A atriz Alice Braga estampa sozinha um dos pôsteres de On The Road, adaptação do livro de Jack Kerouac dirigida por Walter Salles. É natural manter uma expectativa alta para um filme que está em produção há mais de três décadas, quando o diretor americano Francis Ford Coppola comprou os direitos de adaptação da obra, em 1979. Salles foi escolhido para comandar a tentativa definitiva depois de lançar o excelente Diários de Motocicleta.

O primeiro trailer de On The Road é bacana, o elenco é excepcional. Se há alguma razão para manter um pé atrás no meio de toda essa divulgação, é a frase “I love love” no pôster: se eras tão contracultura, por que invocar o espírito de Zíbia Gasparetto? No Brasil, o filme está programado para estrear no dia 15 de junho.

***

The Walkmen, a melhor banda americana e a mais classuda em atividade (os caras parecem um editorial de moda ambulante), divulgou trailer e data de lançamento do novo disco. Heaven chega às lojas dos Estados Unidos no dia 5 de junho. No aniversário de 10 anos da banda, completados em janeiro, cantaram e registraram em vídeo a inédita e bonitona Heartbreaker. Na página do facebook da banda, divulgaram covers que eles fizeram de trechos de várias músicas do U2, os mais toscos já registrados nesse plano astral. Ao longo de 4 minutos, você vai ouvir In The Name Of Love, Sunday Bloody Sunday e outros clássicos do cancioneiro coxinha interpretados com toda a pompa que merecem.

***

O dinamarquês Nicolas Winding Refn, diretor do melhor e mais macho filme de anos recentes, Drive, se veste de lençol para trabalhar. Em entrevista ao jornal francês Libération, quando questionado sobre a vestimenta, disse que o ajuda a manter a energia. Sua esposa contou que ele usa peças do tipo diariamente quando está filmando. Durante a produção de Drive, a equipe de 75 pessoas que trabalhou no filme decidiu, no dia de Halloween, prestar homenagem ao chefe: todos usaram camisas brancas, óculos e lençóis na altura da cintura. Jaquetas com escorpiões bordados e lençóis: o guarda-roupa da próxima geração.

A reportagem também conta de uma entrevista feita ao set do seu novo filme, Only God Forgives, que terá novamente Ryan Gosling como protagonista. Segundo o ator, o roteiro é uma das coisas mais estranhas que ele já leu. O filme vai contar a história de Julian, que vive em exílio, depois de ter matado um policial há 10 anos, em Bangkok, na Tailândia. Com seu irmão, toca um restaurante de comida tailandesa que serve de fachada para o negócio de tráfico de drogas que a mãe deles (Kristin Scott Thomas) comanda da Flórida, nos Estados Unidos.

Quando seu irmão mata uma prostituta, desencadeia aquele banho de sangue estiloso e dolorosamente tenso que só o Refn consegue fazer atualmente. E Kristin Scott Thomas, de traficante, num filme estupendamente violento? Bonequinho aplaude de pé e dá cambalhota. Se o seu francês está calibrado, clique para ler a matéria na íntegra.

***

Shame estava programado para estrear nos cinemas brasileiros em fevereiro. Na edição da VIP do mês em questão (Aryane Steinkopf na capa), fiz uma resenha de duas páginas sobre. A estreia foi adiada algumas vezes e só há pouco entrou em cartaz. Um olhar feminino sobre um filme que mostra um naco da vida de um viciado em sexo é sempre bem vindo, ainda mais quando se vale de Nelson Rodrigues e J.D. Salinger para sustentar argumentos, como é o caso da resenha de Ieda Marcondes para o blog da revista de ensaios Dicta & Contradicta.

***

A bela imagem que ilustra esse post é do fotógrafo inglês Sam Hiscox, publicada originalmente em seu blog, Long Time Dead. Favorite. De onde veio essa, tem várias outras seguindo a mesma linha editorial.