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As piadas, vídeos, notícias e bobagens que fazem o dia-a-dia da VIP.



Compras sem caretice #da redação, carimbando o churrasco

A fim de presentear alguém com produtos diferentes ou dar uma decorada na sua casa com objetos descolados? O site de compras O Segredo do Vitório pode ajudar. Veja algumas coisas que encontramos garimpando por lá:

Outro site no mesmo estilo e – com muito mais produtos – é o gringo fredflare.com. No entanto, só dá para conhecer o que tem lá, o site não faz entregas no Brasil.


Microondas de escritório # da redação, sedentária


A Heinz do Reino Unido criou o menor microondas do mundo, que funciona conectado a uma entrada USB. Isso para que os ingleses possam aquecer no escritório uma de suas gororobas prediletas, os feijões assados Heinz.

Veja mais fotos

Mais comida bizarra aqui!

(Marcos Nogueira)


Os 10 mandamentos para acender a churrasqueira # por István Wessel*

Jhenny aprendeu a acender impecavelmente a churrasqueira. Veja o que mais ela aprendeu aqui

1 | Usarás álcool. Simples assim
2 | O álcool diluído, de 46ºGL, não serve. Comprarás um de 92ºGL ou mais
3 | Pão velho para quê? Por acaso és surdo? Usarás álcool e nada mais
4 | Serás generoso com o álcool: é meio litro para um saco de carvão
5 | Esperarás dois minutos para que o álcool encharque todo o carvão
6 | Muito cuidado ao acender: jogarás um fósforo de longe
7 | Não abanarás o fogo
8 | Não remexerás o carvão
9 | Antes de pôr a primeira carne para assar, esperarás de 45 minutos a uma hora para o carvão virar brasa e as chamas acalmarem
10 | Se usares álcool em gel, espalharás em vários pontos da churrasqueira

*Wessel é empresário de carnes, dono da marca que leva seu sobrenome


10 dicas de decoração para um apê de solteiro # por Mario Araújo

1 | Estilo pessoal: sua casa – e os objetos que estão nela – tem que refletir quem você é.

2 | Não tenha medo das cores. Branco nem sempre é melhor. Para não errar, opte pelos tons acizentados de azul e verde. As cores devem harmonizar ou contrastar com os objetos.

3 | Iluminação: crie climas com luz indireta e dimmers (que controlam a intensidade da luz).

4 | Procure ampliar o ambiente removendo portas desnecessárias.

5 | Espelhos parecem aumentar o ambiente.

6 | Tenha sempre anotada a dimensão dos cômodos da sua casa para comprar coisas do tamanho certo. Objetos grandes ou pequenos demais dão um ar desleixado.

7 | Escolha peças que combinem entre si ou que provoquem um estranhamento intencional.

8 | Tapetes e cortinas: quanto mais discretos, melhor; evite frufrus e babados.

9 | Coleções: opte por agrupar os pequenos objetos num só lugar.

10 | Deixe paredes vazias e espaços entre as peças, para serem preenchidos com objetos encontrados em viagens ou presenteados pelos amigos.

* consultoria: Heloisa Neves, do escritório Tanta

Veja mais dicas para decorar seu cafofo


Mais 3 drinques em NYC # por Felipe van Deursen, de Nova York


Após o jantar no Rainbow Room, com direito a vista para o Empire State e a uma pista giratória que ficava mais giratória à medida que eu experimentava mais um coquetel, o Smirnoff Experience celebrou um dos estilos musicais mais emblemáticos de Nova York: o hip-hop.

Veja aqui o vídeo da festa

Entre um show e outro, os quatro bares (mal) distribuídos pelo local da festa, o antigo banco Capitale, hoje um badalado centro de eventos na Bowery street, serviam experimentações criadas pelos barmen, além de alguns tiros certeiros, clássicos do bar (alguns deles eu mencionei em outro post).

