Blogie - Cinema da VIP

Blogie – Cinema na VIP

por Ricardo Garrido

Nosso blogueiro mostra que filme bom não precisa ter função social nem agradar crítico besta



Em cartaz: “Na Estrada”, de Walter Salles

Antes de tudo, a confissão: eu não li o clássico On The Road, de Jack Kerouac. Não sei dizer exatamente o que faltou: em momentos diferentes da vida, fui fã devoto de Bob Dylan, dos Beatles e do Jim Morrison, de modo que o fantasma da influência beat esteve sempre ali, me acenando com um exemplar do livro que tanto influenciou o estilo de vida rocker e a filosofia hippie. Mas o backlog de leitura se manteve crescendo, e o Kerouac foi sempre deixado de lado para dar lugar a qualquer outra coisa, de guias de viagens a literatura mais “séria”…. leia mais »


Em cartaz: “Millenium – os Homens Que Não Amavam as Mulheres”

Uma das melhores surpresas deste ano foi Millenium – os Homens Que Não Amavam as Mulheres. Um filme nota 10. Daí você fala, “peraí, como assim surpresa?” E eu terei que dar razão ao leitor: o filme é baseado num best-seller internacional (o primeiro da trilogia A Garota com a Tatuagem de Dragão, de Stieg Larsson); é dirigido pelo sempre inventivo e por vezes genial David Fincher (de Clube da Luta, Seven, Zodíaco e A Rede Social); traz Daniel Craig, o 007 que bota pra quebrar, como protagonista. Enfim, por que o filme não seria ótimo? Pois é, mea culpa, esses… leia mais »


Leia o livro, veja o filme, faça o que quiser…

Outro dia, falei mal de Crepúsculo – Amanhecer Parte 1 e o fã-clube caiu de pau em mim. OK, parte da vida, eu sabia onde estava me metendo. O que me chamou a atenção, no entanto, foi a quantidade de gente afirmando que eu não teria autoridade para criticar o filme, uma vez que declarei não ter lido os livros. Al Pacino, em O Poderoso Chefão: não precisa ler o livro pra ver que o filme é bom! Parece-me uma regra besta e das mais antigas: é como aqueles políticos da Arena, das antigas, que rebatiam a pergunta do repórter… leia mais »


Estreia: “Pronto para Recomeçar”, com Will Ferrell

De vez em quando, o cinema americano produz uma dessas pérolas meio improváveis que não vão fazer grande bilheteria, nem emplacar prêmios em Cannes ou no Oscar – mas que têm inegável valor artístico, e que valem a pena ser assistidos. É o caso de Pronto para Recomeçar, filme que estreia nesta semana no Brasil (bem poucas salas, que seja dito). Lar, Doce Lar: meus discos, meus livros e nada mais (OK, e umas cervejas) O filme traz o comediante Will Ferrell, num papel quase sério – ou melhor, muito sério, mas quase engraçado -: um executivo que tem um… leia mais »


Filme VIP da semana: “O Grande Gatsby”, de 1974

Outro dia, revi O Grande Gatsby na TV. Um triste caso do filme que tinha tudo pra dar certo, mas deu errado. O filme, rodado em 1974, é baseado no livro que é considerado “o grande romance americano” – O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald, o mais rico e triste retrato da juventude dourada dos anos 20, o esplendor da art-decó e do jazz, dos carros e mansões gigantescas, de gente endinheirada e desocupada – gastando sem dó os rendimentos de suas ações em porres e festinhas no Ritz… Tudo isso, às vésperas do Crash da Bolsa em 1929. Robert Redford como Jay Gatsby:… leia mais »


Mais uma chance para o Grande Gatsby

Como o leitor já deve ter percebido, BLOGIE nunca embarca naquelas conversas de qual ator está sendo sondado pra fazer tal filme… pessoalmente, acho essa conversa um saco. Não sei por que os portais gastam tanto espaço com esse tipo de notícia. Não agrega nada. Mas, quando leio que vão tentar novamente adaptar para o cinema um dos meus livros preferidos, tenho que abrir uma exceção. O livro é O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald, um dos raros merecedores do perseguido título de “o grande romance americano”. Fitzgerald no cinema: lá vamos nós… Adaptações de Fitzgerald para o cinema dão… leia mais »


À espera de Hemingway

Há exatos 110 anos, nascia Ernest Hemingway, o escritor mais macho da história e um dos mais importantes do século 20. Sua obra passeou por todos os principais conflitos humanos do século passado, sempre baseada na vivência pessoal do barbudo. O que isso tem a ver com cinema? Deveria ter tudo… Hem: ele merecia ter filmes (bons) baseados nos seus romances! E o Sol Também se Levanta se divide entre Paris e o norte da Espanha, onde Hem e seus personagens enchiam a cara de vinho e corriam dos touros na rua, para depois ver as touradas. Adeus às Armas… leia mais »