Fernanda Branco Polse, mineira performática
Conheci Ana Ariel Ariana em 2011. É uma artista de vinte e poucos anos que acabou de terminar os cursos de jornalismo, pintura e fotografia em Belo Horizonte. Falamos por quinze minutos, se tanto. Gostei dela desde o primeiro momento.
Agora nos encontramos de novo, virtualmente, falamos no Facebook e trocamos e-mails. É notável a sua evolução. No primeiro semestre de 2012, expôs no Museu Alfredo Andersen, em Curitiba, e eu gosto que ela continue com a pintura, que resista à tentação de dedicar-se exclusivamente às perfomances.
Ela trocou de nome, agora é Fernanda Branco Polse. Que é um super nome, diga-se. Não?
Em algumas das séries de imagens subjaz um discurso político de orientação feminista. FBPolse quer brincar na fronteira entre arte e erotismo da representação do corpo feminino e está atenta às questões políticas adjacentes. Mas isso é coisa para pensar. Por enquanto, você precisa ver. Vá lá no tumblr
http://fernanda-branco-polse.tumblr.com/
– Por que você gosta tanto de mudar de nomes, FBPolse?
– Tem gente que não entende porque eu gosto tanto de mudar de nomes. Eu falo que é porque eu não sei quem sou então então prefiro ser outra. Não ser você por um triz. A pessoa me olha insossa. Acho que é porque essa coisa de eu ser você é meio essencialista demais, aposto que você também não sabe quem você é. Por que estou escrevendo tudo isso mesmo? São 0:55 e amanhã às 7h pego um voo para Santiago. Vou dormir. Sonhe comigo. O teu silêncio comunica-se com o meu não dito. Sonhei com você. Eu estava coberta de penas encostada na janela. Você estava nu. E com uma cara tão desconexa. De repente eu só consegui pensar: não sei se chupo ou se dou risada. Antes de decidir eu já estava dentro do avião. Eu tenho pressa.
– Não tenha tanta pressa, FBPolse.
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