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As piadas, vídeos, notícias e bobagens que fazem o dia-a-dia da VIP.



5 receitas de coquetéis em Manhattan #por Felipe van Deursen, em Nova York

Bellini: o drinque é de mulher, mas é style pacas.
Foto: divulgação

Alguns de nós brasileiros podem torcer o nariz para coquetéis, mas nos Estados Unidos eles são uma instituição há muito tempo, com drinques para todos os gostos, estômagos e níveis de macheza. A VIP foi convidada para um evento realizado pela vodca Smirnoff em Nova York, que celebrou duas marcas da vida noturna da cidade: os cocktails (rabo-de-galo) e o hip-hop.

A noite preliminar da festa foi uma recepção no Rainbow Room, no alto do Rockefeller Center. A 65 andares do chão, com vista para o Empire State e o Chrysler Building, o célebre restaurante Cipriani ofereceu coquetéis, entre eles o Bellini, criado em Veneza, em 1931, por Giuseppe Cipriani.

O Rainbow Room era ponto de encontro da elite nova-iorquina nos anos 30, época da Grande Depressão. Esse mês, auge da “maior crise econômica mundial” desde 1929, a VIP conheceu essa balada da cidade 70 anos atrás. Com pista giratória e um mix esperto e hypezinho de jazz e hip-hop, o local pode vir a ser, mais uma vez, uma válvula de escape sofisticada em NY, no caso de uma nova Depressão chegar por aí…

Eu tive a árdua missão de provar receitas célebres da Grande Maçã e de outras cidades americanas, além de experimentações dos barmen. Anote, experimente e divirta-se. Ah, tá bom, beba com responsabilidade, tá?

1 | Moscow mule (Mula moscovita)
Criado em Hollywood durante a Guerra Fria, o drinque é forte e refrescante. Ótimo no nosso verão.
Classificação no índice Garrafologia de coquetéis: OK

Receita:
- 2 a 3 doses de vodca
- Suco de meio limão galego
- Ginger beer (pode ser substituído por ginger ale ou soda limonada)
Sirva em copo longo e misture os ingredientes. Acrescente gelo e, se quiser, uma casquinha de pepino para enfeitar.

2 | Cosmopolitan
Por ser o tal drinque da série Sex & The City, cujas personagens peruonas do Upper East Side bebem sem parar, é um hit da cidade.
Classificação no índice Garrafologia de coquetéis: Escandaloso

Receita:
- 1 dose de vodca
- 1 suco de limão
- Casca do limão
- 50 ml de suco de cranberry
- 1 dose de licor de laranja (Cointreau, de preferência)
Misture tudo numa coqueteleira com gelo e coe num copo bem gelado, sem deixar as pedras caírem. Decore com uma casquinha do limão e sirva, de preferência para uma amiga.

3| Dry Martini
Se a Ferrari fosse um drinque, seria este. Uma das histórias da origem do coquetel diz que ele foi criado aqui em Nova York por um barman chamado Martini, para o bilionário John D. Rockefeller, em 1910. Portanto, nada tem a ver com o nome do vermute usado comumente na receita, o italiano Martini. O tal “batido, não mexido” de James Bond serve só para o vodca martini. Com gim, mexe-se, sim.
Classificação no índice Garrafologia de coquetéis: viril

Basicamente, o preparo é:
- 1,5 dose de gim seco
- 0,25 dose de vermute branco seco
- 1 twist de casca de limão
- Azeitona verde
Bata na coqueteleira com muito gelo o gim e o vermute. Coe numa taça de coquetel – de martini, claro – previamente gelada. Acrescente, se preferir, a casca ou a azeitona.

4 | Manhattan
Como todo clássico de bar, este drinque gera polêmica quanto a proporções corretas e ingredientes usados. A receita original pede rye, o uísque original dos Estados Unidos, de centeio, mas, na falta dele, vá de bourbon mesmo, o uísque de milho típico do país. Além disso, vermute tinto doce ou branco seco, no caso do Manhattan seco. Aqui, damos o Manhattan tradicional.
Classificação no índice Garrafologia de coquetéis: viril

Receita:
- 2,5 a 3 doses de rye (ou bourbon)
- 1 dose de vermute tinto doce
- Gotas de angostura
Misture os ingredientes num copo para mexer, com gelo, e coe para o copo estilo martini. Para decorar, cereja ao marasquino.