Chega de lenga-lenga e vamos às receitas, com a indexação no índice de macheza da coluna Garrafologia, criada pelo editor Marcos Nogueira:

1 | Bloody Mary
Um dos drinques mais famosos do mundo teria sido criado na Nova York dos tempos da Lei Seca. Na época, os destilados que existiam (porque, na prática, ninguém parou de beber, só bebia coisas piores) eram de qualidade terrível e as batidas policiais nos bares eram freqüentes. Portanto, um coquetel que mascarasse o gosto medonho da vodca e ainda desse uma corzinha para disfarçar era uma mão na roda para os bebedores dos loucos anos 20.
Classificação no índice Garrafologia de coquetéis: viril

Receita:
- 1,5 dose de vodca
- 3 doses de suco de tomate

- 0,5 dose de suco de limão

- 1 colher (de chá) de molho inglês
- 2 gotas de pimenta tipo Tabasco, sal, pimenta-do-reino e 1 fatia de limão (opcionais)
Reserve a fatia de limão e agite todo o resto na coqueteleira, com umas três pedras de gelo. Coe para um copo old fashioned (aquele compridinho, saca?) e decore com a fatia de limão.

2 | Metropolitan
Talvez você já tenha visto esse drinque feito com cachaça, com uísque, com vodca com outros ingredientes. Mas no final é um drinque de mulherzinha que você pode fazer para agradar uma amiga ou um potencial sexo sem compromisso. Pra variar um pouco, vamos ver uma receita com a nossa aguardente.
Classificação no índice Garrafologia de coquetéis: inadequado

Receita:
- 1 dose de cachaça
- 0,5 dose de xarope de cramberry
- 0,5 dose de licor de laranja
- 0,25 dose de suco de limão
Bata os ingredientes na coqueteleira junto com três pedras de gelo. Sirva num copo de martini previamente gelado e decore com uma casca torcida de laranja.

3 | The Fourth Element
Essa novidade foi criada para a festa. Trata-se de uma homenagem à cultura hip-hop, mesmo que, ao beber, você não fique com vontade de virar o boné ou dançar break. Segundo o mixologista (mistura de barman com cientista) Kenji Jesse, criador do coquetel, a inspiração veio da importância da limonada caseira e da cereja – uma das frutas mais populares dos EUA – na cultura americana. O drinque é fácil, bom, direto e reto – essa, talvez, é outra referência ao hip-hop tradicional.
Classificação no índice Garrafologia de coquetéis: discutível

Receita:

– 1 dose de vodca frutada
- Licor de framboesa
- 1 dose de suco de limão
- 0,25 dose de xarope de açúcar (duas partes de açúcar para uma de água)
- Água tônica
Misture os quatro primeiros elementos do drinque num copo alto com gelo. Complete com a água tônica até a boca.

* * *
Sobre o índice Garrafologia de coquetéis
A brincadeira surgiu na coluna Garrafologia, assinada pelo editor da seção Boa Vida da revista, Marcos Nogueira. Ele dividiu os coquetéis em seis categorias, exemplificadas a seguir:

- Trogloditas: rabo-de-galo, maria-mole, caracu com ovo
- Viris: bloody mary, dry martini
- OK: caipirinha, margarita
- Discutíveis: caipirosca de maracujá, mojito, frozen sei-lá-o-quê
- Inadequados: caipirosca de frutas vermelhas, drinques com leite condensado ou chocolate
- Escandalosos: cosmopolitan, saquerinha de lichia, sex on the beach, qualquer coisa azul


O novo e o velho hip-hop se encontram em Nova York#por Felipe van Deursen, na boa, em Nova York

Spank Rock: rock e electro. Mas pode chamar de hip-hop

Pharrell Williams, do N.E.R.D.: o cara quer deixar o hip-hop hype

Na semana em que o índice Dow Jones, da bolsa de valores de Nova York, acumulou uma queda de quase 40% em um ano, chega a ser irônico o cenário escolhido para o Smirnoff Experience New York: um antigo banco, transformado em casa de eventos. A festa celebrou o hip-hop e os coquetéis da cidade no dia 7 de outubro, no meio da crise de crédito que assusta o mundo.

Do lado de dentro do Capitale, uma construção de 1895 em estilo romano, com colunas coríntias, chão de mármore e pé-direito de 20 metros, a maior preocupação de todas era sair da fila do bar, passar com a taça na mão pela muvuca e não deixar uma gota sequer cair. Mas o mestre de cerimônia fazer questão de lembrar da crise, lá do lado de fora, e das eleições americanas ao público, majoritariamente “obamista”.

