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	<title>Nosso Homem em Londres</title>
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	<description>Dicas e conselhos vindos de longe</description>
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		<title>A Mulher-Celular</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 19:10:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[celular]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher-Celular]]></category>
		<category><![CDATA[telefone]]></category>

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		<description><![CDATA[É possível fazer com que ela preste atenção em outra coisa além do smartphone? Surgiu uma mulher insuportável. Vamos chamar assim: a Mulher-Celular. É fácil reconhecê-la. Numa mesa de bar, ela dá mais atenção ao celular do que às pessoas que estão ali a seu lado. O celular parece ter um poder erótico sobre ela equivalente ao que teve, em outra geração de mulheres, o vibrador. A diferença é que o vibrador era para uso privado, e o celular para uso público – e constante. Ela faz múltiplas coisas com ele em qualquer circunstância. Responde a e-mails, tuíta, entra no...  <span id="read-more" align="right"><a class="moretag" href="http://vip.abril.com.br/blogs/nosso-homem-em-londres/2012/01/19/a-mulher-celular/"> leia mais » </a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>É possível fazer com que ela preste atenção em outra coisa além do smartphone?</em></p>
<p>Surgiu uma mulher insuportável. Vamos chamar assim: a Mulher-Celular.</p>
<p>É fácil reconhecê-la. Numa mesa de bar, ela dá mais atenção ao celular do que às pessoas que estão ali a seu lado.</p>
<p>O celular parece ter um poder erótico sobre ela equivalente ao que teve, em outra geração de mulheres, o vibrador. A diferença é que o vibrador era para uso privado, e o celular para uso público – e constante.</p>
<p>Ela faz múltiplas coisas com ele em qualquer circunstância. Responde a e-mails, tuíta, entra no Facebook para saber as fofocas. Tira fotos, consulta o Google, passa pelo Skype para falar com uma amiga remota. Pode fazer do telefone um espelho improvisado para checar a maquiagem. Só não dá atenção a quem está a seu lado.</p>
<p>Houve um tempo em que chegou a vigorar uma etiqueta informal em relação ao celular. Em público, era elegante ou não usá-lo ou, em casos extremos, usar com parcimônia.</p>
<p>Isso acabou.</p>
<p>Não sou implicante. Mas acho que temos que ter baixa tolerância com a Mulher-Celular. Minha recomendação é num primeiro momento tentar alertá-la e educá-la, caso você ache que o esforço valha a pena. Num segundo momento, se nada mudar, adeus. Há de haver ainda alguém que prefira você ao celular.</p>
<p>Antes que as mulheres reclamem, admito. Também se reproduz com velocidade acachapante, nas mesas de bar, o Homem-Celular. E talvez você seja um deles.</p>
<p>Para homens e mulheres que sejam vítimas dos celulares, trago aqui uma cena memorável de um trailer que vi recentemente. Pode servir de inspiração. Não lembro o nome do filme, mas a passagem de que falo está fresquíssima em minha mente. Kate Winslet tem um marido que fica o tempo todo no celular.</p>
<p>Eles estão jantando fora. Toca o telefone. Ele pede licença e atende. Há uma reunião de família. Toca o telefone. Ele pede licença e atende. Em suma, o personagem passa o filme pedindo licença para atender o telefone.</p>
<p>Até que Kate Winslet apanha o aparelho e o atira no aquário.</p>
<p>Pense nisso.</p>
<p>Se não houver um aquário ao alcance, um copo de cerveja, numa mesa de bar, pode servir perfeitamente.</p>
<p><em>Paulo Nogueira é jornalista e colaborador da Editora Abril em Londres</em></p>
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		<title>Deus talvez exista</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Nov 2011 14:24:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[As dúvidas de um ateu diante de Kirsten Dunst nua na tela Melancolia, de Lars von Trier, é um filmaço. Acabo de sair do cinema em Fulham Broadway e não consigo parar de pensar no que vi. Bem do seu jeito – uma câmara, uma ideia, quase sem efeitos especiais –, ele fez um filme de ficção científica que entra para a história como um dos maiores do gênero. Um clássico instantâneo. Palmas de pé para Melancolia, um antídoto para a fábrica de futilidades que é a indústria de cinema hoje. Dias atrás, tinha visto Um Dia, baseado num best-seller...  <span id="read-more" align="right"><a class="moretag" href="http://vip.abril.com.br/blogs/nosso-homem-em-londres/2011/11/09/deus-talvez-exista/"> leia mais » </a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-221" title="Kirsten Dunst - Foto: reprodução" src="http://vip.abril.com.br/blogs/nosso-homem-em-londres/files/2011/11/dust.jpg" alt="" width="620" height="352" /></p>
