/// Uma fotógrafa — Natasha Hollinger

Poderia escrever linhas e linhas sobre a força das imagens da fotógrafa paulista Natasha Hollinger. Poderia destacar um interessante decadentismo presente em seu trabalho e talvez até dizer que o sexy, nesse caso, está no clima de entrega total das suas lindas modelos. Mas, para presevar o clima de intimidade, preferi publicar as fotos que ela mesmo escolheu, junto com a nossa conversa no Facebook.

Natasha3 - Cópia

Epimenta – Natasha, cara, vi seu tumblr indicado por Luana Graciano e Antonio Carlos Castro. Queria fazer uma entrevista contigo, topa? É pra uma revista chamada 69, parte de um projeto de curadoria que faço com o Antonio, topa?

July 29th, 9:49pm

Natasha – Oi Edward, eu tava trampando até agora. Eu topo, sim, vamos nessa. Vamos agendar essa entrevista?

July 30th, 3:12pm

Epimenta – Qual é o teu e-mail? Vou mandar o pdf pra você. E acho que, para adiantar, posso encaminhar umas perguntas, que tal?

Natasha – Firmeza.

August 2nd, 12:12pm

Natasha – Oi Edward. Ainda não respondi o e-mail com as perguntas. Na real, eu não curto muito tantas perguntas, tenho dificuldade, kk.

Nastasha4 - Cópia

Epimenta – Curtiu a revista 69?

 Natasha – Sim, curti. Por mim eu topo sim. Legal Edward, curti seu zine . Normalmente eu não respondo muitas perguntas sobre meu trabalho eu não costumo pensar muito pra fazer , não gosto de gastar a ideia inicial, que é a essência dos meus sentimentos. Eu não me lembro quando foi a primeira vez que fotografei, foi uma coisa que nunca entendi. Quando as pessoas me perguntam isso eu fico achando que elas querem ouvir que eu comecei agora há sete meses quando eu peguei uma máquina fotográfica na mão e decidi fazer isso pra todo mundo ver ao invés de responder que eu sempre fotografei e sempre foi muito natural. Escrevi isso até agora

Epimenta – Qual é a tua idade?

 Natasha – 28

Epimenta – você nasceu no interior de SP?

Natasha – Jundiaí, estou radicada em São Paulo há sete anos, vim com meu pai depois que eles se divorciaram e fiquei morando num monastério até o ano retrasado, quando ele morreu. 

Epimenta – Quanto tempo morou no monastério? A experiência deve ter sido muito importante para você, não?

Natasha – 2 anos. Cara, na real, já passei por muita coisa. A experiência no monastério foi um fim e um começo, deixei d usar drogas e resolvi ir pra lá, onde fiz voto de castidade, acordava às 4h da manhã, tive contato com a filosofia oriental…

nadja mikhailov (2) vip - Cópia

Epimenta – Budismo?

 Natasha – Hinduísmo. Estudei religiões compadaras, meu pai estudava a cabala judaica, meus pais sempre foram muito doidos, referências musicais também me inspiram muito…

Epimenta – Que tipo de som eles curtiam e que você aprendeu com eles?

Natasha – Sendo mais prático, desde o pré-punk até o electro de ontem, rs. Toco alguns instrumentos tb, faço quadros, mas não tenho muita técnica, acho que ainda não tô pronto pra expor. qnd eu entrei lá sentia que nao tinha nada no mundo pra mim, saca, eu continuo sem drogas, sim, mas depois que eu tive que encarar a morte do meu pai eu tava num mundo novo

Epimenta – Onde você recruta suas modelos?

 Natasha – São garotas que eu fico, amigas, ou amiga das amigas, mas eu tô afim de fotografar mais garotas, tô fechando vários projetos com estilistas, outras revistas, mas prefiro esperar para dar a notícia quando o material já estiver pronto.

Nastasha5 - Cópia

Epimenta – Quais são as suas influências, se é que as há?

 Natasha – Minhas referências são todas as coisas que eu já vivi. Tenho imagens na minha cabeça, elas me influenciam, gosto muito da Nan Goldin, mas eu não acho que temos as mesmas intenções.

Epimenta - Você tem um sexy que a Nan não tem, há nela uma violência quase política… Qual é o equipamento que você usa?

August 2nd, 11:30pm

Natasha – Edward, não sei se vc viu tem esse só com as minas http://hinaked.tumblr.com/

August 3rd, 12:42am

Epimenta – Very good! O bondage, que é uma recorrência nos ensaios, é uma ideia tua?