Entre bellinis e Moscow mules (veja as receitas dos coquetéis aqui), os cerca de 2 mil convidados (eu entre eles) viram o encontro do antigo com o novo hip-hop, com shows do DJ falastrão e cinqüentão Grandmaster Flash, do ídolo nova-iorquino Nas e dos projetos N.E.R.D., de Pharrell Williams e Chad Hugo, e Spank Rock, com os rappers Naeem e Amanda Blank, entre outros. Se Flash, que disse em entrevista horas antes da festa não se considerar uma lenda, justamente porque ainda produz (ele está preparando um novo álbum para 2009, chamado The Bridge) tocou puro rap, N.E.R.D. e Spank Rock mostraram uma salada de rock, electro e house com hip-hop.

Nas: se depender dele, as roupas esportivas permanecem, assim como o discurso canastrão e a pose de garanhão

A galera, de moletons e óculos coloridos, estilo hip-hop moderninho, reagia com mais frieza à medida que as guitarras e outros elementos estranhos ficavam mais altos. Apesar de bem bacana, o tal novo hip-hop ainda precisa batalhar para conquistar os fãs mais puristas do gênero. Amanda, do Spank Rock, que se apresentou no Brasil em 2007, viu no país um público mais receptivo às experimentações do grupo. No Rio de Janeiro, apesar de vazio, o show do Spank Rock animou a platéia com simpatia e sons malucos, que misturavam Carnaval brasileiro com rap.

Mas, em Nova York, o público queria hip-hop e ponto. Nas, o rei da cidade, deu ao povo o que ele queria. O rapper ainda endossou o discurso de Flash, na coletiva de imprensa. O experiente DJ havia declarado que “o rock, o jazz e o pop não têm o poder de unir pessoas de diferentes classes sociais, cores, origens e etnias como o hip-hop”.

Discurso à parte, a festa em si foi mais produção do que diversão. Muito tapete vermelho para pouca curtição. Em dado momento, insuportavelmente cheia, a balada quase fracassou de vez, mas o N.E.R.D. subiu ao palco (após os “tradicionais” Flash e Nas), o bar ficou mais acessível e amigável, o som, mais eclético e animado – e, me desculpem os que torcem o nariz, mais roqueiro. Pharrell Williams, segundo a organização da festa, representaria o futuro do hip-hop. Com essa capacidade de se renovar, não espanta que o estilo seja o mais popular nos Estados Unidos.

Assista aos melhores momentos da noite:

No Capitale, eu conheci a brasileira Luiza Sobral e outras duas participantes de uma promoção da marca de vodca que deu uma bocada a elas: rodar o mundo por um ano à procura de baladas diferentes. O grupo, com 10 pessoas do mundo todo, estava se despedindo da trip, após uma jornada, no mínimo, absurdamente irada. As conversas com Luiza e suas amigas renderam uma reportagem sobre festas ao redor do planeta, que você lerá na revista em breve. Espero que goste.

Fotos e vídeo: divulgação


Kaiser Chiefs detona e é o melhor em festival em São Paulo # por Felipe van Deursen

A fórmula não é nada complicada. Basta aliar um nome de peso de verdade (mesmo que em decadência) a novidades bem cotadas por crítica e com popularidade ascendente e cobrar um ingresso justo por isso. O Planeta Terra, mais uma vez, é o melhor festival do ano. Adolescentes tardios e suados, eufóricos com a apresentação enérgica do Offfspring, se misturavam aos fãs do novo rock de Kaiser Chiefs e Bloc Party, e aos moderninhos de trajes excêntricos que vieram para o palco indie curtir Spoon e Animal Collective. Quinze mil pessoas tudo que é tipo, em paz, como todo bom festival.

SOM
O Kaiser Chiefs é uma das grandes esperanças do rock de arena nos anos 00. É das poucas novas bandas que têm presença e carisma para pôr o público para pular de verdade (apesar de este não corresponder em boa parte do show). Mesmo assim, foi o melhor da noite, que foi recheada de bons concertos. O Bloc Party, com um som mais contido, se redimiu do fracasso exibido no VMB (a banda tocou em playback na festa da MTV). The Offspring lembrou os grandes hits dos anos 90, numa nostálgica apresentação de punk pop, a mais agitada da noite, sem dúvida.
No mesmo horário do show dos californianos, o indie Spoon fez uma apresentação competente para um público surpreendentemente grande, condizente com os teclados e melodias assobiáveis em excesso da banda. Já o DJ Mylo tocou para moscas. Ele teria ficado bem mais à vontade no Skol Beats…
NOTA 9

