Turbine sua peladinha de quintal com um golzinho de responsa

Claro que a gente pode tomar vinho em copo de requeijão que vai ser gostoso. Mas numa taça de cristal a coisa ganha um charme. Algumas  frescuras vêm para somar. Depois de ter crescido chutando pedra, potinho de Yakult, lata de refrigerante e às vezes até uma bola de verdade no recreio — e marcando gols em traves de chinelo, tijolo e camiseta enrolada —, resolvi me permitir uma dessas frescuras do bem: fiz um golzinho caixote para jogar com a criançada. Um troço profissa, porque futebol é uma brincadeira que se leva a sério, e a gente tem que ensinar desde cedo para a molecada. Os golzinhos à venda em hipermercados e lojas de brinquedo são porcarias. Saem rolando junto com a bola. Mas esta produção caseira aqui é duradoura e me custou não mais que R$ 130 o par.

Pois vamos lá: você acha que seu filho está jogando muito gamão, videogame, joquempô? Chame-o para montar um golzinho como este abaixo. É a melhor isca para trazê-lo para o que interessa nessa vida.


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Mauricio Barros é redator-chefe das revistas PLACAR e RUNNER’S WORLD, da Editora Abril, e acaba de comprovar que sabe fazer gol, mesmo não sendo artilheiro.