EPimenta

Epimenta

por Edward Pimenta

Pescarias na rede, literatura, arte e erotismo



O maconheiro, quem diria, virou um charme

Oi? Como é que é mesmo? Acho que demorou um pouco até que ficasse claro para nós o significado da palavra maconheiro. Por certo intuíamos ser um qualificativo pouco lisonjeiro, mas não alcançávamos exatamente a coisa. Até porque o termo era empregado quase sempre como sinônimo de vagabundo e, mais raro, sujo. A gente morava em Monte Alto, no interior de São Paulo. Entre os meninos, havia basicamente dois tipos: os bonzinhos e os propensos a “descambar para o mundo das drogas”. As meninas não participavam. Elas eram boazinhas ou galinhas, como a Lubico, o caso mais grave da cidade…. leia mais »


São Paulo, túmulo do rock e da literatura

São Paulo não é o túmulo do samba. É o jazigo perpétuo do rock e da literatura. A grande virtude de São Paulo, cidade que adoro, foi ter proporcionado uma vida razoavelmente cosmopolita a autores vindos de todos os estados da federação, a partir da segunda metade do século 20. Desafio qualquer um dos caríssimos leitores a citar cinco romances importantes, muito importantes, escritos por autores paulistas. Não adianta revirar a cova dos modernistas. Nem vasculhar na Mercearia São Pedro. Desafio qualquer um dos caríssimos leitores a citar cinco canções importantes, de qualquer modalidade, escritas ou interpretadas por artistas paulistas. Não vale falar do… leia mais »


Fotos de jornalista brasileira vazam na web e amigos tiram a roupa em solidariedade

O que há de excitante em fotografar nossas intimidades de alcova? A excitação vem do fato de que os registros são, a priori, secretos.  Intimamente, sabemos que, em teoria, há o risco de que as imagens se tornem públicas. Isto é, sem dúvida, mais um ingrediente da excitação que move milhões de pessoas a fotografar e filmar momentos íntimos. Acreditem, isso faz parte da vida sexual de gente que você jamais poderia imaginar. Até, possivelmente, do porteiro do seu prédio ou do seu chefe. Na época da polaroid, tínhamos uma outra dimensão. Aquela imagem, plasmada num cartão físico, único, ficava trancada no fundo da… leia mais »


A doença infantil do Tio Sukita

O Tio Sukita é o personagem quarentão do comercial de TV. Ele está dentro do elevador e tenta puxar papo com uma lolita de dezoito anos. Ela sorve o refrigerante, distraída, e responde monossilabicamente. A certa altura, ela interrompe: “Tio, aperta o 21 pra mim?”. O constrangimento vem do fato de que ele tem uma percepção errada sobre sua própria imagem. Infelizmente, é muito comum. A doença infantil do tiosukitismo não se manifesta apenas nas situações de assédio, como a do filme, sua expressão mais ridícula. O tiosukitismo se dá também nas relações de trabalho, nas manifestações da moda, nos hábitos sociais. Falo aqui dos homens, entrados nos 40, agindo como meninos. Existe… leia mais »