26/06/09 - 0 Comentários

O repórter ficou iluminado...
Não tenho saco para ioga. Primeiro porque esse papo energético nunca me atraiu de maneira séria, segundo porque tenho medo desse pessoal se contorcendo todo até praticamente achatar o... saco.
Justamente por isso, fui gentilmente obrigado a participar de uma aula de ashtanga. "É bom porque você vai suar, parece academia, não tem moleza", ouvi dos amigos adeptos à prática. "É cheio de mulher bonita". Show.
Ao chegar no YogaFlow, em São Paulo, desnorteado e ignorante da etiqueta iogue, fui advertido pelo recepcionista que calçados não são permitidos no recinto, e que eu deveria pegar o mat para ir à aula. Ahn? Lição 1: yoga mat é aquele tapetinho para a prática.
No início da sessão, a mestra Andrea Palma pergunta sobre meu corpo, lesões que tive etc. Aprendi três grupos de movimentos básicos, que fazem parte da série de saudação ao Sol. Com eles, aprendi o princípio do ashtanga, que é sincronizar todas as posturas com inspiração e expiração. Segundo a mestra, isso ajuda a alongar, aquecer e concentrar corpo e mente, pois "foca a energia nos pontos certos do corpo" - algo que não entendi direito.
O ashtanga exige certo equilíbrio e um tanto de força física, mas qualquer um pode fazer. Reparei que na minha turma havia uma moça de uns 20, outra de uns 30 anos, um cara magro, um supermagro e outro sujeito mais redondo.
Você sai da aula cansado, mas bem disposto e, confesso, vontade de fazer mais - talvez não no dia seguinte, mas na mesma semana. Outra coisa essencial é concentração. Para fazer movimentos simples, como a cobra e o cão, caras mais desastrados como eu precisam suar.
E eu estava pingando, devidamente introspectivo no exercício, e não reparei na chegada de uma aluna atrasada. Quando parei para inspirar, sempre olhando para a frente, e expirar, sempre olhando para o umbigo, percebi que, do meu lado, vestindo calça de ginástica e top e vertiginosamente suada na barriga perfeita, estava Daniella Cicarelli (e, caso isso tenha passado pela sua cabeça como passou pela minha, ela tem cinco dedos em cada pé, eu conferi).
Veja mais fotos de Daniella Cicarelli na VIP
Bastante dedicada e concentrada em movimentos bem mais contorcionistas que os meus, a campeã da 100+ VIP de 2003 não quis dar uma declaração, tampouco posar para uma foto. "Aqui é o cantinho sagrado dela", disse Andrea. Tudo bem. A minha sorte serviu para mostrar que tem muita mulher gata fazendo ashtanga por aí, como pude comprovar após saudar o Sol. Namastê.
(Felipe van Deursen)
Saiba mais sobre a ashtanga na VIP de julho
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