Treinamento de Caveira para a polícia de SP pode ajudar no combate a arrastões
Paulo Thiago, soldado do Bope (Batalhão de Operações Especiais) de Brasília e lutador do UFC, passou o dia de hoje na sede da Polícia Civil de São Paulo. Ele deu duas aulas de artes marciais para policiais dos grupos especiais GER (Grupo Especial de Resgate), Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos), Divisão Anti-Sequestro e GOE (Grupo de Operações Especiais). As artes marciais, especialmente técnicas de jiu-jítsu, estão sendo usadas pela polícia em ações de repressão a crimes como arrastões.
“Em ambientes fechados, não é recomendado o uso de armas de fogo pelo perigo de atingir civis”, afirma Cassio Cardosi, coordenador do GER e faixa-preta de jiu-jítsu. “Nesses casos, técnicas de imobilização são muito eficientes.” Segundo Cassio, para combater os arrastões, uma das ações da Polícia Civil é colocar policiais disfarçados em restaurantes que podem ser possíveis alvos. “O treinamento de hoje possibilita esse tipo de ação. É importante o policial estar consciente das técnicas que pode utilizar.”
Pela manhã, Paulo Thiago deu uma aula de jiu-jítsu. À tarde, passou para os policiais o treinamento de defesa pessoal com arma, com movimentos de MMA, que ele costuma dar em Brasília. “As técnicas que passei são eficientes para o policial proteger seu equipamento”, disse o “Caveira”. “O mais importante é esse intercâmbio entre as polícias. Eu ensinei algumas coisas e aprendi outras, como movimentações que não conhecia.”












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