Natasha2 - Cópia

August 4th, 8:49am

Natasha - Eu escolho tudo sim. Às vezes eu chamo algumas amigas que são produtoras, elas me ajudam com as roupas, a ideia do bondage surgiu mas eu tb não encaro assim como bondage. faço do meu jeito, amarro sempre da forma que eu quero, não estudei técnica pra isso.

Epimenta -  Quais são seus planos futuros?

Natasha – Fazer melhor sempre, quero evoluir em tudo, prefiro que vc veja os planos concretizados.

Epimenta – Perfeito, estou acompanhando. Me conte uma coisa: você tem planos musicais?

Natasha – Tenho vontade de cantar uns rap, haha, mas tô com muitos projetos fazendo muita coisa, vou com calma, já tive algumas bandas antes.

Epimenta – Você topa publicar algumas fotos no site da revista VIP para fazer um warm up? A ideia é que eu escreva um texto curto apresentando você e o seu trabalho. E as fotos você mesma poderia fazer a curadoria, que tal?

Natasha – Eu QUERO!! Amei, vou separar algumas fotos.  

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/// Ninguém foi mais Emmanuelle do que a Sylvia Kristel (1952 – 2012)

Mulher de diplomata entediada na Tailândia, ela abriu mão de qualquer limite sexual e se transformou no objeto de desejo dos anos 70

O filme erótico francês Emmanuelle, que em 1974 arrastou mais de 50 milhões de ávidos espectadores aos cinemas do mundo todo, hoje provocaria sono nas audiências habituadas aos closes ginecológicos do pornô hardcore.

Mas a personagem que dá nome ao filme tornou-se inesquecível na pele da linda e jovem atriz holandesa Sylvia Kristel. No melhor estilo sacanagem-soft, o filme mostra as aventuras sexuais da francesinha que vai à Tailândia para se encontrar com o marido Jean, um coroa diplomata adepto do “amor livre” que faz discursos pseudo-intelectuais sobre erotismo.

Ousado para a época, o filme tem um discurso libertino como pano de fundo e cenas de sexo simulado mostrando estupro, masturbação e até uma prostituta tailandesa tragando um cigarro com vagina.

Quando chega a Bangcoc, Emmanuelle conhece biblicamente a ninfeta Marie-Ange, a boazuda Bee e o pervertido sexagenário Mario, tudo com o consentimento do maridão. Ele adora vê-la com outros homens e garotas do jet set francês na Ásia. E Emmanuelle aceita tudo.

Antes de arrebatar o planeta como personagem do tosco filme dirigido por Just Jaeckin, Emmanuelle estava escondida nas páginas do romance autobiográfico Os Prazeres de uma Mulher, da franco-tailandesa Marayat Rollet-Andriane. Casada com um diplomata, a escritora adotou o pseudônimo de Emmanuelle Arsan e teve sua obra distribuída por debaixo do pano na França dos anos 50.

De Gaulle tentou banir o livro, mas acabou desistindo. Quando saiu o filme, o então presidente francês Georges Pompidou tentou censurá-lo. A simples ameaça bastou para que Emmanuelle se tornasse um símbolo sexual desejado e copiado.

A então obscura Sylvia Kristel transformou-se numa popstar cortejada por diretores bambambãs como Roger Vadim, Claude Chabrol e Alain Robbe-Grillet.

Ela flertou com Hollywood e fez ainda Emmanuelle II e Emmanuelle IV. Neste último, dez anos depois, ela reaparece bem balzaca numa trama ambientada no Brasil, onde não faltam selva e bailes de Carnaval.

A emmanuellemania invadiu a década de 80, quando Sylvia já andava decadente. Os italianos criaram sua própria série. No fim da década de 90, os americanos adquiriram os direitos do livro original e fizeram 17 episódios para vender às TVs européias. São aproximadamente 50 títulos e mais de 20 atrizes encarnando o mito Emmanuelle. Nenhuma como Sylvia Kristel, uma mulher bela e inteligente (QI 164), poliglota.

Sylvia morreu morreu na noite desta quarta-feira (17/10/2012), enquanto dormia. Ela lutava contra um câncer na garganta desde 2003. RIP.

Veja imagens

 


/// A noivinha Fernanda Young

A noiva

O Christopher Hitchens disse uma vez que mulheres comediantes não têm graça. É mais ou menos. Fernanda Young está aí para provar o contrário.

Ela não é uma comediante per se — e quando aparece fazendo graça, não tem graça nenhuma — mas escreve roteiros e romances como um macho de humor refinado. E é também um case de gestão de marca 360 graus, está em todas as plataformas.

Lembro de ter lido num de seus romances uma das coisas mais engraçadas. Pena, não achei mais o livro aqui para reproduzir, mas a personagem dizia algo como “não é irritante o Magic Johnson, que tem aids e não morre nunca?”

