Blogie - Cinema da VIP

Blogie – Cinema na VIP

por Ricardo Garrido

Nosso blogueiro mostra que filme bom não precisa ter função social nem agradar crítico besta



Fim de feira do verão americano

Bom, depois de seguidos finais-de-semana de estreias de blockbusters variados, chegamos a uma sexta-feira sem grandes destaques nos lançamentos. OK, temos Salt, filme de ação à 007 com Angelina Jolie – mas este blogueiro nunca bota muita fé em filmes estrelados pela moça (afinal, alguém por favor me lembre do último filme bom que ela fez). Temos também dois documentários que merecem ser conferidos por qualquer brasileiro… O primeiro é Uma Noite em 67, sobre o lendário Festival da Record em que, entre um violão quebrado, vaias enfurecidas e muita inspiração, surgiu o Tropicalismo. Chico Buarque com Roda Viva, Gil… leia mais »


Em DVD: “Rush – Beyond the Lighted Stage”

É enorme a tentação de escrever um longo tratado todo rebuscado sobre o Rush – ao mesmo tempo, a banda mais mal falada e também a mais cultuada do mundo -, mas vou tentar fazer um texto rápido e objetivo. E o resumo de tudo é: entre agora na sua loja de e-commerce preferida e compre um exemplar de Rush – Beyond the Lighted Stage, documentário premiado no Festival de Tribeca e destaque da última Mostra de Cinema de SP. O filme acaba de ser lançado em DVD. Trata-se de um tributo militante e apaixonante a uma banda cuja reputação… leia mais »


Estreia: “O Bem Amado”, de Guel Arraes

Outro dia, comentei o quanto o tempo é precioso hoje em dia, e como é importante não desperdiçá-lo com filmes fracos. Infelizmente, é o caso de O Bem Amado, comédia de Guel Arraes que estreou na última sexta-feira nos cinemas. Nanini, como Odorico Paraguaçu: muita gritaria cansa… Guel Arraes é aquele diretor da Globo que inventou uma linguagem própria na televisão brasileira – a comédia escrachada, com atuações pra lá de farsescas, mas ao mesmo tempo inteligente e, acima de tudo, rápida no gatilho (nenhuma piada fica boiando no ar antes de alguém arrematá-la). Desde Armação Ilimitada nos anos 80,… leia mais »


Estreia: “Encontro Explosivo”, com Tom Cruise e Cameron Diaz

À primeira vista, bate aquela preguiça: um casal de atores bonitões e muito famosos, numa aventura em que um é agente secreto e a outra, aparentemente ao acaso, é enfiada no meio da confusão. Já vimos isso em Sr. e Sra. Smith (com Brad Pitt e Angelina Jolie), já vimos isso no ótimo True Lies (com Arnold Schwarzenegger e Jamie Lee Curtis), já vimos isso no recente Duplicidade (com Clive Owen e Julia Roberts)… Já vimos, enfim, um bom número de variações do velho filme de espionagem cruzado com comédia romântica. Agora é a vez de Tom Cruise e Cameron Diaz… leia mais »


Uma roubada muito louca

Uma das coisas boas de assistir muitos filmes é o desenvolvimento da habilidade de evitar bombas. De fato, é muito raro eu cair numa típica roubada de locadora – tipo, pegar um filme porque a capa e/ou um ator é legal, e depois descobrir que é um enorme abacaxi… na verdade, acho correto dizer que eu passei os últimos dois anos sem ter assistido a um único filme absolutamente ruim. Mas essa boa fase foi quebrada ontem. Numa reunião familiar, havia aquele monte de primos, e um home theater a ser inaugurado, e havia uma lista de filmes em alta… leia mais »


Ainda sobre “Velocidade Máxima”

Em tempo: o mais irônico sobre essa questão do nome do Velocidade Máxima é o fato de que o filme gira em torno de uma velocidade não máxima, mas mínima – afinal, o ônibus dirigido pela Sandra Bullock explodiria se ficasse abaixo de determinada velocidade… … Mas exigir coerência já seria esperar demais.


Invente seu próprio nome de filme de ação!

A culpa é do Keanu Reeves. E da Sandra Bullock. (Quer dizer, isso já estava meio na cara – qualquer coisa errada com o cinema deve ser culpa do Keanu Reeves e da Sandra Bullock…) O ano era 1993. Um novo filme de ação definiria duas décadas de correria, perseguições e explosões: Velocidade Máxima. A auto-escola de Keanu Reeves e Sandra Bullock: tudo é máximo, terminal ou mortal. O título original do filme era bem mais estiloso: Speed. Mas os tradutores brasileiros, como sempre, nunca se contentam com algo simples e têm que dar uma rebuscada. E daí a velocidade… leia mais »