<p>As dúvidas de um ateu diante de Kirsten Dunst nua na tela</p>
<p><em>Melancolia</em>, de Lars von Trier, é um filmaço. Acabo de sair do cinema em Fulham Broadway e não consigo parar de pensar no que vi. Bem do seu jeito – uma câmara, uma ideia, quase sem efeitos especiais –, ele fez um filme de ficção científica que entra para a história como um dos maiores do gênero. Um clássico instantâneo.</p>
<p>Palmas de pé para Melancolia, um antídoto para a fábrica de futilidades que é a indústria de cinema hoje. Dias atrás, tinha visto<em> Um Dia</em>, baseado num best-seller que é uma espécie de versão moderna de<em> Love Story</em>. Saí do cinema com a sensação de que poderia ter empregado melhor meu tempo. Melancolia, ao contrário, é um filme que você sabe que não vai esquecer.</p>
<p>Trier é um gênio. Exclamação. Ele não é comercial, e no entanto faz cinema altamente bom de ver.</p>
<p><em>Melancolia</em> é apocalíptico. Não vou dizer como termina, mas bem não é. Uma estrela está na iminência de se chocar com a Terra. Daí a frase do cartaz: “Aproveite enquanto pode”. O filme acompanha a trajetória de uma noiva linda e perturbada mentalmente, vivida por Kirsten Dunst. Você é premiado com a visão da nudez excepcional de Kirsten: os seios são fabulosos, fartos e firmes, combinação raríssima. Seu corpo branco parece um pedaço suculento de neve diante do qual você é tomado de uma sede avassaladora.</p>
<p>A cena do casamento é engraçadíssima. Como Trier já fizera em outro filme, a hora em que alguém bate o talher no copo para pedir a palavra é um sinal de que declarações altamente inconvenientes serão feitas. Neste caso, a mãe da noiva se levanta e diz, com franqueza matadora, que detesta casamentos, principalmente de gente que lhe é cara.  E olha para o marido, que se entretém com duas jovens.</p>
<p>Alguém discorda? Ela poderia ter citado La Rochefoucauld, o grande frasista francês do século 19 que disse que o casamento é o “triunfo da esperança sobre a experiência”. Mas ela era séria demais para se permitir humor.</p>
<p>Idealmente, <em>Melancolia </em>é filme para ver no cinema. O som é fundamental, as imagens campestres são deslumbrantes. Também a nudez de Kirsten Dunst – breve, mas que vale o ingresso – merece ser apreciada melhor na tela gigante.</p>
<p>Não acredito em Deus, mas sou tomado de dúvidas cada vez que vejo um corpo como o de Kirsten Dunst.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-<br />
<em> Paulo Nogueira é jornalista e correspondente da Editora Abril em Londres.</em></p>
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		<title>Como ser feliz no sexo e no casamento segundo Balzac</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Oct 2011 15:43:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Balzac]]></category>
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		<category><![CDATA[sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[Lições inestimáveis do maior de todos os romancistas Balzac (1799-1850) foi o romancista entre os romancistas. O maior de todos. Com sua Comédia Humana, composta de 88 volumes  independentes mas entrelaçados, praticamente inventou o romance como gênero literário. O amor e o sexo estão obsessivamente presentes em  Balzac. De seus escritos, se pode extrair um pequeno e útil manual de conduta amorosa em 14 frases nas quais ele prova ser uma espécie de Buda dos relacionamentos: 1. Na cama está todo o casamento. 2. No amor, é certo que se dermos demasiado não receberemos bastante. O amor durável é o...  <span id="read-more" align="right"><a class="moretag" href="http://vip.abril.com.br/blogs/nosso-homem-em-londres/2011/10/05/como-ser-feliz-no-sexo-e-no-casamento-segundo-balzac/"> leia mais » </a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Lições inestimáveis do maior de todos os romancistas</em></p>
<p>Balzac (1799-1850) foi o romancista entre os romancistas. O maior de todos. Com sua Comédia Humana, composta de 88 volumes  independentes mas entrelaçados, praticamente inventou o romance como gênero literário. O amor e o sexo estão obsessivamente presentes em  Balzac. De seus escritos, se pode extrair um pequeno e útil manual de conduta amorosa em 14 frases nas quais ele prova ser uma espécie de Buda dos relacionamentos:<strong></strong></p>