PÚBLICO
Gente de lenço no pescoço (te irrita? Olha outras coisas irritantes), indies, new ravers, skatistas, playboys, largadões. Tinha povo de tudo que é tipo. Mulherada, pouca, mas com esforço era possível encontrar uma gata perdida. Paquera era pouca também, mas o clima de satisfação por um festival decente pairava no ar.
NOTA 7

BAR
As filas eram razoáveis, os preços, caros. Cerveja a R$ 4.
NOTA 6

GERAL
A Vila dos Galpões, na zona sul de São Paulo, é realmente um lugar bacana para um festival que mescla palcos abertos e cobertos (mas o som no DJ Stage reverberava no teto, ficou parecendo baile funk). Latões de lixo reciclável, coleta de bitucas, tudo no esqueminha sustentável, mas sem fazer alarde comercial em cima disso (o que, cá entre nós, já deveria ser obrigação), decoração bacana, com latões pintados, poltronas de pneu velho e cartazes dos shows pregados nos muros das vielas do local e uma bela cobertura ao vivo dos shows nos telões, com direito a nome das músicas sendo executadas, fizeram do Planeta Terra o melhor festival do ano. E o essencial: shows pontuais.
NOTA 8,5

Veja fotos do festival no Abril.com


5 receitas de coquetéis em Manhattan #por Felipe van Deursen, em Nova York

Bellini: o drinque é de mulher, mas é style pacas.
Foto: divulgação

Alguns de nós brasileiros podem torcer o nariz para coquetéis, mas nos Estados Unidos eles são uma instituição há muito tempo, com drinques para todos os gostos, estômagos e níveis de macheza. A VIP foi convidada para um evento realizado pela vodca Smirnoff em Nova York, que celebrou duas marcas da vida noturna da cidade: os cocktails (rabo-de-galo) e o hip-hop.

A noite preliminar da festa foi uma recepção no Rainbow Room, no alto do Rockefeller Center. A 65 andares do chão, com vista para o Empire State e o Chrysler Building, o célebre restaurante Cipriani ofereceu coquetéis, entre eles o Bellini, criado em Veneza, em 1931, por Giuseppe Cipriani.

O Rainbow Room era ponto de encontro da elite nova-iorquina nos anos 30, época da Grande Depressão. Esse mês, auge da “maior crise econômica mundial” desde 1929, a VIP conheceu essa balada da cidade 70 anos atrás. Com pista giratória e um mix esperto e hypezinho de jazz e hip-hop, o local pode vir a ser, mais uma vez, uma válvula de escape sofisticada em NY, no caso de uma nova Depressão chegar por aí…

Eu tive a árdua missão de provar receitas célebres da Grande Maçã e de outras cidades americanas, além de experimentações dos barmen. Anote, experimente e divirta-se. Ah, tá bom, beba com responsabilidade, tá?

1 | Moscow mule (Mula moscovita)
Criado em Hollywood durante a Guerra Fria, o drinque é forte e refrescante. Ótimo no nosso verão.
Classificação no índice Garrafologia de coquetéis: OK

Receita:
- 2 a 3 doses de vodca
- Suco de meio limão galego
- Ginger beer (pode ser substituído por ginger ale ou soda limonada)
Sirva em copo longo e misture os ingredientes. Acrescente gelo e, se quiser, uma casquinha de pepino para enfeitar.

2 | Cosmopolitan
Por ser o tal drinque da série Sex & The City, cujas personagens peruonas do Upper East Side bebem sem parar, é um hit da cidade.
Classificação no índice Garrafologia de coquetéis: Escandaloso

Receita:
- 1 dose de vodca
- 1 suco de limão
- Casca do limão
- 50 ml de suco de cranberry
- 1 dose de licor de laranja (Cointreau, de preferência)
Misture tudo numa coqueteleira com gelo e coe num copo bem gelado, sem deixar as pedras caírem. Decore com uma casquinha do limão e sirva, de preferência para uma amiga.

