outra mulher, com duas outras mulheres.

Fui abordada mais duas vezes na festa, sempre quando explorava o ambiente sozinha. Na suíte principal, um moço perguntou: “Está acompanhada?”. Eu disse que sim e ele falou: “Pena, gostei
de você”. No mesmo quarto, um pouco mais tarde, o Predador pegou na minha cintura. Delicadamente, o afastei e disse que não estava interessada. Coitado, aquela realmente não era sua noite.

RETA FINAL

Quando o relógio marcava 4h, estávamos derrubados de cansaço: escolhemos para nos largar duas poltronas no fundo do quarto maior.

Entre nós dois, um móvel, uma espécie de armário. Na nossa frente, os dois últimos casais
animados da noite faziam sexo.

Os quatro trocavam carícias entre si, mas os finalmentes só aconteceram entre os pares originais.
Um terceiro casal, tímido, até tentou usar um canto da cama – eles bateram em retirada depois que os chutes involuntários dos colegas ao lado e as sucessivas abordagens de estranhos esfriaram um desempenho já morno.

Perto das 5h da manhã, os dois casais terminaram o que estavam fazendo. Um dos homens saiu da cama e foi chegando, chegando… até que se inclinou sobre mim. Eu, sentada e com os olhos na altura do “amigão” dele, fiquei constrangida de olhar e não sabia o que estava acontecendo.

Ele estava pegando uma caixa de lenços de papel sobre a cômoda. Deixou-a cair no chão e começou a procurá-la, tornando ainda mais engraçada a ginástica da Claudinha para desviar daquele pênis semiduro e desgovernado. Levou os papéis para as meninas, que limpavam o corpo enquanto os rapazes se vestiam e conversavam sobre o Corinthians x São Paulo daquele domingo.

Era a hora de ir embora. Os quartos já estavam vazios. No primeiro piso não havia mais ninguém. No hall de entrada, alguns casais ainda se beijavam, mas nada muito quente. Saí mos. Meus pés doíam de tanto subir e descer escada de salto alto, minha barriga roncava de fome, mas eu tinha uma história extraordinária para contar.

Meu saldo na orgia: comi uma coxinha, um bolinho de carneseca, duas maçãs e três minibombas de chocolate do bufê de café ao lado do valet, quando o sol ameaçava elevar os 14 graus daquela madrugada de domingo.

COMO ERA A CASA DOS PRAZERES

SALÃO PRINCIPAL
Amplo e bem decorado, com frutas colo- cadas sobre várias mesas, foi o local onde ocorreu o ritual sadomasô. Nas paredes, uma exposição de fotos de mulheres nuas. Depois da meia-noite, mulheres empolgadas se beijavam e se esfregavam.

FOTOS E SHOW
Na cama do primeiro andar, modelos contratadas foram fotografadas enquanto se beijavam e, mais tarde, casais de verdade as imitaram – sempre sendo clicados.

COMIDA
Uma mesa cheia de sushis, sashimis e carpaccio não fez muito sucesso. Poucos casais estavam interessados em comer. Da mesma forma, os bares da festa não estavam superconcorridos e ninguém pareceu ligar muito que o uísque tivesse acabado cedo.

PISCINA
Ninguém nadou pelado na piscina linda, redonda, com mosaicos de pastilhas no chão. A noite estava gelada.

QUARTO DO DIVÃ
Um grande divã no meio do quarto serviu como ninho de amor do sujeito que gostava de ver sua parceira transar com outros caras.

SOBRE OS PUFES
Quatro pufes de formatos diferentes. Era tudo o que havia numa sala. Justamente por não ser tão confortável, ela só abrigou casais interessados em dar e receber sexo oral.

SUÍTE MASTER
Uma cama king size dupla, dois sofás e duas poltronas mobiliavam a suíte. Grandes portas de vi- dro se abriam para uma varanda que rodeava a casa toda. Num dos cantos havia um quartinho minúsculo e sem luz alguma fechado por uma cortina.

QUARTO DAS MENINAS
Era para ser usado só pelas moças, mas não foi. O único móvel do cômodo, uma cama em estilo japonês, foi ocupado por casais quando a festa esquentou de verdade.

BECO DE VIDRO
Apenas dois ou três casais usaram o minúsculo quartinho de vidro com algumas almofadas – e iluminação forte. Às 3h da manhã, ele foi monopolizado por um indivíduo que dormia, sozinho, babando na almofada.

INSPIRAÇÕES

BREVE ROMANCE DE SONHO
Um médico atormentado com uma fantasia erótica de sua mulher se envolve em uma aventura com sexo e morte. O livro de 1926, de Arthur Schnitzler, inspirou Stanley Kubrick a filmar De Olhos Bem Fechados (1999).

A HISTÓRIA DE O
Paris, anos 30. Em um castelo, “O” é submetida aos caprichos do amante, com penetrações e chibatadas. E adora. O livro, de 1954, é de Pauline Réage, pseudônimo de Dominique Aury.

SAIBA COMO PARTICIPAR

1 – ARRUME UMA PARCEIRA
Só casais e mulheres solteiras são aceitos. A mulher pode ser sua esposa, um caso, a amante ou uma amiga.
Dica de O: “Não é impossível admitirmos um homem solteiro. Mas ele precisa ser perfeito”

2- INSCREVA-SE NO SITE www.madameo.tv
Preencha um cadastro com informações como altura e peso e envie fotos do casal. Por enquanto, a participação é grátis.
Dica de O: “Não quero poses eróticas. Mande uma foto de roupa e outra na praia. Vou reparar nas roupas, no relógio, no sapato”.

3- INTERROGATÓRIO
Se a Madame gostar do seu perfil, vai mandar algumas perguntas.
Dica de O: “Erros de gramática + gírias chulas = eliminação”.

4- MEMBRO PROVISÓRIO
Nessa fase, você só foi admitido no que a madame chama de “mundo libertino” – na sociedade libertina você só entra depois da primeira festa.
Dica de O: “Logo o site vai virar uma rede social. Os provisórios podem ser contatados pelos membros da sociedade, mas não poderão abordar ninguém”.

5- A PRIMEIRA ORGIA
Se tudo for bem, você será convidado a todos os eventos no Brasil ou na Europa. Serão quatro por ano aqui. O ingresso antecipado da primeira festa custou R$ 380 por casal e R$ 150 para mulheres solteiras.
Dica de O: “Minhas festas não são ambiente para práticas extremas”.

(Nota dos editores: de fato, não vimos sexo anal, sadomasoquismo ou escatologia.)

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Por: em 14/06/2009

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