Crosby, Stills and Nash: Woodstock é aqui
Não é todo dia que você acorda sabendo que vai ver um pedaço vivo da História com seus próprios olhos.
Mas esta é a situação em que me encontro hoje: logo mais, estarei no primeiro show de Crosby, Stills & Nash no Brasil.

Verdadeiros heróis americanos, expoentes da contracultura, o trio não é muito conhecido por aqui. Já nos EUA, entre o final da década de 60 e o início da década de 70, eram “os Beatles americanos”. David Crosby (egresso dos Byrds), Stephen Stills (do Buffalo Springfield, do qual também saiu Neil Young) e Graham Nash (da banda inglesa The Hollies), todos eram líderes de seus grupos, cantores e compositores excepcionais – e foram expulsos.
Encontraram-se nas montanhas abastadas em volta de Los Angeles, agrupados em torno de Joni Mitchell (que foi namorada e/ou consorte de cada um dos três, em momentos diferentes) e da turminha que concebeu o folk-rock que foi a cara da Costa Oeste americana nos anos 70 – muito tranquila, muito sensível, entupida de cocaína e obviamente inviável no longo prazo. Formaram o CSN (que, de tempos em tempos, ganha um “Y” com o reforço de Neil Young) e forneceram o molde que seria usado até cansar por James Taylor, Jackson Browne, The Eagles, Fleetwood Mac e tantos outros – incluindo coisas mais recentes, como Dawes e afins.
Mas o maior triunfo do trio aconteceu logo na sua estreia de fogo: eles foram uma das atrações principais em Woodstock – o original, em 1969 (os outros foram Jimi Hendrix e The Who, que tal?). Fizeram uma apresentação histórica, devidamente captada pelo documentário vencedor do Oscar, com contribuição da edição apaixonada e inteligentíssima de um jovem Martin Scorsese. E ainda tiveram a honra de gravar a canção-tema do filme, Woodstock, de Joni Mitchell (que era chata na voz da autora, mas ficou sensacional na mão dos caras).
Eis a abertura do show, em um dos melhores momentos do documentário:
No mais – e como comprovam as imagens acima -, são os únicos três homens que cantam em harmonia de maneira tão ou mais bonita do que os Beatles.
É hoje, aqui em São Paulo, no Via Funchal. E eu não vou perder.











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