Comida e Bebida

O bom garfo

por Marcos Nogueira

Tudo sobre comida e bebida para homens que não têm tempo para perder com frescuras.



Comida ogra e muitas risadas

Acaba de chegar às minhas mãos o livro Guia da Culinária Ogra: 195 Lugares para Comer até Cair, do jornalista André Barcinski (Planeta, R$ 22,90). É um pequeno compêndio de bares, churrascarias, cantinas e bibocas étnicas diversas de São Paulo. Indispensável para quem mora na cidade e para qualquer visitante que queira conhecer o melhor da comida sem frescura (imagino que “gastronomia” seja uma palavra ofensiva para o Barça), para se empanturrar como o título sugere. Mesmo que você nunca almoce, nunca jante e não tenha o menor interesse por comida, o livro já vale a pena. Barcinski, com quem… leia mais »


Boa comida nordestina, sem filas

Adoro o restaurante Mocotó, na Vila Medeiros, um bairro simpático bem distante da zona central de São Paulo. Acontece que a comida nordestina do chef Rodrigo Oliveira é tão boa que atrai gente demais, causando esperas surreais de até três horas. Por isso, precisei buscar opções menos muvucadas para matar a vontade de baião-de-dois. Não muito longe dali (relativamente, é claro), o Barnabé foi montado por um primo do Rodrigo e tem pelo menos duas vantagens em relação à casa mais famosa: não enche tanto e fica numa praça arborizada, que lembra uma cidade de interior, mais agradável que a avenida… leia mais »


Seis bares em um

Quando foi inaugurado, o bar Original se propunha a homenagear outros botecos no ambiente, na cozinha e no jeito de servir o chope — o nome do estabelecimento era uma sacada auto-irônica.  Quinze anos depois, dá para dizer com segurança que a casa de Moema, em São Paulo, merece o nome que tem. O Original foi o primeiro boteco chique do Brasil: elevou o padrão de serviço (e também dos preços), e sua fórmula foi copiada no Brasil inteiro. Graças ao Original, hoje é absolutamente normal levar a avó ou a sogra para almoçar em um botequim. Para celebrar seu aniversário, o bar… leia mais »


7 bares espetaculares

Este fica dentro de uma árvore em Limpopo, na África do Sul. A lista completa você vê aqui.


Piskini: martini de pisco

Drinque original do restaurante La Rosa Nautica, lugar sensacional sobre um píer no Oceano Pacífico em Lima, Peru. É feito com pisco, vermute seco e um pedacinho de ají rocoto curtido, tipo de pimenta em conserva.


Só hoje: chope artesanal do Paraná em SP

Hoje é o Bode Day, no Empório Alto dos Pinheiros, loja/bar que tem a maior coleção de cervejas de São Paulo. Eles servirão oito chopes da cervejaria curitibana Bodebrown, famosa por fazer cervejas sem meios termos e dar nomes singulares a elas. Os estilos servidos vão da witbier (cerveja de trigo ao estilo belga, aromático e com 5,5% de álcool) à Perigosa, imperial IPA que é uma bomba de amargor e álcool (9,2%). Preços simpáticos para bebidas dessa qualidade: R$ 11 pelo copo de 300 ml e R$ 17 pelo pint (568 ml).


Bar paulistano garimpa chopes raros

O problema da cerveja artesanal – falo daquela realmente artesanal, que não chega nem a ser engarrafada – é que ela dificlimente sai da área em que é produzida. Pouco a pouco, tem gente tentando mudar isso. Uma noite por mês, o bar Ciao Vino e Birra, de São Paulo, traz barris de chopes impossíveis de beber na cidade em outra ocasião. Amanhã é a vez da cervejaria Dortmund, de Serra Negra (uma pacata estância hidromineral mais ou menos perto de Campinas). De lá vieram dois estilos: a stout Nostradamus, negra e amarga, e a witbier Schloss, feita com malte de trigo,… leia mais »


Fim de linha para o bar mais tradicional de SP

Todo paulistano que gosta de cerveja conhece o Bar Léo. Instalado há 70 anos no bairro central de Santa Ifigênia, ganhou reputação de tirar o melhor chope da cidade, com dois terços do copo ocupados pelo colarinho cremoso — que estabeleceu o padrão para a turma do Original e do Astor e, encampado pela Brahma, foi disseminado por bares país adentro. Há algumas décadas, o Léo luta para sobreviver. Primeiro, a vizinhança se transformou naquilo que o Brasil inteiro conhece por Cracolândia. O bar (que, por definição, é uma instituição boêmia) se via obrigado a baixar as portas por volta das 20h. Depois, a… leia mais »


St. Patrick’s: além da cerveja verde

De hoje até sábado, quando se comemora o dia de São Patrício (que teria expulsado todas as cobras da Irlanda, blá, blá…), vou usar este espaço para falar da tal festa. Pode ser coisa de gente colonizada, a tal cerveja verde é só chope com corante, mas tem gente que faz coisas bacanas para quem realmente gosta de cerveja. Vamos a duas: A Cervejaria Nacional, de São Paulo, está com cervejas especiais (todas feitas na casa) para a ocasião, servidas somente até sábado. São elas a irish red ale (avermelhada e de baixo teor alcoólico), a black IPA (amarga e… leia mais »


O bafo do abominável homem das neves

Muitos coquetéis pedem que a taça esteja bem gelada antes de se servir a bebida. Isso costuma ser feito com pedras de gelo, mas o bar Astor, de São Paulo, trouxe um sistema que usa um jato congelante de gás carbônico diretamente no vidro. Além de funcionar, é bacana de olhar quando você já tomou uma ou quatro doses de gim tônica.


Martini de açafrão no Astor

É só trocar o gim normal pelo gim de açafrão, feito na cidade francesa de Dijon. Os outros ingredientes são os mesmos: gelo, azeitonas e um nadinha de vermute seco. O barman Pereira (no canto esquerdo da foto), do Astor, é quem prepara. O açafrão aparece com tudo no aroma do drinque, que é gelado e seco como um martíni tradicional. Não está na carta oficial de drinques, mas pode ser pedido nas unidades de SP e do Rio se você estiver disposto a pagar R$ 33.