
por Ricardo Garrido
Nosso blogueiro mostra que filme bom não precisa ter função social nem agradar crítico besta
Final de temporada de premiações. Agora, sobra o agradável período de março a meados de maio, quando ainda temos a raspa do tacho dos filmes “selecionáveis” sendo lançados por aqui. Depois, chegando em junho, é aquela história: animações, Transformers, comédia do Ben Stiller. Aproveitemos. Mas não custa nada fazer um balanço do ótimo ano que tivemos em termos de cinema, e da boa cerimônia de premiação dos Oscars que rolou na noite de ontem. Jean Dujardin carrega seu Oscar de melhor ator e Uggie, o cão que rouba a cena em O Artista: consagração A “festa do cinema” Em primeiro… leia mais »
Tags: Alexander Payne, Billy Crystal, Hugo, Martin Scorsese, Meryl Streep, Michel Hazanavicius, O Artista, Oscar, Oscars 2012, Rooney mara, Woody Allen
OK, vamos à nossa rodada anual de especulações e pitacos sobre quem ganha Oscar, quem deveria ganhar e tudo mais. Lembrando que este BLOGIE tem uma média histórica entre 75% e 80% de acerto nos palpites. Vou cravar meus palpites aqui, mas também não deixarei de dar minha opinião sobre quem realmente deveria ganhar em cada categoria. Filme: Dificilmente a Academia deixará de premiar O Artista, filme que este blogueiro classificou como o mais original dos últimos quinze anos. Realmente acredito nisso: depois de Quentin Tarantino virar o padrão de roteiro de ponta-cabeças em Pulp Fiction, só mesmo um filme… leia mais »
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Desculpe-me, mas a mensagem mais forte que consegui extrair de A Árvore da Vida, de Terrence Malick, foi o valor de um bom travesseiro. Em outras palavras, que filme chato. Pretensioso e chato. Três observações (ou avisos, para quem não viu o filme): 1. É insuportável a quantidade de narrações em off dos personagens principais sussurrando suas dúvidas diretamente para Deus. 2. Há uma meia hora (talvez mais, pareceu uma eternidade) em que a narrativa é interrompida para Malick contar a história do universo, desde o Big Bang, passando pela era dos dinossauros até chegar aos dias de hoje. Em matéria de… leia mais »
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Um dos maiores favoritos ao Oscar de melhor filme, A Invenção de Hugo Cabret é um desafio para o espectador. Durante sua primeira hora, é um drama de Natal para famílias, com ares de Charles Dickens: o trailer nos mostra o menino Hugo, um órfão aparentando 12 anos, vivendo dentro da estação de trem de Paris. Ali, ele rouba sua comida, observa e interage com as pessoas que lá trabalham (entre elas, o inspetor da estação e vilão da fita, o Borat em pessoa). E ele tem um robô de estimação que esconde nas dependências internas (onde ele ajusta os… leia mais »
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Olha só, vou logo dizendo sem rodeios: A Dama de Ferro é um filme pavoroso. O horror, o horror. Não entendo duas coisas: 1) como Meryl Streep topou entrar nessa empreitada; e 2) como a imprensa tem poupado o filme das críticas que deveria receber. Pelo menos o pôster é bacana – tem uma cara anos 80, não tem? Quanto ao primeiro ponto, vá lá, dá sim para entender: Meryl foi seduzida por um personagem forte, fortíssimo – a primeira-dama britânica durante quase todos os anos 80, Margaret Thatcher -, e tinha confiança na diretora à frente do projeto, Phyllida… leia mais »
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Se você tiver uma única chance de ir ao cinema entre hoje e o próximo domingo à noite, quando acontece a entrega dos Oscars, não tenha dúvida: o filme a ser visto é O Artista, o grande “fato novo” desta temporada. O Artista é um desses caminhões que ninguém viu chegando: é um filme francês sobre Hollywood, com atores franceses se passando por atores americanos. E em preto-e-branco. E mudo. Não soa como algo que vá cair nas graças do povo. Não parece algo que vá virar um programão de sábado à noite. Mas virou. Jean Dujardin e Bérénice Bejo, grandes… leia mais »
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Uma das melhores surpresas deste ano foi Millenium – os Homens Que Não Amavam as Mulheres. Um filme nota 10. Daí você fala, “peraí, como assim surpresa?” E eu terei que dar razão ao leitor: o filme é baseado num best-seller internacional (o primeiro da trilogia A Garota com a Tatuagem de Dragão, de Stieg Larsson); é dirigido pelo sempre inventivo e por vezes genial David Fincher (de Clube da Luta, Seven, Zodíaco e A Rede Social); traz Daniel Craig, o 007 que bota pra quebrar, como protagonista. Enfim, por que o filme não seria ótimo? Pois é, mea culpa, esses… leia mais »
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