3| Dry Martini
Se a Ferrari fosse um drinque, seria este. Uma das histórias da origem do coquetel diz que ele foi criado aqui em Nova York por um barman chamado Martini, para o bilionário John D. Rockefeller, em 1910. Portanto, nada tem a ver com o nome do vermute usado comumente na receita, o italiano Martini. O tal “batido, não mexido” de James Bond serve só para o vodca martini. Com gim, mexe-se, sim.
Classificação no índice Garrafologia de coquetéis: viril

Basicamente, o preparo é:
- 1,5 dose de gim seco
- 0,25 dose de vermute branco seco
- 1 twist de casca de limão
- Azeitona verde
Bata na coqueteleira com muito gelo o gim e o vermute. Coe numa taça de coquetel – de martini, claro – previamente gelada. Acrescente, se preferir, a casca ou a azeitona.

4 | Manhattan
Como todo clássico de bar, este drinque gera polêmica quanto a proporções corretas e ingredientes usados. A receita original pede rye, o uísque original dos Estados Unidos, de centeio, mas, na falta dele, vá de bourbon mesmo, o uísque de milho típico do país. Além disso, vermute tinto doce ou branco seco, no caso do Manhattan seco. Aqui, damos o Manhattan tradicional.
Classificação no índice Garrafologia de coquetéis: viril

Receita:
- 2,5 a 3 doses de rye (ou bourbon)
- 1 dose de vermute tinto doce
- Gotas de angostura
Misture os ingredientes num copo para mexer, com gelo, e coe para o copo estilo martini. Para decorar, cereja ao marasquino.

5| Bellini
Criado por Giuseppe Cipriani em Veneza, em 1931, o drinque fez sucesso por aqui quando a família aportou em Nova York, onde se transformou numa grife de restaurante. A receita tradicional leva champanhe de pêssegos, ou seja, um drinque escandaloso. No Rainbow Room experimentei uma nova versão, um pouco mais forte.
Classificação no índice Garrafologia de coquetéis: inadequado

Receita:
- meia dose de vodca
- 0,25 dose de suco de limão
- 0,25 dose de licor de pêssego
- 0,25 dose de frozen (ou purê gelado) de pêssego
- Prosecco
Na coqueteira, bata a vodca, o licor, o purê e o suco, coe em copo de martini e complete com prosecco.

Semana que vem, a noite hip-hop em Nova York, turbinada com mais três drinques: Bloody Mary, Metropolitan e The Fourth Element


MGMT agita moderninhos no TIM Festival # por Felipe van Deursen

Na falta de um nome realmente de peso, o MGMT – e não o rapper Kanye West, como foi previsto – assumiu o papel de maior atração do Tim Festival 2008. A banda nova-iorquina surpreendeu, agitou e pôs o público para pular. Parecia até rock de verdade, com roqueiros de verdade na platéia. Mas era uma noite indie. Já o festival, caduco desde 2007, tentou se redimir, mudando o endereço dos shows em São Paulo. Fazer no Parque do Ibirapuera é muito bom, mas cobrar R$ 610 por quatro dias de festa é uma piada, se não for ofensa. Pelo menos teve Sonny Rollins, lenda do jazz, tocando de graça no sábado de manhã. Vamos às avaliações do “Ponte Brooklyn”, a última noite de shows na Arena de Eventos:

SOM
O The National é oitentista demais, mesmo comparado a todas as bandas oitentistas dos anos 00. A diferença é que eles são deprê, assim como os originais de 25 anos atrás, o que dá mais desenvoltura ao show, que tinha violinos, instrumentos de sopro e uma voz potente no vocalista Matt Berninger. Bacana. Já o MGMT fez o melhor show do festival, parecia banda grande, com as 3500 pessoas presentes pulando alucinadas com os hits “Kids” e “Time to Pretend”, deixados para o final. Sintetizadores, guitarrinhas e meninas empolgadas nas primeiras fileiras, que deram um ar mais pop e mais rock ao ambiente modernoso-indie. Ben Goldwasser e Andrew VanWyngarden tiveram uma recepção pra lá de calorosa, e fizeram por merecer.
NOTA 8,5

PÚBLICO
Indie, o que quer dizer: gente doidona fazendo pose, caras de bigode e roupas estranhas e poucas mulheres bonitas. Mas apesar de blasé, o público soube se divertir, sem exageros, sem brigas, com filas no bar e no banheiro razoáveis.
NOTA 6,5