5| Bellini
Criado por Giuseppe Cipriani em Veneza, em 1931, o drinque fez sucesso por aqui quando a família aportou em Nova York, onde se transformou numa grife de restaurante. A receita tradicional leva champanhe de pêssegos, ou seja, um drinque escandaloso. No Rainbow Room experimentei uma nova versão, um pouco mais forte.
Classificação no índice Garrafologia de coquetéis: inadequado

Receita:
- meia dose de vodca
- 0,25 dose de suco de limão
- 0,25 dose de licor de pêssego
- 0,25 dose de frozen (ou purê gelado) de pêssego
- Prosecco
Na coqueteira, bata a vodca, o licor, o purê e o suco, coe em copo de martini e complete com prosecco.

Semana que vem, a noite hip-hop em Nova York, turbinada com mais três drinques: Bloody Mary, Metropolitan e The Fourth Element


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10 assuntos que ninguém agüenta mais ouvir esse ano # da redação, que não vai passar o ano novo na praia, porque é um saco


1 | Eleições no Estados Unidos
Ou você finge que entende essa gincana de caucus, prévias, convenções, pesquisas que um dia dão empate, no outro dão 10 pontos de vantagem pra um e o escambau ou você diz que não entende, e não entende principalmente o auê que as pessoas fazem em cima disso aqui no Brasil. Vai fazer taaanta diferença quem for eleito…

2 | Barack Obama
Legal, bacana. Quarenta anos após o assassinato de Martin Luther King, Jr., um negro pode assumir o posto de presidente dos Estados Unidos. Mas alguém aí ainda consegue aturar o sorriso dele e o discurso da “esperança vencer o medo” (já não ouvi isso em algum lugar antes?). Por isso votamos no Barack Obina!

3 | Internações e crises de “asma” de Amy Winehouse
Já perdemos a conta da quantidade de escândalos envolvendo a talentosa cantora que parece um louva-a-deus. Tanto que nem conseguimos mais lembrar de uma música dela, só da última entrada que deu no hospital. Pobre coitada? No, no, no!

4 | Concursos de miss
É miss brasileiras na Tailândia pra cá, miss colônia do Curdistão no Quixeramobim pra cá, miss exiladas cubanas em Tampa, miss melhor idade de Copacabana… Parece que todo mundo quer ter uma pequena miss Sunshine em casa aporrinhando a vida. Miss que é miss é linda e gostosa e venceu em, no mínimo, um estado da federação. A gente gosta, mas já deu. Ou não?

5 | High School Musical
Não sabemos o que é. E achamos um saco.

6 | Crise financeira
A única coisa boa disso tudo é a pergunta acima: o dólar cai ou não cai?

7 | Reforma ortográfica da língua portuguesa
O título deste post tem trema em homenagem a esse símbolo condenado ao esquecimento a partir de 1º de janeiro. Será muito divertido escrever pararraio, acriano e micro-ondas. E ainda poderemos optar entre Amazónia e Amazônia! Eu me magoo, assim como Mr. Magoo. Que enjoo.

8 | Dunga
Só o novo técnico da Argentina, Diego Armando Maradona, gosta de Dunga no cargo de técnico da Seleção. Quer dizer, tem um outro cara aí que gosta, mas a gente vai deixar quieto.

9 | Lenço palestino
Yasser Arafat, em árabe ياسر عرفات, (Cairo, 24 de agosto de 1929 — Clamart, 11 de novembro de 2004) foi o líder da Autoridade Palestina, presidente (desde 1969) da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), líder da Fatah, a maior das facções da OLP, anteriormente uma organização terrorista, e co-detentor do Prêmio Nobel da Paz.

da Wikipedia

10| Qualquer coisa “diferenciada”
Não existem mais pratos diferenciados, baladas diferenciadas, hotéis diferenciados, praias diferenciadas, vinhos diferenciados, carros diferenciados, calças diferenciadas, relógios diferenciados, jogadores diferenciados, bolinhas de golfe diferenciadas. Tudo é igual, justamente por ser diferenciado.


