01/12/08 - 0 Comentários

Lewis Hamilton é o campeão mundial de F-1. Ora, grande novidade, você pode estar pensando. Mas antes de achar que sua VIP tá dando notícia velha, é bom lembrar da edição de julho de 2007 (que tinha a dupla Ticiane Pinheiro e Karina Bacchi na capa, uau!).

Nas páginas daquela edição, cravamos sem medo: pintou um gênio na F-1 e pode chamá-lo de Lewis Hamilton. E olha que ele só tinha três ou quatro meses de sua primeira temporada na F-1.

Somos sabichões, né? Nem tanto. A gente botou tanta fé que a confiança era de que ele seria o primeiro campeão mundial negro da história da F-1 e o mais jovem, tudo isso no seu ano de estréia.

Só que Hamilton, como bom gênio, tem seus dias sombrios e "amarelou" na final de 2007, perdendo duas chances incríveis (na China e, depois, no Brasil) de ser campeão. Ficou para 2008. E, para azar do Felipe Massa, desta vez ele cumpriu.

Mas o garoto é novo (por isso nós cravamos "pintou um campeão", e não o "campeão de 2007", sacou agora?). E é supergente boa.

Minha primeira entrevista com o cara foi em 2006, na GP2. Um ambiente bem mais tranquilo que o de um paddock da F-1 mas, ainda assim, cheio de frescura. Até porque é o último degrau antes da categoria máxima do automobilismo mundial e os caras já tem assessor de imprensa, nutricionista, torram US$ 3 milhões para correr etc.

VIP mostra como é McLaren com o qual Hamilton sagrou-se campeão:



Pois bem. Eu, na cara dura, cheguei e pedi uma entrevista, dizendo que era da uma revista brasileira (a VIP, claro). Pois o Lewis abriu um mega sorriso, disse que amava o Brasil e que seu maior ídolo era o Ayrton Senna. E confessou que, por causa do Senna, corria com capacete amarelo (opa, primeiro fureto pra reportagem!).

Quando perguntei pra ele a que horas faríamos a entrevista (a agenda dele é mais lotada que a minha), o cara disse: ?Ah, vamos aí agora?. A surpresa de tanta boa receptividade foi tamanha que eu mal tive tempo de preparar perguntas ? parti para o bate-papo informal.

Espontaneidade é a palavra-chave de Lewis Hamilton. Por isso ele é o campeão da F-1 e certamente um dos caras mais felizes do mundo: faz o que ama, dirige um megacarrão a 300 km/h e, no tempo livre, toca guitarra e namora a pussycat doll Nicole Scherzinger. Assim, até eu sou espontâneo, amigo!

É verdade que Lewis fez uma corrida bem apagada em Interlagos, onde quem brilhou e muito foi o brasileiro Felipe Massa. Mas a Ferrari mesmo admitiu que errou ao longo do ano e o "papa" da McLaren, o ex-vilão de 2007 e agora total mocinho Ron Dennis, foi mais competente.

Por isso, Hamilton é o que se diz "o piloto da vez" (com o perdão do trocadilho com a campanha "se beber não dirija" que o campeão faz com a Johnnie Walker ? no Brasil, a marca de uísque nos ajudou a obter um autógrafo do Hamilton num exemplar da VIP que foi sorteado para o leitor Matheus de Medeiros Tavares, de Mossoró-RN). Ele é tão espirituoso que assinou nossa edição em que fizemos uma comparação entre ele e o Dick Vigarista, o piloto trapaceiro do desenho Corrida Maluca. Gente boa, esse Lewis.

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