Stephen Hawking, chill the fuck out, babe

Tem gente que é fã da Madonna, tem gente que é fã do David Bowie. E tem gente que, como eu, também é fã de Stephen Hawking.

Não só pelo fato de que, aos 70 anos, paralisado pela esclerose lateral amiotrófica, seja um dos mais brilhantes cientistas de nosso tempo, tendo ocupado a cátedra de professor lucasiano de Matemática em Cambridge, posto que já foi de Newton.

Sou fã de Hawking porque ele curte a vida.

Comecei a me interessar por ele quando ouviram-se as primeiras histórias de supostas agressões ao professor, há doze anos. Entre os suspeitos, enfermeiras, acadêmicos e ex-mulheres.

Por qual motivo alguém iria agredir uma pessoa com tais limitações físicas?

A doença foi detectada quando ele tinha 21 anos e, desde então, utiliza um sintetizador de voz para se comunicar. Gradualmente, foi perdendo o movimento de braços e pernas, assim como do resto da musculatura voluntária, incluindo a força para manter a cabeça erguida, de modo que sua mobilidade é praticamente nula.

Mas as histórias sobre agressões são nebulosas, sem comprovação.

Levantaram a hipótese de que Hawking fosse portador da Síndrome de Münchausen, o transtorno psíquico em que os afetados fingem doença ou trauma para chamar atenção ou atrair a simpatia dos outros.

Parece improvável a um pesquisador planetariamente famoso pelos estudos que publicou sobre o Big Bang e os buracos negros.

Clube de swing

Hawkings tem três filhos e divorciou-se duas vezes.

Ao completar 70 anos, no começo de 2012, declarou que, de todos os mistérios do universo, o mais inextricável talvez seja a mulher. Raríssimo senso de humor.

De vez em quando, ele dá uma passada num clube de swing em San Bernadino, na Califórnia, o Freedom Acres. Acho que ele curte um bom lap dance. Sensacional.

Por essas e outras, Hawking transformou-se num personagem pop.

Em 1993, participou de episódio da série Star Trek – A Nova Geração em cena em que é um holograma, conjuntamente com Newton e Einstein, jogando cartas com o personagem Data.

Em 1994, participou da gravação do disco do Pink Floyd, The Division Bell, fazendo a voz digital em “Keep Talking”. Também fez aparições em Os Simpsons, Futurama, O Laboratório de Dexter, Os Padrinhos Mágicos, no cartoon Dilbert.

Agnóstico, declarou o seguinte:

“Deus não tem mais lugar nas teorias sobre criação do universo, devido a uma série de avanços no campo da física”.

“Por haver uma lei como a gravidade, o universo pode e irá criar a ele mesmo do nada. A criação espontânea é a razão pela qual algo existe ao invés de não existir nada, é a razão pela qual o universo existe, pela qual nós existimos”.

Não conheço todos os avanços no campo da física, mas fecho com ele.

E compartilho aqui as seis lições que você precisa ler:

1) Nós nunca teremos todas as respostas

2) Conhecimento é melhor quando compartilhado

3) Aprenda com as lições da História

4) Estude aquilo que abastace sua paixão

5) Nunca perca a sua voz

6) Gênios não devem ser sempre associados a precocidade

———————————-

Leia também:

Minha conversa com Talese, um mestre do jornalismo

Os incríveis fotógrafos do Krouchev Planet Photo

Mailer daria palmadas no bumbum das slutwalkers

Marcha das Vadias, bobagem de meninas classe média

Lili St. Cyr, a primeira bombshell

Monte sua biblioteca com o método prático Paulo Francis

O fantasma de Paulo Francis

Coração Liberal Capítulo 1

Coração Liberal Capítulo 2

Coração Liberal Capítulo 3

Coração Liberal Capitulo 4

Coração Liberal Capítulo 5

Coração Liberal Capítulo 6

A pupila e o mestre, por Ian McEwan

São Paulo, túmulo do rock e da literatura

O efeito “Quero Ser John Malkovich” dos blogs

Você é sanguíneo, fleumático, colérico ou melancólico?

Safran Foer, vegetarianismo e carne humana insepulta