Obama presidente? # da redação, que apertou o verde e confirmou

Eleitores americanos ainda em dúvida sobre quem deve ser o presidente do mundo, digo, dos Estados Unidos? Pois a nação flamenguista já tem a resposta. Nem democrata nem republicano, a solução é Obina, melhor que Obama, melhor que McCain e muito melhor que Eto’o!


MGMT agita moderninhos no TIM Festival # por Felipe van Deursen

Na falta de um nome realmente de peso, o MGMT – e não o rapper Kanye West, como foi previsto – assumiu o papel de maior atração do Tim Festival 2008. A banda nova-iorquina surpreendeu, agitou e pôs o público para pular. Parecia até rock de verdade, com roqueiros de verdade na platéia. Mas era uma noite indie. Já o festival, caduco desde 2007, tentou se redimir, mudando o endereço dos shows em São Paulo. Fazer no Parque do Ibirapuera é muito bom, mas cobrar R$ 610 por quatro dias de festa é uma piada, se não for ofensa. Pelo menos teve Sonny Rollins, lenda do jazz, tocando de graça no sábado de manhã. Vamos às avaliações do “Ponte Brooklyn”, a última noite de shows na Arena de Eventos:

SOM
O The National é oitentista demais, mesmo comparado a todas as bandas oitentistas dos anos 00. A diferença é que eles são deprê, assim como os originais de 25 anos atrás, o que dá mais desenvoltura ao show, que tinha violinos, instrumentos de sopro e uma voz potente no vocalista Matt Berninger. Bacana. Já o MGMT fez o melhor show do festival, parecia banda grande, com as 3500 pessoas presentes pulando alucinadas com os hits “Kids” e “Time to Pretend”, deixados para o final. Sintetizadores, guitarrinhas e meninas empolgadas nas primeiras fileiras, que deram um ar mais pop e mais rock ao ambiente modernoso-indie. Ben Goldwasser e Andrew VanWyngarden tiveram uma recepção pra lá de calorosa, e fizeram por merecer.
NOTA 8,5

PÚBLICO
Indie, o que quer dizer: gente doidona fazendo pose, caras de bigode e roupas estranhas e poucas mulheres bonitas. Mas apesar de blasé, o público soube se divertir, sem exageros, sem brigas, com filas no bar e no banheiro razoáveis.
NOTA 6,5

BAR
Mais uma vez, cerveja a R$5 em copo plástico, água a R$ 4. Atendimento simpático, tanto no caixa como no balcão.
NOTA 5

GERAL
Banheiro patrocinado é outra coisa, estava um brilho, mesmo nas últimas horas da noite. Mas o TIM Festival errou feio ao não trazer nenhum nome significativo (MGMT? Muito bom, mas qualé, os caras têm um álbum, duas músicas conhecidas só por um punhado de descolados) e cobrar um absurdo pelo ingresso. Na edição 2009, se é que ela vai rolar, que mantenham o único ponto realmente positivo no braço paulistano do evento: realizá-lo no Parque do Ibirapuera.
NOTA 3

MAIS TIM FESTIVAL 2008:
Confira a avaliação do show de Kanye West

Confira a avaliação do show de Marcelo Camelo


TIM Festival: Marcelo Camelo tenta salvar a noite que seria de Paul Weller#por Fernando Gueiros


Marcelo Camelo subiu ao palco do Auditório do Ibirapuera para, finalmente, esquentar a terceira noite do TIM Festival. Depois de uma apresentação distante do que um grande festival deve mostrar, feita por Roberta Sá (que decepcionou quando agradeceu a platéia do “Prêmio TIM”), a fila para devolução de ingressos só aumentava. Eram os fãs desconsolados de Paul Weller (atração inglesa que pulou fora do festival e foi substituída por duas atrações: Roberta e Arnaldo Antunes) descontentes com a nova programação.

Arnaldo, sempre bom, encerrou a noite com show para um auditório vazio, com um terço da capacidade. A noite batizada de Bossa Mod (péssimo batismo, diga-se de passagem) era para ser recheada de inovação, com Camelo e Weller, virou um show inédito para os paulistas, o do ex-vocalista do Los Hermanos – sem dúvida o ponto alto da noite. O carioca entrou no palco por volta das 22h junto com o grupo Hurtmold e com o trompetista americano Rob Mazurek. Estava armado o concerto do primeiro CD solo de Marcelo Camelo em São Paulo. A apresentação mais cheia (quase lotada) da noite tinha na platéia fãs inveterados com as novas canções na ponta da língua e duas versões de músicas do antigo grupo de Camelo: “Morena” e “Pois É”.


