Recomendo uma visita à exposição Saudade pela Ausência -- Fotógrafos lambe-lambes no Jardim da Luz (1915-1935), coleção do professor Rubens Fernandes Junior, em cartaz na Pinacoteca do Estado. A imagem acima é uma das que mais gostei

Incrível a matéria de capa da edição de janeiro da National Geographic.

A reportagem mostra que entender os gêmeos pode ser útil para sabermos mais sobre todos nós.

A seguir transcrevo um trecho do texto que explica perfeitamente a sacada de estudar os gêmeos para avaliar a influência da hereditariedade, para tentar entender o que é inato e o que é adquirido.

“(…) Foi na década de 1980 que os estudos de gêmeos tomaram uma direção surpreendente, após a descoberta de vários gêmeos idênticos que haviam sido separados logo após o nascimento.

A história teve início com o caso de dois irmãos, ambos chamados Jim.

Nascidos em Piqua, Ohio, em 1939, Jim Springer e Jim Lewis foram adotados ainda bebês e criados por casais diferentes, que, por acaso, lhes deram o mesmo nome.

Quando Jim Spring retomou o contato com o irmão aos 39 anos, em 1979, eles constataram uma série de outras semelhanças e coincidências.

Ambos tinham 1,80 metro de altura e pesavam 82 quilos. Quando crianças, tiveram cães chamados Toy e passaram férias com a família na praia St. Pete, na Flórida.

Depois, mais velhos, ambos se casaram com mulheres chamadas Linda, e depois se divorciaram. Suas segundas esposas tinham o mesmo nome: Betty. E os dois batizaram os filhos com os nomes de James Alan e James Allan.

Ambos trabalharam como policiais em meio período, gostavam de realizar projetos de marcenaria, sofriam de dores de cabeça intensas, fumavam cigarro Salem e bebiam cerveja Miller Lite.

Embora usassem o cabelo de modo distinto – o de Jim Springer tinha franja; Jim Lewis penteava o seu para trás –, eles eram donos do mesmo sorriso torto, suas vozes eram indistinguíveis e ambos compartilhavam o hábito de deixar pela casa bilhetes amorosos para as esposas.”