Desculpe-me, mas a mensagem mais forte que consegui extrair de A Árvore da Vida, de Terrence Malick, foi o valor de um bom travesseiro.

Em outras palavras, que filme chato. Pretensioso e chato.

Três observações (ou avisos, para quem não viu o filme):

1. É insuportável a quantidade de narrações em off dos personagens principais sussurrando suas dúvidas diretamente para Deus.

2. Há uma meia hora (talvez mais, pareceu uma eternidade) em que a narrativa é interrompida para Malick contar a história do universo, desde o Big Bang, passando pela era dos dinossauros até chegar aos dias de hoje. Em matéria de pretensão, rivaliza com 2001 – Uma Odisseia no Espaço. Mas as comparações param por aí. A execução parece aqueles documentários da NatGeo.

3. Malick é um dos caras mais supervalorizados da história do cinema. Seu primeiro filme, Terra de Ninguém, é vibrante, uma obra-prima. O segundo, Cinzas do Paraíso, é bonito, mas não genial. O mesmo vale para Além da Linha Vermelha, que já trazia sinais da lentidão narrativa e da tendência ao papo cabeça que dominaria sua produção a partir dali. A Árvore da Vida completa a transição: hoje, Terrence Malick é apenas um chato.

Daí alguém pode dizer, “você não entendeu o filme”. Pode ser; nesse caso, não entendi e não gostei.

Diferente, digamos, de O Espião que Sabia Demais, que também tive dificuldades para entender, mas gostei.

Mas há quem goste desse papo de aranha sobre o sentido da vida. A fotografia é bonita. Sei lá.

Falemos de assuntos mais divertidos.