Pois bem. Fernanda Young está exposta no MIS em fotografias, bordados, figurinos e textos. É complexo, não tentarei explicar o projeto, mas é oficialmente sobre as noivas e chama-se A louca debaixo do branco.

Mentira. É tudo menos sobre as noivas. A senha, mais uma vez: humor.

Vai lá ver

A LOUCA DEBAIXO DO BRANCO -- QUANDO ter. a sex., das 12h às 22h; sáb. e dom., das 11h às 21h; até 18/11 ONDE MIS (av. Europa, 158; tel: 0/xx/11/2117-4777) QUANTO R$ 4 CLASSIFICAÇÃO 18 anos

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/// Food porn

Nigella Lawson e o fettuccini: o mais puro food porn
 

Food porn, diz a Wikipedia, é a representação “sensual” da comida ou do ato de comer nos comerciais, nos programas de culinária e no Instagram. Ou também mostrar provocativamente alimentos com alto teor calórico e pratos exóticos que despertem o desejo de comer. (água escorrendo, slow motion, gotas de vapor, brilho de gordura, fumaça sinuosa). Ou, em outra acepção possível, a glorificação dos alimentos como substitutos para o sexo.

Alimentos substitutos para o sexo? Alguém pode explicar, por favor?

Food porn é uma tentativa de sensualizar o bife. O que é o mais completo absurdo. Espero que não seja para depois bani-lo. Você sabe que daqui a pouco, por força de lei, será bem difícil comprar uma coca-cola tamanho família em restaurante de fast food em Nova York? Refrigerante grande não vai poder. Em breve, por aqui.

Preste atenção, tudo termina aí: o Estado passará a normatizar, a estabelecer para o cidadão comum o conceito de grande.

Acabou-se o que era doce.

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/// Mulheres bogotanas ou Los mejores culos de Cali

 

 

Será que elas são mesmo bogotanas? A página do FB jura que sim. Update em 7/8: um leitor escreve mandando link garantindo que as moças são brasileiras. A curadoria acertou no principal e errou no acessório, vamos colocar assim.
 
Bogotá ainda não é uma cidade para onde as pessoas rumam sofregamente nas férias. Em parte porque é longe para chuchu. Mas, aos poucos, vem se tornando um destino conhecido pelas atrações culturais e pela comida. O que mais se ouve dizer é que a cidade “venceu o crime” e que hoje é um “exemplo a ser seguido”.

Outro dia comentava sobre o quanto as mulheres bogotanas, quando observadas nas ruas por turistas, podem transmitir sinais trocados. O clima da altitude é sempre ameno, friozinho, portanto não há tantas pernas de fora. Mas elas parecem muito conscientes de sua beleza e levam isso em consideração quando se vestem para sair de casa.

É difícil definir, mas as mulheres bogotanas parecem viver em algum lugar dos anos 80. Digo isso por causa da tintura dos cabelos, sempre muito forte, e também por causa das calças justas, de modelagem bem diferente da dos jeans brasileiros, um corte cuja principal função é marcar o derrière de uma maneira quase inviável.

Por isso há a percepção de que as mulheres da capital e das grandes cidades como Cali e Medellín flertam com uma certa vulgaridade, no sentido de que parecem exageradas e sem refinamento. Mas, claro, não é. Como tudo, é apenas um código, uma convenção, e arrisco dizer, sem conhecimento de causa, que elas são na média menos acessíveis do que as argentinas.

Tudo isso para dizer que outro dia eu curti no Facebook uma comunidade chamada Los Mejores Culos de Cali. Você não imagina o trasntorno. Minha timeline, que sempre foi um sacrossanto espaço de castidade, agora vive entupida de bumbuns colombianos. Tem sempre 24 mil pessoas “falando sobre isso”, um sucesso que qualquer um desses nossos blogs infectos jamais terão.

E é constragendor, porque você abre o FB, por exemplo, no trabalho, e os bumbuns pulam na tela, em catadupa.

Olha, não sei mais o que fazer.

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/// Diferença entre atriz pornô e prostituta, por Stoya

 

 Stoya, em foto da última terça (19/6/12)

 

“Porn superstar internacional, incendiária, quixotesca, impudica. Só abra este site no trabalho se você tiver um chefe muito legal.”

Assim Stoya, née Jessica Stojadinovich, se autodefine no cabeçalho do Tumbler.

Aos 26 anos, ela é exatamente o contrário daquilo que o senso comum tem como estereótipo da atriz de filmes pornográficos: bela, refinada, inteligente e estilosa. Talvez seja hoje a mais hypada do gênero altporn.