SOM

A banda Hurtmold quase engoliu o vocalista. O som primoroso do grupo paulista estava enchendo o ar do auditório de graça e virtuosismo, o que quase (eu disse quase) deixou Camelo em segundo plano. Foram momentos que misturaram jazz e rock progressivo da melhor qualidade. Se não fosse pela sua humildade em permitir os arranjos inusitados do Hurtmold e pela sua bonita poesia, Marcelo Camelo perderia o show. A qualidade técnica do auditório é boa, toda a leva de instrumentos podia ser ouvida com classe (xilofone, três guitarras, baixo, batera, trompete, sax, percurssão, voz….). Camelo acertou quando entrou em sintonia com a banda paulistana, sem que um ou outro tomasse a cena. Caso contrário, seria um desastre. E a potência sonora ao vivo bateu de longe a qualidade técnica do CD. Destaque para as músicas “Mais Tarde” e “Tudo Passa”, tristeza por Camelo não ter tocado o samba-pierrot “Copacabana” e a melancólica “Santa Chuva”.

NOTA 8


PÚBLICO

Seres modernosos ao quadrado, misturados a jornalistas famintos por novidades e uma ou outra gata de parar o trânsito. O fator preço (R$150), a desistência da grande atração (Paul Weller) e o fato de todos assistirem sentados a um show do ex-Los Hermanos (conhecido por arrancar gritos das fãs) afetaram a noite.

NOTA 6


BAR

Entre cada apresentação havia um tempo de aproximadamente 15 minutos para descer ao saguão e comprar uma Bohemia por R$4. A cerveja estava gelada, e se resumia ao saguão. Dentro do Auditório nada de birita.

NOTA 6


GERAL

O TIM Festival está amargando a falta de público. O evento é grandioso, porém murcho. O que se via eram muito convidados, alguns indiferentes sobre os shows. No caso desta terceira noite no Auditório o clima foi ainda mais amargo: a grande atração da noite não apareceu e as filas para devolução eram maiores do que as do bar.

NOTA 2


Testamos a fórmula anti-ressaca de James Bond # por Felipe van Deursen, baladeiro da redação

O agente 007 tem uma receita infalível para rebater a ressaca. Ela foi revelada em 007 Contra Goldfinger. Testamos para ver se realmente funciona essa gororoba de ovo com conhaque.

Vai aí? O repórter topou, em nome do bem-estar social do dia seguinte


Encarei a receita anti-ressaca de mister Bond porque nunca experimentei uma que realmente curasse minhas tremedeiras e barrigas reviradas após um porre. O teste foi feito em dois tempos. No primeiro fim de semana, depois de ser arrastado a um bar para a hora feliz – não podia, teria que trabalhar no sábado cedo. E, mesmo assim, trabalhei (o chefe lê isso, é preciso endossar). Aí veio o de sempre, o bar que leva à balada que leva a mais uma noite daquelas. Cerveja consumida a atacado, temperada com algumas doses de cachaça de Salinas.

Acordei com o velho gosto de guarda-chuva na boca, fui ao boteco da esquina e pedi uma dose de Dreher – bem, 007 nao testou com ele, mas eu sim. Conhaque, ovo, tabasco e molho inglês: confesso que visualmente a mistura é bem mais nojenta.

O gosto até que passa, apesar de a consistência da gema ser estranha. Depois, só queimação. O conhaque na barriga, a pimenta na garganta. Uma euforia súbita me tomou naquele sábado cedo e insuportavelmente quente. Euforia dessas como cerveja que desce maravilhosa em manhã de Carnaval. A pequena dor-de-cabeca que tinha sumiu, e eu fiquei um pouco grogue. Mas à tarde ela piorou. Fiquei de ressaca do mesmo jeito, agora com ressaca de uma bela dose de Dreher.

Na semana seguinte fui um pouco mais sofisticado. Troquei o Dreher pelo conhaque português Macieira rótulo preto. Além de gosto e cheiro bem melhores, o resultado também foi mais bem recebido pelo meu combalido organismo após um churrasco de oito horas e mais duas no boteco do fim da noite. A euforia doida de Carnaval deu lugar a um calor de dentro pra fora que expulsou as dores de cabeça e de barriga. Ficou só o sono. Comer e dormir, para mim, continua sendo a melhor receita.