<p><strong>1.</strong> Na cama está todo o casamento.<br />
<strong>2.</strong> No amor, é certo que se dermos demasiado não receberemos bastante. O amor durável é o que tem sempre as forças dos dois seres em equilíbrio.<br />
<strong>3.</strong> O homem vai da aversão ao amor. Mas, quando começa por amar e chega à aversão, nunca mais volta ao amor.<br />
<strong>4.</strong> Ainda não foi possível decidir se a mulher é levada a tornar-se infiel mais por não conseguir se refrear do que pela liberdade que encontra para a traição.<br />
<strong>5.</strong> Você não avalia como é perigoso para uma imaginação vívida e um coração incompreendido vislumbrar a forma etérea de uma jovem e bela mulher.<br />
<strong>6.</strong> Numa história de amor, é preciso trair para não ser traído.<br />
<strong>7.</strong> O momento em que dois corações podem entender-se é tão rápido como um relâmpago, e não volta mais, depois de ter se dissipado.<br />
<strong>8 </strong>. Quanto mais se julga, menos se ama.<br />
<strong>9.</strong> A sorte de uma relação amorosa depende da primeira noite.<br />
<strong>10.</strong> É uma prova de inferioridade, num homem, não saber fazer de sua mulher sua amante. Só os homens tolos julgam que se deve ter ambas separadas.<br />
<strong>11.</strong> Por que, de cada dez mulheres bonitas, pelo menos sete são perversas?<br />
<strong>12.</strong> Nada é mais santo nem mais sagrado do que o ciúme. Quanto mais uma mulher castigar com ciúme um homem, mais ele lamberá, submisso e humilde, o bastão que ao bater-lhe lhe diz quanto ela se interessa por ele.<br />
<strong>13.</strong> Receber olhares cheios de admiração, desejo e curiosidade é como uma flor que todas as mulheres aspiram deliciadas. Algumas mulheres cumpridoras de seus deveres, lindas e virtuosas, voltam para a casa de mau humor quando não colhem um ramalhete de galanteios durante um passeio.<br />
<strong>14.</strong> O homem dominado pela mulher é, com justiça, coberto pelo ridículo. A influência da mulher deve ser absolutamente secreta. Em tudo, a graça nas mulheres está no mistério.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-<br />
<em>Paulo Nogueira é jornalista e colaborador da Editora Abril em Londres.</em></p>
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		<title>O controle remoto é a Excalibur do homem moderno</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Aug 2011 16:15:39 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Mulher Exigente]]></category>

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		<description><![CDATA[É o último reduto que ainda resta diante da Mulher Exigente &#8220;Um homem só é feliz ao lado de uma mulher se é dele o controle remoto.” Foi o que me disse outro dia meu amigo Guillermo. Ele foi vítima da Mulher Exigente. Alessandra, sua namorada, transformou-o num escravo. Ela escolhia os filmes no cinema, os DVDs, as peças de teatro. Os restaurantes, as viagens, os hotéis. As posições sexuais e as preliminares. Aliás, demoradas e extenuantes mesmo para uma pessoa atlética como Guillermo. E a morte: ela não lhe dava a menor chance de pegar o controle remoto. A...  <span id="read-more" align="right"><a class="moretag" href="http://vip.abril.com.br/blogs/nosso-homem-em-londres/2011/08/31/o-controle-remoto-e-a-excalibur-do-homem-moderno/"> leia mais » </a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>É o último reduto que ainda resta diante da Mulher Exigente</em></p>
<p>&#8220;Um homem só é feliz ao lado de uma mulher se é dele o controle remoto.” Foi o que me disse outro dia meu amigo Guillermo. Ele foi vítima da Mulher Exigente. Alessandra, sua namorada, transformou-o num escravo. Ela escolhia os filmes no cinema, os DVDs, as peças de teatro. Os restaurantes, as viagens, os hotéis. As posições sexuais e as preliminares. Aliás, demoradas e extenuantes mesmo para uma pessoa atlética como Guillermo.</p>
<p>E a morte: ela não lhe dava a menor chance de pegar o controle remoto.</p>
<p>A Mulher Exigente não é uma espécie exatamente nova. Na Bíblia, há muitas, como Betsabá, que mandava no rei Davi, que mandava em todos. O fato é que, nos tempos recentes, com o avanço feminino em todas as áreas, ela se multiplicou espantosamente. A Mulher Exigente parece se vingar, em cada homem, da dominação masculina secular. O homem não é um parceiro, um cúmplice, a metade de um todo. É o concorrente a ser batido. Ela quer espaço, mas não em pedaços. ela quer todo o espaço.</p>
