Comer, beber, viajar, coisas de ler e de ouvir. Rodrigo Levino

Comer, beber, viajar, coisas de ler e de ouvir.

/// Como se tornar vinicultor na Argentina sem sair de casa

O Urban Uco (R$ 42 na imortadora Vinci) é feito na mesma área da propriedade que está sendo loteada

A O. Fournier, empresa que tem vinhedos na Espanha, na Argentina e no Chile, decidiu lotear uma finca (fazenda) no vale de Uco (Mendoza, Argentina) e vender parcelas pequenas — de 1 a 3 hectares — para até 85 investidores individuais. O preço de cada hectare é US$ 150 mil, valor que, segundo a revista de vinhos inglesa Decanter, é o triplo do valor cobrado pela terra na região. Em compensação, não existe outro jeito comprar propriedades rurais tão pequenas e ainda produzir vinhos de qualidade. As uvas poderão ser vendidas de volta para a vinícola ou usadas pelo investidor para fazer o próprio vinho (o que exigiria, obviamente, um esforço maior que movimentar dinheiro pela internet). A O. Fournier é responsável por rótulos bacanas como o Urban Ribera (Espanha), o Centauri (Chile) e o Urban Uco, de ótimos preço e qualidade, feito perto da área que está à venda.


/// Fim de linha para o bar mais tradicional de SP

O Léo, bar alemão mais famoso da cidade, foi pego vendendo chope "pirata"

Todo paulistano que gosta de cerveja conhece o Bar Léo. Instalado há 70 anos no bairro central de Santa Ifigênia, ganhou reputação de tirar o melhor chope da cidade, com dois terços do copo ocupados pelo colarinho cremoso — que estabeleceu o padrão para a turma do Original e do Astor e, encampado pela Brahma, foi disseminado por bares país adentro. Há algumas décadas, o Léo luta para sobreviver. Primeiro, a vizinhança se transformou naquilo que o Brasil inteiro conhece por Cracolândia. O bar (que, por definição, é uma instituição boêmia) se via obrigado a baixar as portas por volta das 20h. Depois, a ascensão das cervejas especiais começou a afastar o bebedor mais instruído do chope claro comum.

Agora, um enorme tiro no pé ameaça a existência do Bar Léo.

Hoje, o gerente Nilson de França foi preso por vender chope da marca Ashby como se fosse Brahma. Sem tentar comparar as duas marcas, trata-se de crime de fraude e, de acordo com as informações reveladas pela polícia até agora, o bar tinha um custo 60% menor com essa manobra.

Não vejo um futuro brilhante para o Bar Léo. Eu, pelo menos, não tenho a intenção de voltar a pisar lá. Uma pena.

 


/// Guinness x cerveja pilsen

Um gráfico ultrabacana compara a Guinness com as cervejas claras comuns. Divirta-se


/// Gim tônica catalão

 

No Arola, o drinque com a vista custam R$ 30

 

Este é o gim tônica servido no restaurante espanhol Arola Vintetres, que fica no topo do hotel Tivoli de São Paulo, com a vista mais espetacular da cidade. Segundo o pessoal do hotel, é um drinque um pouco diferente, à moda catalã. A diferença do gim tônica normal é um extrato de cascas de frutas cítricas, feito com cascas de limão-siciliano, limão, laranja etc. maceradas por alguns dias em álcool neutro (ou vodca) em ambiente escuro (geladeira está bom). A receita vem a seguir. A vista, só no Tivoli.

Ingredientes: 50 ml de gim, gelo, água tônica, extrato de cascas de frutas cítricas, um twist de limão-siciliano

Preparo: Numa taça de vinho, esprema o twist (casca) de limão-siciliano contra a chama de um isqueiro e depois o esfregue na parte interior do copo. Dê duas borrifadas de extrato (ou pingue duas gotas). Encha a taça de cubos de gelo e despeje a dose de vodca. Complete com água tônica e decore com a casca de limão.


