A Fifa realiza desde o ano passado o Puskás Award para premiar o gol mais bonito da temporada. Em 2009, Cristiano Ronaldo foi o vencedor e, neste ano, Neymar é um dos concorrentes. Para quem não sabe, o nome do prêmio é uma homenagem a Puskás, um dos maiores jogadores da história, capitão da lendária seleção húngara da Copa de 1954 e com 85 gols marcados em 84 partidas internacionais.
Durante a carreira, Puskás encarou fortes problemas com a balança. Conta-se que em 1953, em uma partida contra a Inglaterra no estádio de Wembley, os adversários até tiraram sarro ao ver o tamanho do atacante da Hungria. Puskás marcou dois gols (um deles um golaço) e parou com os sarros.
Depois que parou de jogar, aí os quilos não pararam de aumentar. Olha como o atacante ficou após o fim da carreira:
Agora imagina quando o atacante do Corinthians parar de vez. Será que no futuro teremos o Ronaldo Award?
O filme Senna, com estreia nesta sexta-feira (12) nos cinemas brasileiros, é um documentário de 1h47 sobre a trajetória do piloto brasileiro na F-1. A maioria absoluta das imagens se concentra entre os anos de 1984 e 1994, quando Senna conquistou seus três títulos mundiais e alcançou a aura de herói nacional – e de mito do esporte mundial, após a tragédia em Ímola.
Para os fãs, é um programa imperdível: cenas inéditas não apenas do tricampeão, mas também das discussões dos pilotos (a participação de Nelson Piquet defendendo Senna em uma delas é não apenas rara como simplesmente impagável, com a tradicional irreverência de Piquetzão) e até do austríaco Roland Ratzemberger – que morreu um dia antes de Ayrton, nos treinos de sábado do GP de San Marino de 1994.
Em entrevista com o diretor do filme, Asif Kapadia, que veio a São Paulo para promover o filme e também para assistir à penúltima etapa da F-1, disputada no último domingo, em Interlagos, o britânico destacou a importância destas cenas de Ratzemberger. “Todo mundo sabe que ele morreu no dia anterior da tragédia com Senna, mas nunca ninguém viu a cara dele. E conseguimos uma imagem que mostra ele reclamando da instabilidade de seu carro, e ainda observando o resgate de Rubens Barrichello”, diz Kapadia à VIP, citando o dramático acidente que também ocorreu em Ímola, nos treinos de sexta-feira.
A ascensão meteórica de Senna (com a magistral corrida na chuva em Mônaco, em 1984), a rivalidade com Prost na McLaren, as batalhas épicas no GP Brasil, a luta contra a Williams “de outro planeta” (de 1992), enfim, está tudo lá. A estética anos 1980, uma cena de Ayrton com Xuxa e uma entrevista de um Prost canastrão ajudam a descontrair o filme em diversos momentos. Mas é claro que a história, todos sabemos, terá um final triste.
Além de ser um grande programa para quem é fã de Senna, o filme também agrada aos que gostam de esporte – e querem entender mais sobre aquele que é considerado o melhor piloto de todos os tempos. Embora dure quase duas horas, “Senna” tem ritmo de um típico filme de Hollywood, sem usar os clichês de documentário, com entrevistas atuais – apenas o comentarista Reginaldo Leme faz intervenções vez ou outra sobre a carreira do brasileiro.
E, quando a telona no cinema mostra a câmera on board de Senna em uma volta rápida em Mônaco, é como presenciar um golaço no futebol: dá vontade de sair da sala e pagar outro ingresso.
*Rodrigo França é jornalista especializado e escreve sobre F-1 para a VIP
Volto do almoço. Ligo meu computador. Fabio Calvetti, colega de redação, me pergunta “você viu?” Fico confuso. Ele me manda um link. Clico. A seguinte notícia surge em letras grandes: “Policial morre após passar mal em treinamento do Bope, confirma PM”. A chamada no site do G1 me deixa consternado. Será que eu conheci o aspirante? Do que teria morrido? Penso que ser um policial do Bope é arriscado até mesmo antes de ser efetivamente um policial do Bope.
Segundo o texto do G1, “o PM era aluno do Curso de Ações Táticas (CAT) e se sentiu mal após sua primeira instrução prática de tática individual. Ele foi encaminhado ao Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio, na Zona Norte da cidade, mas não resistiu. Ainda de acordo com a polícia, o soldado, que trabalhava há 4 anos na corporação, deu entrada no hospital com um quadro de desidratação, que evoluiu para insuficiência renal e crises convulsivas”. Ser digno da farda preta é algo para poucos. Eu pude comprovar isso na matéria que fiz para a VIP de agosto deste ano. Nela, os então aspirantes Zero Dois e Zero Sete falam sobre as dificuldades do CAT. Clique na imagem abaixo e confira.
O reserva entrou aos 42 minutos do segundo tempo apenas para dar aquela segurada marota no jogo e deixar a equipe sair com a vitória. Catorze segundos depois…