<p>A Mulher Exigente despreza avental e cozinha. Despreza sua mãe, sua avó e todas que se curvaram ao pérfido domínio masculino. Despreza o homem. No fundo, prefere um vibrador porque é mais fácil de manejar.</p>
<p>Ela não fala, grita. Ela não pede, manda. Ela não cede, impõe.</p>
<p>E ela, paradoxalmente, é nossa cria. Nós inventamos nosso inimigo. Nós e nossa covardia culpada. Porque nos sentimos culpados por ser homens e mandar, desde sempre. Nós caçávamos os javalis enquanto elas ficavam no conforto aquecido da caverna e, mesmo assim, carregamos um sentimento de culpa que se refinou ao correr dos longos dias e foi dar na proliferação da Mulher Exigente.</p>
<p>Viramos subalternos, ganhamos a docilidade pétrea de recrutas perante generais. Somos chicoteados e agradecemos pela deferência em nos escolher como alvo. A queda da Bastilha selou a Revolução Francesa. Entendi, pela expressão aterrorizada de meu amigo Guillermo, que a Bastilha de nós, homens, é o controle remoto. Ao perdê-lo, perdemos tudo. É o último reduto do homem que não se rende, a sua Excalibur. A derradeira esperança, a tocha trêmula na escuridão espessa.</p>
<p>A Mulher Exigente vai mandar você deletar este texto. E você vai deletar.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<br />
<em>Paulo Nogueira é jornalista e correspondente da Editora Abril em Londres.</em></p>
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		<title>Uma agenda anti-D.R.</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Aug 2011 15:53:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[DR]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>

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		<description><![CDATA[ADMITAMOS: os relacionamentos não precisam ser tão complicados assim. A virada do semestre é uma oportunidade de simplificarmos tudo. Basta que as mulheres cumpram uma agenda de poucos e fáceis itens, a saber: Que reduzam ao mínimo as discussões sobre o relacionamento. Uma para manutenção, no meio do ano, parece mais que suficiente. Que não tenham dores de cabeça, reais ou imaginárias, nos momentos interessantes para o sexo. Que evitem o choro e, como prega o Dalai, riam sempre porque faz bem para a mente e evita rugas. Que nos poupem da sogra; a sogra é tão legal que deixamos...  <span id="read-more" align="right"><a class="moretag" href="http://vip.abril.com.br/blogs/nosso-homem-em-londres/2011/08/05/uma-agenda-anti-d-r/"> leia mais » </a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ADMITAMOS: os relacionamentos não precisam ser tão complicados assim. A virada do semestre é uma oportunidade de simplificarmos tudo. Basta que as mulheres cumpram uma agenda de poucos e fáceis itens, a saber:</p>
<ol>
<li>Que reduzam ao mínimo as discussões sobre o relacionamento. Uma para manutenção, no meio do ano, parece mais que suficiente.</li>
<li>Que não tenham dores de cabeça, reais ou imaginárias, nos momentos interessantes para o sexo.</li>
<li>Que evitem o choro e, como prega o Dalai, riam sempre porque faz bem para a mente e evita rugas.</li>
<li>Que nos poupem da sogra; a sogra é tão legal que deixamos toda ela para a filha.</li>
<li>Que nos façam surpresas amorosas, como trazer, todos os dias, o café da manhã na cama, de preferência com croissant e geleia de morango; uma Coca gelada nos momentos de sede é sempre bem-vinda.</li>
<li>Que aceitem que ver mesas-redondas de futebol domingo à noite é uma forma de meditação transcendental.</li>
<li>Que levem em consideração, no penteado e na roupa, sobretudo a íntima, também o nosso gosto, e não apenas o delas.</li>
<li>Que se convençam de que uma rapidinha é muito bom também para elas, uma espécie de poupa-tempo sexual.</li>
<li>Que se incumbam, elas mesmas, de parte das preliminares; para isso é que existem dedos, vibradores e imaginação; os sábios chineses falam das virtudes da solidão, e isso vale para o aquecimento pré-sexo.</li>
<li>Que sejam um pouco mais breves nos telefonemas.</li>
<li>Que não achem que olhamos para toda mulher bonita que passa, ainda que olhemos; é um tributo ao belo sexo, não um ato machista, vulgar e inconveniente; se esse argumento não é convincente, que elas lembrem sempre daquele herói do rúgbi irlandês, 2 metros de masculinidade e músculos, que jamais olhou para outra mulher que não a esposa, trocada depois com enorme estardalhaço por homens.</li>
</ol>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-<br />
<em>Paulo Nogueira é jornalista e correspondente da Editora Abril em Londres.</em></p>
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