Blogie - Cinema da VIP

Blogie – Cinema na VIP

por Ricardo Garrido

Nosso blogueiro mostra que filme bom não precisa ter função social nem agradar crítico besta



Em cartaz: “Para Roma, Com Amor”, de Woody Allen

Quem acompanha este blog sabe que, por aqui, o momento mais esperado do ano não é o Natal, nem as férias, nem o coelhinho da Páscoa. O presente que todos ganhamos, ano após ano, e que faz a vida valer a pena, é mesmo o novo filme do Woody Allen. É recompensador, para mim, ver esse brilhante final de carreira de Allen (não que ele se veja em final de carreira; é a simples e triste constatação de que o homem tem quase 80 anos). De 2005 para cá, a partir do londrino Match Point e Europa adentro com Vicky Cristina… leia mais »


Estreia: “Sombras da Noite”, de Tim Burton

Depois de tantos filmes, começando lá atrás com Edward Mãos de Tesoura e chegando ao blockbuster da Disney Alice no País das Maravilhas, parece que se esgotou tudo que podia ser dito sobre a parceria de Tim Burton e Johnny Depp. Os cabelos estranhos, os trejeitos, a aparência freak - sinceramente, tudo meio que perdeu a graça. OK, entendi, você é o Johnny Depp e faz o que lhe der na telha; logo, de dois em dois anos você faz um filme esquisitão com seu amigo esquisitão, Tim Burton. Boring. Mas não é que esse Sombras da Noite (que estreou no último fim-de-semana… leia mais »


“Solteiros com Filhos”, ou a revolução da comédia feminina

Primeiro, elas queimaram sutiãs, vestiram calças compridas e reivindicaram – e conquistaram – direitos iguais. Depois, invadiram o mercado de trabalho e ascenderam a postos gerenciais e de direção. Agora, estão começando a tomar dos homens um dos últimos lugares onde estávamos no comando: no humilde canto da auto-humilhação, do rir de si mesmo, do quanto mais idiota melhor – a comédia. Mulheres no centro: agora a comédia é assim! Claro, as comédias – ou pelo menos um tipo de comédia – sempre tiveram o público feminino na sua cabeça, e lhes ofereceu a versão inofensiva e arrumadinha do ridículo… leia mais »


Mulheres que não queremos esquecer: Marilyn Monroe

Falar de um ícone da cultura pop é sempre difícil. Todo mundo tem a impressão de saber tudo sobre Roberto Carlos, Paul McCartney ou James Dean. E quase ninguém consegue, no meio de todos os lugares-comuns, reconhecer as verdadeiras qualidades e toques de gênio que fizeram a fama dessa gente. Marilyn Monroe Com Marilyn Monroe, é a mesma coisa. Todo mundo pensa nela como a gostosa com o vestindo voando sobre o respiradouro do metrô; todos conhecem aquela foto da moça pelada, no pôster central da primeira edição da revista Playboy; seu caso com um Kennedy ou dois – com… leia mais »


Dia difícil no trabalho?

Todo mundo tem seus dias difíceis no trabalho, e comigo não é diferente. Não sei vocês, mas esta quinta-feira – com seu céu cinzento e seus ares de chuvinha fina bem na hora do futebol – já começou tensa pra mim. Nessas horas, nada melhor do que se lembrar de Tom Hanks e seu “very lousy job” em Joe Contra o Vulcão, comédia bacana, absurda e pouco conhecida de 1990. Basicamente, o chefe fica só repetindo, em tom combativo: – Eu não estou discutindo isso com você! – Eu sei que o cara consegue o serviço, mas ele dá conta… leia mais »


Natal Infernal: 5 filmes pra afugentar o Bom Velhinho

Nem todos os filmes de Natal são populados por duendes e renas do nariz vermelho. Há alguns, acredite, que não seguem o esquema Esqueceram de Mim ou Felicidade não se Compra. Se você não suporta os filmes fofinhos que tomam a televisão perto do Natal, BLOGIE preparou uma lista infalível de filmes natalinos que chutam rabos. Bom Natal Infernal! 5- Batman II – O Retorno (1992) O hit natalino de 1992: Michelle Pfiffer embrulhada em pacote sado-masô. O Natal na Gotham City de Tim Burton não podia ser mesmo muito agradável. O Pinguim de Danny DeVito e, principalmente, a Mulher… leia mais »


Filme VIP da semana: “O Corintiano”, com Mazzaropi

Imperdível: hoje à noite, a TV Justiça exibe um verdadeiro clássico do cinema brasileiro. Trata-se de  O Corintiano, com Mazzaropi. O filme traz o comediante encarnando um dos arquétipos mais fortes da cultura brasileira: o corintiano roxo, torcedor dado a todo tipo de extremismo, superstição e ignorância em prol do seu time. O filme tem valor por três motivos: 1) é de fato engraçado, graças ao talento de Mazzaropi; 2) mostra, melhor do que muito documentário, como era São Paulo e como era o futebol há 50 anos atrás (há cenas de jogo no Pacaembu lotadíssimo, por exemplo); e 3)… leia mais »