Dá uma olhada na resposta que postou quando perguntaram qual a diferença entre a atriz pornô e a prostituta.

“Qual é a diferença entre uma prostituta/escort/prostituta e uma atriz pornô? Realmente, não há muita diferença. Estamos todos na categoria mais ampla do trabalho do sexo, juntamente com strippers, modelos de nu, operadoras de sexo por telefone, pró-doms (e pró-submissos) e outras mulheres na indústria do sexo. Nunca fui prostituta, mas prostitutas geralmente aceitam dinheiro em troca de passar o tempo com uma pessoa, uma situação na qual se presume que aconteçam atos sexuais. Estrelas pornôs aceitam dinheiro em troca dos direitos de gravar e vender vídeo e/ou fotografias da performance de um ato sexual para o qual foram contratadas. No final do dia as duas (atrizes e prostitutas) estão aceitando dinheiro por sexo. Na real, há uma minúscula diferença. É praticamente só semântica.” Leia o resto aqui

Adorei isso, a moça é um talento. Literário. Vi lombadas de livros do Philip Roth na estante dela. Será que é fake?

Aqui então ela discorre sobre pornografia e feminismo

Vou linkar para este vídeo porque, como ela mesmo diz, estrelas pornôs e literatura indie fazem muito sentido juntos. É um filminho de divulgação do romance Flatscreen, de Adam Wilson. Os gringos são bons nisso, não?

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/// Conheça o talento e a graça de Buffie Bodynomics Carruth

A moça é um case de reconstrução de marca.
 
Buffie Carruth era conhecida nas catacumbas da interweb pela pouco lisonjeira alcunha de Buffie The Body. Foi destaque nas páginas de revistas finas como The Black Man, King, Shade45 e F.E.D.S.
 

Buffie

 
Há dois anos ela mudou, voltou a ser Buffie Carruth, de certa forma, mas Buffie “Bodynomics” Carruth, empresária do ramo de fitness e saúde feminina em Bodynomics, onde aparece com frequencia tirando as próprias medidas.
 

Buffie Bodynomics Carruth, em foto publicada em seu perfil do Facebook, da série produzida durante uma noite de insônia em Rochester, NY

 
Um prodígio de transformação. Há um vídeo que mostra uma outra, digamos, metamorfose. Atenção aos carros, são ótimos.
 
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/// Stephen Hawking, agnóstico e voyeur, curte a vida adoidado

Stephen Hawking, chill the fuck out, babe

Tem gente que é fã da Madonna, tem gente que é fã do David Bowie. E tem gente que, como eu, também é fã de Stephen Hawking.

Não só pelo fato de que, aos 70 anos, paralisado pela esclerose lateral amiotrófica, seja um dos mais brilhantes cientistas de nosso tempo, tendo ocupado a cátedra de professor lucasiano de Matemática em Cambridge, posto que já foi de Newton.

Sou fã de Hawking porque ele curte a vida.

Comecei a me interessar por ele quando ouviram-se as primeiras histórias de supostas agressões ao professor, há doze anos. Entre os suspeitos, enfermeiras, acadêmicos e ex-mulheres.

Por qual motivo alguém iria agredir uma pessoa com tais limitações físicas?

A doença foi detectada quando ele tinha 21 anos e, desde então, utiliza um sintetizador de voz para se comunicar. Gradualmente, foi perdendo o movimento de braços e pernas, assim como do resto da musculatura voluntária, incluindo a força para manter a cabeça erguida, de modo que sua mobilidade é praticamente nula.

Mas as histórias sobre agressões são nebulosas, sem comprovação.

Levantaram a hipótese de que Hawking fosse portador da Síndrome de Münchausen, o transtorno psíquico em que os afetados fingem doença ou trauma para chamar atenção ou atrair a simpatia dos outros.

Parece improvável a um pesquisador planetariamente famoso pelos estudos que publicou sobre o Big Bang e os buracos negros.

Clube de swing

Hawkings tem três filhos e divorciou-se duas vezes.

Ao completar 70 anos, no começo de 2012, declarou que, de todos os mistérios do universo, o mais inextricável talvez seja a mulher. Raríssimo senso de humor.

De vez em quando, ele dá uma passada num clube de swing em San Bernadino, na Califórnia, o Freedom Acres. Acho que ele curte um bom lap dance. Sensacional.

Por essas e outras, Hawking transformou-se num personagem pop.

Em 1993, participou de episódio da série Star Trek – A Nova Geração em cena em que é um holograma, conjuntamente com Newton e Einstein, jogando cartas com o personagem Data.

