Em certas sociedades o ingresso na vida adulta é levado a ferro e fogo. Nessas culturas, seus habitantes só serão realmente homens se passarem por uma prova capaz de colocar em jogo coragem, resistência à dor e força. Ainda hoje tribos em todo planeta realizam ritos que representam a entrada no mundo masculino. Abaixo estão quatro dos mais sofríveis e bizarros ritos de passagem para alguém se tornar um homem em diferentes sociedades tribais:
4. Mergulho de cabeça no Vanuatu (Oceânia)
Bungee Jumping é para os amadores. Os nativos de Vanuatu, um arquipélago na Oceânia, encaram uma prova bem próxima de sair correndo e bater a cabeça contra a parede. Em uma estrutura bem tosca de madeira, com mais de 30 metros, os voluntários kamikazes voluntariamente começam a escalar e, no pico da torre, amarram cordas nos tornozelos.
Até aí, tudo bem. O problema é calcular o comprimento da corda já que objetivo não é só pular, mas sim quase bater a cabeça no chão. Os Vanuatus admiram os voluntários que chegam mais próximos da morte. Quem consegue pular e encostar os ombros torna-se um herói para o povo. Claro, vários que tentam ficam paraplégicos ou mortos. Mas não há dúvidas de que são bastante homens.
3. Pular em touros (Etiópia)
Você vive na tribo Hamar, na Etiópia, e gostou de uma garota da sua etnia? Amigão, prepare-se porque o pai dela vai mandar você caminhar no dorso de touros para provar que é macho de verdade.
Os quatro chifrudos mais furiosos da tribo são colocados lado a lado. O candidato chega quase peladão e deve subir no dorso do primeiro touro e pular sobre cada um dos bovinos até chegar à outra extremidade. O desafio é repetido três vezes. No fim, se conseguir ir até o final, os nativos berram e o garotinho torna-se um “maza”, ou seja, um verdadeiro homem. Agora ele pode dar pulos de alegria e se casar com sua pretendente.
2. Mão cheia de formigas (Brasil)
A tribo indígena Sateré Mawé vive na Amazônia e é reconhecida como um dos primeiros povos a cultivarem o guaraná. Dentro de suas tradições, para virar homem, tem que colocar a mão no fogo. Ou melhor, nas formigas. O ritual de iniciação para um garoto virar homem é feito com danças, cantos e uma luva transbordando de tocandiras (formigas com poderosos ferrões capazes de causar dor e tremores por mais de 24 horas).
O futuro homem deve vesti-la e ser picado 20 vezes na mão. Isso leva uns 10 minutos. Ah, e não pode emitir nenhum gemido de dor. O rito serve para provar sua coragem, força e resistência à dor. Normalmente, a prova é acompanhada por índias solteiras que cantam e dançam em busca de maridos fortes e corajosos.
1. Eca! (Papua Nova Guiné)
A tribo Sambia, de Papua Nova Guiné, merece o prêmio de mais nojento ritual para a masculinidade. Aliás, há até com controvérsias se eles se tornam “homens” no sentido correto da palavra. O ritual começa aos 7 anos quando o menino é separado da mãe. A partir daí ele passa a viver num grupo onde o convívio com mulheres é completamente proibido. Nem mesmo fazer o mesmo caminho que elas é permitido. Nesta fase, o garoto passa recebe brutais espancamentos (o primeiro consiste em enfiar um canudo afiado no nariz até o sangue jorrar pelas narinas).
Depois de apanhar, vem a parte nojenta. Antes dos 13 anos, o garoto, para estar pronto para procriar, deve ir à floresta com um “homem maduro” e beber o máximo possível do sêmen dele. E sim, ele mesmo precisa tirar o sêmen do fornecedor. Depois do drinque, ele ainda fica mais um tempo tomando sopapos quando, em torno dos 20 anos, finalmente pode casar-se.
No entanto, antes de finalmente ter uma mulher, os anciões deixam bem claro para ele tomar alguns cuidados com o sexo. Coisas básicas, como não penetrar muito fundo da garota, mastigar hortelã para não sentir o cheiro das genitais de sua parceira e também tomar um bom banho de lama depois da relação. Tudo para evitar as “impurezas” das donzelas de Sambia. Ah, sim, mesmo depois de casados, os homens da tribo preferem passar seu tempo com os machos e rejeitam as mulheres.
Post tirado do blog Art Of Manliness