/// A história do merlot

Vídeo bem bacaninha conta, de modo divertido, a saga do merlot e de outras uvas francesas na Califórnia. Está em inglês e, infelizmente, sem legendas.


/// Brasil é campeão da copa da cerveja

A pilsen da Wäls foi considerada a melhor da América do Sul

Acabo de voltar de Blumenau, terra de muitas loiras, onde ocorreram neste fim-de-semana dois eventos cervejeiros paralelos: o Festival Brasileiro de Cerveja (a maior exposição de cervejas artesanais do país) e a South Beer Cup (uma competição sul-americana de cervejeiros, como se fosse a taça Libertadores alcoólica).

No torneio, participaram produtores do Brasil, da Argentina, do Uruguai e do Chile. E deu Brasil. A cervejaria Wäls, de Belo Horizonte, ganhou três medalhas de ouro e o título de cervejaria do ano. As cervejas campeãs foram: Wäls Brut, refermentada na garrafa como um champanhe; Petroleum, uma imperial stout densa e alcoólica produzida em parceria com a cervejaria curitibana DUM, que elaborou a receita; e a Bohemia Pilsen, considerada a melhor pilsen da América do Sul. Outras cervejarias que se destacaram na Shout Beer Cup foram a uruguaia Davok e as brasileiras Bierland, Bierbaum (ambas de Santa Catarina) e Seasons (do Rio Grande do Sul). O resultado completo está aqui.

P.S.: Peço desculpas por não ter blogado diretamente de Blumenau, como havia dito na quinta-feira. A ferramenta de publicação não funcionou como deveria.  

 


/// Blumenau: paraíso cervejeiro

A imagem, sinto dizer, é meramente ilustrativa. Mas não é muito diferente do que você vai encontrar de verdade em Blumenau

Escrevo algumas horas antes de embarcar para Blumenau, Santa Catarina, onde vou para o Festival Brasileiro da Cerveja. É uma espécie de Oktoberfest de gente grande,  com estandes de 86 expositores, entre cervejarias grandes, importadores, distribuidores, microcervejeiros e cervejeiros de fundo de quintal. Os últimos, que vão levar cervejas impossíveis de beber em qualquer outra ocasião, são o grande motivo para visitar a Vila Germânica, onde a festa rola até sábado (as duas últimas noites prometem se sensacionais). São R$ 10 de ingresso. O copinho de degustação, com 80 ml de cerveja, custa em média R$ 3. Neste ano, o festival traz de bônus a South Beer Cup, a Libertadores da cerveja artesanal, com competidores daqui, da Argentina e do Chile. Amanhã eu começo a blogar diretamente da Baviera brasileira. Se você mora perto, não perca o festival!


/// O maravilhoso mundo do vinho português e seus nomes curiosos

Anta da Serra

Pinto

 

Monte dos Cabaços

Vinha do Putto

Rapariga de Quinta, ops, da Quinta

Vinha da Tapada

BÔNUS: direto da Espanha, o vi-vi-vinho Gago


/// Depois do chocolate de cerveja, a cerveja de chocolate

Uma cerveja boa para acompanhar (ou substituir) o ovo de Páscoa.


Para quem gostou do ovo de chocolate da Skol, algo melhor ainda: a Young’s Double Chocolate Stout é uma cerveja inglesa que leva chocolate escuro e essência de chocolate na receita. O Beeradvocate, maior site de resenhas de cerveja (feitas por especialistas e leitores), deu nota 91/100 (excepcional) para ela. Boa para beber enquanto come um pouco mais de chocolate amargo, a cerveja pode ser comprada aqui por R$ 18,20.