Mas Bond sabe das coisas. Recomendo a bebedores iniciados e glutões sem frescura – coisa que nosso amigo 007 é mestre. Se você for do tipo que não encara comidas excêntricas ou texturas diferentes, a receita do agente pode funcionar de outro jeito: como agente provocador de limpeza estomacal radical. Chame o Hugo e corra pro abraço!

O Blogie está no aquecimento 007 – Quantum of Solace. Confira o melhor de todos os filmes do agente secreto mais style do planeta

RECEITA:
- 1 ovo inteiro
- 1 dose (45 ml) de conhaque
- Algumas gotas de molho inglês
- Algumas gotas de molho tabasco

Quebre o ovo e despeje a gema inteira num copo alto. Acrescente os ingredientes sem mexer e beba de uma vez.

E você, tem uma receita infalível contra a ressaca? Diga aqui qual é


As 10 mulheres mais sexy do mundo # da redação, na expectativa

Sabrina brilhou no ano do centenário da imigração japonesa

Ok, não são as 10, a gente vai liberar, por enquanto, da 10ª à 2ª. A primeira você ficará sabendo hoje à noite, então fica esperto. Depois de conhecer as gatas do número 11 ao 20 na lista das 100+ 2008, agora você vai conhecer o topo da lista. Lamba os beiços! (ah, só pra constar, clicando nos links você vai direto para os ensaios delas)

10º | Karina Bacchi

9º | Jaque Khury

8º | Alinne Moraes

7º | Ivete Sangalo

6º | Penélope Cruz

5º | Ana Hickmann

4º | Grazi Massafera

3º | Deborah Secco

2 º | Sabrina Sato


TIM Festival: Kanye West faz egotrip em show brega da Broadway#por Felipe van Deursen

Trecho do show de Kanye West em São Paulo. Rap teatral para público empolgado.

Kanye West é o cara do hip hop atual. Produtor que circula em rodas da música antes não muito exploradas pelos rappers – não é qualquer um que faz parceria com o Chris Martin, do Coldplay, ou que revisita, e melhora, um hit do Daft Punk), o americano desembarcou com sua nave espacial no Brasil esta semana, para se apresentar no TIM Festival. A VIP conferiu o show em São Paulo, na noite do dia 22, e avalia o que realmente importa.

SOM
Grave bom, no hip hop e em qualquer música mais pesadona, é grave que dá soco no peito e não distorce. Além de potente, o som de Kanye West estava razoavelmente cristalino, empolgante nos maiores sucessos, como Champion e Stronger, que jogaram mãos ao alto e vozes ao uníssono. A galera se empolgou, Kanye tem presença e ego a ponto de não dividir o palco com um músico sequer. Apenas ele, um cenário galáctico meio kitsch, saído de um musical futurista (ou um enlatado tipo B), e um roteirinho que incluía diálogos com uma nave chamada Jane. Tosco, mas tá valendo.
NOTA 7

PÚBLICO
Só metade da arena montada no parque do Ibirapuera estava ocupada. Claro, R$ 250 para ver um show de um rapper com meia dúzia de músicas conhecidas é uma facada (aliás, por que pagamos tão caro por um show? Ouvimos anônimos e especialistas, confira). Mas quem foi se comportou, famosos deram as caras, como Alice Braga e Luciana Mello, e havia um número considerável de minas a caráter, gostosas e rebolantes no melhor estilo hip hop.
NOTA 7

BAR
Cinco reais por uma cerveja, infelizmente, já está virando padrão nos grandes festivais. E em copo de plástico, mesmo que em nome da segurança, enfraquece qualquer coisa. Pelo menos o atendimento era rápido e as barwomen, gatas e atenciosas – apesar de esnobarem o copo plástico usado para reenchê-lo de cerveja, jogando-o fora e dando um novinho para você. A natureza agradece, assim como as árvores decorativas na pista, com plaquetas de conscientização. Tsc tsc…
NOTA 5

GERAL
Mesmo com só um pouco mais da metade da arena para 4 mil pessoas ocupada, o calor já incomodava. Pouca ventilação, banheiros mal sinalizados e decoração/animação extra-show nula. Hoje tem mais TIM Festival, evento que já foi o melhor do Brasil. Vamos ver o que rola.
NOTA 3


Exclusivo: Priscila Fantin fala da estréia no cinema e diz que seria legal sair na VIP # por Diego Muniz

Priscila virou água. Enxágüe-nos!