Em 1994, participou da gravação do disco do Pink Floyd, The Division Bell, fazendo a voz digital em “Keep Talking”. Também fez aparições em Os Simpsons, Futurama, O Laboratório de Dexter, Os Padrinhos Mágicos, no cartoon Dilbert.

Agnóstico, declarou o seguinte:

“Deus não tem mais lugar nas teorias sobre criação do universo, devido a uma série de avanços no campo da física”.

“Por haver uma lei como a gravidade, o universo pode e irá criar a ele mesmo do nada. A criação espontânea é a razão pela qual algo existe ao invés de não existir nada, é a razão pela qual o universo existe, pela qual nós existimos”.

Não conheço todos os avanços no campo da física, mas fecho com ele.

E compartilho aqui as seis lições que você precisa ler:

1) Nós nunca teremos todas as respostas

2) Conhecimento é melhor quando compartilhado

3) Aprenda com as lições da História

4) Estude aquilo que abastace sua paixão

5) Nunca perca a sua voz

6) Gênios não devem ser sempre associados a precocidade

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/// Mailer daria palmadas no bumbum das slutwalkers

Norman Mailer (1923 – 2007) na capa da Time com Marilyn Monroe, sobre quem também escreveu; intelectuais ou não, todos eram loucos pela Marilyn

Se você ainda nåo conhece o Norman Mailer, sugiro então que comece por The Armies of the Night, ou Os degraus do Pentágono, na tradução brasileira.

Primeiro, é um livro autobiográfico. Mailer fala de Mailer na terceira pessoa.

Trata da Marcha sobre o Pentágono, realizada no verão de 1967, contra a Guerra do Vietnã.

Era uma época em que as marchas nada tinham que ver com a cantilena das minorias “progressistas” ressentidas que se articulam pelo Facebook.

Reparou que hoje há hipernichos de minorias? Lésbicas disfarçadas de sluts, maconheiros ecológicos, peladões amigos dos animais. Tem para todos os gostos.

É por isso mesmo que você deve ler. Para lembrar que um mundo sem tantos babacas é possível.

Tenho 37 anos, portanto ainda estou bem longe dos 40, certo? Não?

Coincidentemente, venho relendo umas coisas, tudo escrito por autores que tinham mais ou menos 40 anos na década de 60.

Os heróis do Woody Allen moram na década de 30. Os meus tinham mais ou menos 40 anos na década de 60.

Norman Mailer fez quase tudo na vida. Casou-se cinco vezes, teve nove filhos, bebeu e tomou drogas por décadas a fio, esfaqueou uma de suas ex-mulheres numa briga e ganhou fama de mau.

Fundou a revistaVillage Voice em 1955 e foi preso na Marcha sobre o Pentágono.

Em 1969 ganhou o National Book Award, no mesmo ano em que candidatou-se à prefeitura de Nova York e perdeu. Faturou o prêmio Pulitzer duas vezes e, o mais importante, tornou-se um dos mais importantes escritores de todos os tempos.

Leia o trecho que escolhi especialmente para você:

“Uma noite sem uma dama de má reputação era como um companhia de ópera sem uma grande voz. Claro, não havia senhoras dessas categoria quando ele (Mailer) entrou na sala. Algumas esposas razoalvelmente atraentes, sem dúvida, e um par de moças, muito jovens para ele, estavam ainda nos últimos estágios de uma espécie de extraordinária escola progressiva e eram inocentes, espirituosamente decentes, alegres, de bochechas vermelhas, idealistas e profundamente isentas do sentido de pecado. Mailer não saberia o que fazer com tais moças; gastara os primeiros quarenta e quatro anos de sua vida num diálogo íntimo, uma verdadeira dialética, com os arrebatamentos, os espectros, as investidas, as máscaras e rosnadelas, os lúcidos talentos do pecado; o pecado era o seu companheiro dileto, sua tônica, seu carcereiro, seu corcel e sua espada, e não estava inclinado a flertar durante uma hora com uma ou outra das alegres moças de dezessete anos, quando elas concebiam a sensualidade apenas como uma ginástica do amor.”

Norman Mailer, The Armies of the Night

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/// Os incríveis fotógrafos do Krouchev Planet Photo

Mikolaj Zajac

http://theworldofphotographers.wordpress.com

David Terrazas

http://theworldofphotographers.wordpress.com

Andrew Kuykendall

http://theworldofphotographers.wordpress.com

Snow Maxwell

http://theworldofphotographers.wordpress.com

Sean Izzard

http://theworldofphotographers.wordpress.com

Yanagi Miwa

http://theworldofphotographers.wordpress.com

Sarah Small

http://theworldofphotographers.wordpress.com

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