BAR
Mais uma vez, cerveja a R$5 em copo plástico, água a R$ 4. Atendimento simpático, tanto no caixa como no balcão.
NOTA 5

GERAL
Banheiro patrocinado é outra coisa, estava um brilho, mesmo nas últimas horas da noite. Mas o TIM Festival errou feio ao não trazer nenhum nome significativo (MGMT? Muito bom, mas qualé, os caras têm um álbum, duas músicas conhecidas só por um punhado de descolados) e cobrar um absurdo pelo ingresso. Na edição 2009, se é que ela vai rolar, que mantenham o único ponto realmente positivo no braço paulistano do evento: realizá-lo no Parque do Ibirapuera.
NOTA 3

MAIS TIM FESTIVAL 2008:
Confira a avaliação do show de Kanye West

Confira a avaliação do show de Marcelo Camelo


TIM Festival: Marcelo Camelo tenta salvar a noite que seria de Paul Weller#por Fernando Gueiros


Marcelo Camelo subiu ao palco do Auditório do Ibirapuera para, finalmente, esquentar a terceira noite do TIM Festival. Depois de uma apresentação distante do que um grande festival deve mostrar, feita por Roberta Sá (que decepcionou quando agradeceu a platéia do “Prêmio TIM”), a fila para devolução de ingressos só aumentava. Eram os fãs desconsolados de Paul Weller (atração inglesa que pulou fora do festival e foi substituída por duas atrações: Roberta e Arnaldo Antunes) descontentes com a nova programação.

Arnaldo, sempre bom, encerrou a noite com show para um auditório vazio, com um terço da capacidade. A noite batizada de Bossa Mod (péssimo batismo, diga-se de passagem) era para ser recheada de inovação, com Camelo e Weller, virou um show inédito para os paulistas, o do ex-vocalista do Los Hermanos – sem dúvida o ponto alto da noite. O carioca entrou no palco por volta das 22h junto com o grupo Hurtmold e com o trompetista americano Rob Mazurek. Estava armado o concerto do primeiro CD solo de Marcelo Camelo em São Paulo. A apresentação mais cheia (quase lotada) da noite tinha na platéia fãs inveterados com as novas canções na ponta da língua e duas versões de músicas do antigo grupo de Camelo: “Morena” e “Pois É”.


SOM

A banda Hurtmold quase engoliu o vocalista. O som primoroso do grupo paulista estava enchendo o ar do auditório de graça e virtuosismo, o que quase (eu disse quase) deixou Camelo em segundo plano. Foram momentos que misturaram jazz e rock progressivo da melhor qualidade. Se não fosse pela sua humildade em permitir os arranjos inusitados do Hurtmold e pela sua bonita poesia, Marcelo Camelo perderia o show. A qualidade técnica do auditório é boa, toda a leva de instrumentos podia ser ouvida com classe (xilofone, três guitarras, baixo, batera, trompete, sax, percurssão, voz….). Camelo acertou quando entrou em sintonia com a banda paulistana, sem que um ou outro tomasse a cena. Caso contrário, seria um desastre. E a potência sonora ao vivo bateu de longe a qualidade técnica do CD. Destaque para as músicas “Mais Tarde” e “Tudo Passa”, tristeza por Camelo não ter tocado o samba-pierrot “Copacabana” e a melancólica “Santa Chuva”.

NOTA 8


PÚBLICO

Seres modernosos ao quadrado, misturados a jornalistas famintos por novidades e uma ou outra gata de parar o trânsito. O fator preço (R$150), a desistência da grande atração (Paul Weller) e o fato de todos assistirem sentados a um show do ex-Los Hermanos (conhecido por arrancar gritos das fãs) afetaram a noite.

NOTA 6


BAR

Entre cada apresentação havia um tempo de aproximadamente 15 minutos para descer ao saguão e comprar uma Bohemia por R$4. A cerveja estava gelada, e se resumia ao saguão. Dentro do Auditório nada de birita.

NOTA 6


GERAL

O TIM Festival está amargando a falta de público. O evento é grandioso, porém murcho. O que se via eram muito convidados, alguns indiferentes sobre os shows. No caso desta terceira noite no Auditório o clima foi ainda mais amargo: a grande atração da noite não apareceu e as filas para devolução eram maiores do que as do bar.

NOTA 2