Prestes a completar 10 anos de carreira, Priscila Fantin, que começou menina na novelinha Malhação, virou um mulherão de 25 anos. Após encarar os desafios de estrear no teatro, com a peça Vergonha dos Pés, a atriz debutará também no cinema, em Orquestra dos Meninos, que estréia dia 7 de novembro. O recesso das novelas também rendeu o lançamento de uma marca de água mineral com o nome dela. A partir de novembro será possível matar a sede com Priscila Fantin. Delícia.


Você está rodando o Brasil com a peça de teatro e estreando no cinema. Esta é a melhor fase da sua carreira?

É o momento mais ponderado. Pode ser avaliado como o melhor se for visto por esse lado. Estou mais tranqüila e buscando fazer o que realmente quero. Depois desses novos projetos, as coisas ficaram mais completas e eu, mais apaixonada pela minha profissão.


No filme Orquestra dos Meninos você vive a Cleuza, uma personagem real. É mais fácil?

Tive um rápido encontro com ela antes de fazer o filme, mas não foi suficiente para copiá-la. Acabei fazendo um processo normal de composição de personagem. Mas saber que a pessoa existe é muito louco. Tive a oportunidade de assistir ao filme com os personagens de verdade, é muito mais emocionante porque você se dá conta que alguém viveu aquela história.


A Creuza é uma instrumentista, você já tocou algum instrumento?

Quando era pequena aprendi a tocar flauta doce. Para o filme foram dois meses de ensaio para encarar o fagote.


E no teatro, como está sendo a experiência?

Nunca pensei que ia gostar tanto. A TV é muito fria, e o teatro tem a energia e resposta na hora. Fico emocionada toda vez que sou aplaudida. O ator é muito solitário no processo e quando recebe esta troca é gratificante.


Como seu corpo virou inspiração para virar garrafinha de água mineral?

Foi criada uma embalagem pensada em mim. Mas não é exatamente o corpo de uma mulher, mas a cintura e o quadril, as curvas femininas.


Por que uma água com seu nome?

Eu já tinha feito propaganda para essa empresa, e como sempre estive ligada à natureza, surgiu a proposta. A água vai ter duas versões, uma cor-de-rosa para as meninas e outra verde para vocês, homens.


Você não acha que o slogan “beba Priscila Fantin e mate sua sede” pode vender mais?

(Risos). A gente não pensou isso, mas vou anotar essa sugestão.


Você criou no seu blog uma lista de namorados que a mídia te deu. O que um cara precisa ter para entrar nessa lista?

Essa lista na verdade é uma brincadeira. Eles não são nem foram meus namorados , mas amigos. agora, para entrar na lista de namorado o cara precisa ter um bom papo para trocar idéias. Depois, podem acontecer outras coisas.


Você mudou bastante desde que começou. Está mais vaidosa?

Agora estou com 25 anos, quando comecei tinha 16 e era muito menina, não me preocupava com nada, até preferia me esconder vestindo roupas largas. As coisas começam a ficar diferentes, a pele muda e a gente começa a se cuidar. Fui me preocupando com coisa que não ligava antes, como passar creme e usar salto alto – eu detestava, mas aprendi a valorizá-lo.


Como é essa história de ser a “Brigitte Bardot do século 21″?

Uma vez fui para Búzios e o secretário de turismo ficou impressionado com a mídia que tinha gerado meu fim de semana lá. Ele comentou que só quando a Brigitte ia para Búzios aparecia tanto jornalista. Aí pediu para eu ser a nova musa e declarou que eu era a musa do século 21. Até uma escultura igual da Brigitte, que tem em Búzios, eles quiseram fazer, mas a prefeitura estava sem verba. Ia ser legal, né?


O que você acha de um ensaio sensual para a VIP em Búzios inspirado na Brigitte Bardot para imortalizar esse título?

Olha, essa posposta é legal. Podemos conversar.