Comer, beber, viajar, coisas de ler e de ouvir. Rodrigo Levino

Comer, beber, viajar, coisas de ler e de ouvir.

/// Já pode beber?

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Como prometido, o blog está de volta [e o motivo do pit stop vocês vão ler na VIP de maio, aguardem]. E, bem, a semana começando e eu já pergunto: pode beber? Tem duas dicas legais aí embaixo. Caprichem nos copos!

- A Stella Artois lançou nessa semana a Perfect Draft, que é possivelmente a máquina de chope mais graciosa disponível no mercado. São nove passos [rapidíssimos, claro] para tirar o chope perfeito em casa — e dar um tapa no churrasco com os amigos; chega de isopor com gelo. A máquina já está a venda na Europa, mas deve chegar ao Brasil logo mais. Já pode incluir na wishlist no fim de ano, hein. Se bem que… para que esperar, né?

- O bar., que é um dos bares prediletos do blog em São Paulo, abriu uma temporada dedicada ao Martini, clássico dos clássicos. Quer dizer, a uma série de releituras criadas pelo Marcos Lee, chef da casa. São quatro drinques [de caju e tangerina, siriguela e folha de limão kaffir, melancia e gengibre, kiwi e pimenta biquinho] que, apostamos, sua namorada vai gostar bastante. Custam em média R$ 25 e, das 19h às 21h, saem por R$ 17.


/// Direto do melhor bar do mundo

rudi

Nessa semana, o Astor, um dos bares prediletos do blog em São Paulo, promoveu mais um rico intercâmbio [volta e meia acontece, fiquem atentos] de coquetelaria, trazendo ao Brasil Rudi Carraro, bartender do Artesian, bar londrino que foi eleito o melhor do mundo em 2012 e 2013 pela Drinks International.

Carraro, além de craque no ofício, é uma simpatia. Aproveitando a sua passagem pela cidade, o blog conversou rapidamente com ele sobre a pressão de manter o título de melhor bar do mundo, da curiosidade acerca de bebidas tipicamente brasileiras, além de conselhos para quem quer se tornar um bom barman. Espero que gostem.

Imagino que haja uma pressão considerável quando seu bar é eleito o melhor do mundo por dois anos consecutivos, certo? Como se administra a ansiedade do título com a necessidade de criar sempre novos drinques?

A pressão é realmente grande. A expectativa das pessoas aumenta a cada prêmio. Mas buscamos manter o foco e lembrar que nossa carta é preparada para nossos clientes e não para premiação. Nosso foco é atender o gosto de nossos clientes. Não temos necessidade de criar novos drinques e sim de criar experiências.

Você já conhecia algo de bebidas e drinques brasileiros? Caso sim, o que mais lhe chamou a atenção até agora?

Já conhecia os drinques clássicos [como a caipirinha]. As novidades ainda estou explorando, cheguei de viagem domingo. Quero ver e experimentar tudo. Já estou impressionado com a variedade de frutas e a biodiversidade!

A coquetelaria em São Paulo passa por um momento muito rico e intercâmbios como o seu ajudam a tornar ainda mais diversificado o cenário. Que conselhos você daria para quem está entrando agora no mercado e deseja se tornar um barman premiado?

Premiado eu não sei… mas acho que o principal ingrediente de um bartender é a curiosidade. Se você tem interesse por aquilo que faz, não se cansará de ir atrás de mais informações através de leitura, pesquisa, experimentos, participação em eventos como master class, degustação e outros. Em Londres, o intercâmbio entre bartenders é constante: compartilhamos nossos conhecimentos e buscamos aprender uns com os outros. Trocamos livros, curiosidades, trazemos frutas exóticas de nossas viagens… essa troca também é muito importante e traz humildade.


/// Bond, James “Brocha” Bond

VodkaMartini

“Vodca martini, batido, não mexido” é um dos bordões mais conhecidos do agente secreto James Bond, imortalizado no cinema por Sean Connery, Roger Moore, Daniel Craig e outros atores famosos. Mas médicos que analisaram o apreço por álcool do protagonista de vários livros do autor britânico Ian Fleming concluíram que, se fosse de carne e osso, James Bond provavelmente seria impotente e estaria à beira da morte.”

Demais: especialistas leram 14 romances de Bond, mapearam o tanto de bebida que ele entorna no tempo livre e, amigo, o diagnóstico é brochante [risos]. O texto original em inglês pode ser lido aqui. E, claro, não poderíamos deixar passar essa sem dar a receita do drinque predileto do espião-comedor, que popularizou o Dry Martini com vodca. Então segue [e cuidado com o abuso!]:

Ingredientes:

- 40 ml de gim
- 20 ml de vodca
- 20 ml vermouth dry

Preparo:

Em um copo de mexer, adicione os ingredientes e mexa por trinta segundos com uma colher bailarina. Coe numa taça Martini [gelada] e decore com uma lasca de limão siciliano. Voilá!


