Como esquecer?
Nosso blogueiro de cinema, Ricardo Garrido, contou aqui neste espaço como foi persuadido a assistir Comer, Rezar e Amar. Se a sua namorada vier com o velho papinho de ir ao cinema “mas-desta-vez-eu-escolho-o-filme”, proponha uma troca: filme de menininha por filme de menininha, vá ver com ela Como Esquecer.
Como sou menininha, pedi aqui na VIP para chegar mais tarde na última sexta-feira e fui em uma pré-estreia do filme. O longa de Malu de Martino, que chega aos cinemas na sexta-feira, dia 15, é um drama pesado e denso sobre uma(s) história(s) de amor gay. Ele conta como três amigos perderam os amores de suas vidas em circunstâncias diferentes e acabam indo morar juntos. Ana Paula é Julia, uma professora universitária de literatura que foi abandonada por sua namorada depois de 10 anos. Murilo Rosa é Hugo, cujo namorado morreu. E Natália Lage é Lisa, a única hetero, que acabou de descobrir que estava grávida e, por isso, levou um pé de um insensível. Todos tentando esquecer alguém.
Não espere glamour de Ana Paula. Ela é uma professora universitária com todo o estereótipo de professora universitária. Cabelo desarrumado, roupa mal-ajambrada, óculos na ponta do nariz, fria e dura, daquele tipo que cria uma barreira em torno de si mesma e cujo único objetivo agora é mergulhar no trabalho. Mas, apesar disso, ela deve empolgar o público masculino com cenas de masturbação (eu confesso que fiquei com vontade de chorar, mas você, leitor, pode achar certa graça lá), beijo e transa gays. Ah, e tem várias cenas de peitinhos de fora. Só que atenção: a única cena de nu completo frontal é de um homem.


