 


/// Ovo de Páscoa de cerveja

Os ovinhos são recheados com trufa de chocolate branco ao aroma de cerveja

A Skol mandou para a redação uma caixa – na verdade, um miniengradado de plástico – com seis pequenos ovos de chocolate redondos, como convém à marca. A assessoria de imprensa já havia me avisado que os ovinhos tinha sabor de cerveja. Eu achava que isso significava a adição de malte ao chocolate, algo como Ovomaltine. Não. Os ovos são recheados com uma trufa branca com um gosto que claramente lembra cerveja. Metade da redação mal percebeu isso e gostou do chocolate; os outros acharam a coisa toda meio bizarra. Eu achei curioso e perfeitamente comível, embora não seja o meu chocolate favorito. Se você quer os ovos para experimentar ou dar um presente engraçadinho, vá à fan page da Skol no Facebook. O engradado com seis ovos custa R$ 70.


/// Como fazer guacamole

httpv://www.youtube.com/watch?v=FQMO6vjmkyI

O pior é que dá certo. É só fazer algumas substituições.

Granada = avocado (abacate pequeno)

Bola de beisebol = cebola

Tomate de pano = tomate de verdade

Lâmpada = pimenta ardida

Bola de golfe = limão

Peças de xadrez = sal e pimenta-do-reino

Fichas de pôquer = doritos

 

 


/// Três drinques para o St. Patrick’s Day

Da esquerda para a direita: cerveja verde, black and tan e Irish car bomb

Hoje é dia de beber como um irlandês. Aprenda a preparar os drinques que fazem sucesso nos pubs na festa de São Patrício.

Cerveja verde

Num copo grande cheio de cerveja clara, misture 5 ou 6 gotas de corante alimentício verde. Misture muito suavemente para uniformizar a cor.

 

Black and Tan

Encha metade de um copo grande com cerveja clara. Sobre uma colher de sopa com o lado convexo para cima, complete com cerveja stout irlandesa (Guinness, por exemplo). A colher vai fazer com que as bebidas não se misturem imediatamente.

 

Irish Car Bomb

Use um copo grande para evitar sujeira – sim, o nome é uma brincadeira com os atentados do IRA. Despeje cerveja stout até a metade e, em separado, encha um cálice de shot com partes iguais de Irish whiskey (Jameson, por exemplo) e licor Irish cream (como o Bailey’s). Deixe o cálice cair dentro da cerveja e beba imediatamente.

(Publicado originalmente na VIP em março de 2009)

 


/// O jeito certo de servir uma Guinness

Muito útil para você fazer bonito amanhã, dia da festa irlandesa de São Patrício (St. Patrick’s Day).

httpv://www.youtube.com/watch?v=nwjQQ9Fsay8&feature=youtu.be


/// St. Patrick’s: além da cerveja verde

A Cervejaria Nacional faz quatro cervejas especiais e pinta de verde o chope pilsen

De hoje até sábado, quando se comemora o dia de São Patrício (que teria expulsado todas as cobras da Irlanda, blá, blá…), vou usar este espaço para falar da tal festa. Pode ser coisa de gente colonizada, a tal cerveja verde é só chope com corante, mas tem gente que faz coisas bacanas para quem realmente gosta de cerveja. Vamos a duas:

A Cervejaria Nacional, de São Paulo, está com cervejas especiais (todas feitas na casa) para a ocasião, servidas somente até sábado. São elas a irish red ale (avermelhada e de baixo teor alcoólico), a black IPA (amarga e alcoólica como uma india pale ale, escura como uma stout) e a stout nos sabores baunilha e pimenta. Ah, sim, tem também chope pilsen tingido de verde.

O Stadt Jever, de Belo Horizonte, aproveitou a farra irlandesa para o lançamento da Petroleum, da Wäls (cervejaria dos donos do bar). É uma russian imperial stout: negra e densa como sugere o nome, com 12% de álcool. Uma doceira da capital mineira preparou para eles um cupcake com licor e uísque irlandeses, que casa (imagino, pois não fui a BH provar a coisa) bem com a nova cerveja escura.


/// Um saco de alfafa e fritas grandes, por favor

Isso não é trote: a clientela vai a galope ao Mac de Vinhedo

Flagrante jornalístico no blog: esta é a fila do drive-thru (ride-thru?) do McDonald’s de Vinhedo (interior de São Paulo), no último domingo. A foto foi pinçada do Facebook de um ilustre residente da cidade.