/// O mapa mundial da birita

birita

Os números sobre o consumo de destilados saíram no site da revista inglesa The Economist (clique na imagem para ampliar). Pouco surpreendentemente, o povo que mais bebe vodca (e que mais bebe, ponto) é o russo. O brasileiro é o quarto maior consumidor de uísque escocês e o sexto maior de tequila. Cachaça não entrou nessas estatísticas.


/// Coquetel de manjericão

Tem cara de suquinho de clorofila e desce muito fácil, mas aí tem duas doses de gim

Fuçando na internet no fim-de-semana, descobri um drinque que eu não conhecia: o basil splash, feito com rum, limão-siciliano e um punhado generoso de manjericão fresco. Tinha os ingredientes em casa e resolvi fazê-lo. Gostei muito. A cor é essa coisa diferentona que você vê na foto, e a combinação dos aromas do gim com o manjericão é surpreendentemente boa. Mas é preciso usar um bom gim — eu tinha Hendrick’s. Desce que é uma maravilha e leva quase duas dioses de gim, então é bom tomar cuidado. Aí vai a receita.

Basil splash

Ingredientes: 1 punhado de manjericão fresco lavado, suco de 1/2 limão-siciliano, 20 ml de xarope de açúcar (ou 1 colher de açúcar), 90 ml de gim.

Preparo: na coqueteleira, coloque o manjericão e o suco. Amasse com o socador de caipirinha, coloque o xarope, o gim e bastante gelo. Bata vigorosamente por pelo menos 30 segundos, até o manjericão soltar bastante aroma e a bebida ficar trincando de gelada. Coe sobre um copo com cubos novos de gelo.


/// Drinques campeões para o feriadão (parte 1)

Este foi um dos coquetéis campeões da primeira etapa do concurso World Class

Nesta semana, São Paulo foi sede da primeira eliminatória do concurso de coquetelaria World Class, promovido pela multinacional Diageo (dona de marcas como Ketel One e Tanqueray Ten). A final mundial será em julho, no Rio de Janeiro. O campeão da primeira eliminatória foi Rogério Weliton, bartender do paulistano SubAstor. Aí embaixo vai uma das receitas que ele fez, para você poderpreparar em casa no fim de semana prolongado. Amanhã tem mais!

 

Perfect Ketel Martini

60 ml de vodca

20 ml de gim

10 ml de vermute Noilly Prat

1 colher de bitter de laranja (opcional)

Guarnição: twist de limão siciliano

Copo: taça Martini

Misture todos os ingredientes num mixing glass cheio de gelo e coe sobre a taça de martini previamente gelada. Decore com o twist de limão-siciliano.

 



/// Gim tônica catalão

 

No Arola, o drinque com a vista custam R$ 30

 

Este é o gim tônica servido no restaurante espanhol Arola Vintetres, que fica no topo do hotel Tivoli de São Paulo, com a vista mais espetacular da cidade. Segundo o pessoal do hotel, é um drinque um pouco diferente, à moda catalã. A diferença do gim tônica normal é um extrato de cascas de frutas cítricas, feito com cascas de limão-siciliano, limão, laranja etc. maceradas por alguns dias em álcool neutro (ou vodca) em ambiente escuro (geladeira está bom). A receita vem a seguir. A vista, só no Tivoli.

Ingredientes: 50 ml de gim, gelo, água tônica, extrato de cascas de frutas cítricas, um twist de limão-siciliano

Preparo: Numa taça de vinho, esprema o twist (casca) de limão-siciliano contra a chama de um isqueiro e depois o esfregue na parte interior do copo. Dê duas borrifadas de extrato (ou pingue duas gotas). Encha a taça de cubos de gelo e despeje a dose de vodca. Complete com água tônica e decore com a casca de limão.


/// Martini de açafrão no Astor

O martini de açafrão leva gim francês, duas azeitonas e R$ 33 do seu bolso

É só trocar o gim normal pelo gim de açafrão, feito na cidade francesa de Dijon. Os outros ingredientes são os mesmos: gelo, azeitonas e um nadinha de vermute seco. O barman Pereira (no canto esquerdo da foto), do Astor, é quem prepara. O açafrão aparece com tudo no aroma do drinque, que é gelado e seco como um martíni tradicional. Não está na carta oficial de drinques, mas pode ser pedido nas unidades de SP e do Rio se você estiver disposto a pagar R$ 33.