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Bom site para ouvir música: The hype machine #da redação, de fone no ouvido

Deu vontade de ouvir um som e não sabe onde encontrar? O site Hype Machine é uma rádio online baseada em blogs e conta com um acervo imenso, além de várias novidades. As músicas que foram comentadas nas últimas horas na blogosfera vão parar lá. Ou seja, é ótimo para conhecer bandas novas. O site possui também um player no rodapé da página e oferece links para baixar as canções via iTunes ou Amazon. O mais legal é fazer pesquisas sobre um artista e encontrar coisas bacanas que você só acha em blogs, como versões raras, ao vivo e demos.

O pai de todos os barracos no rock # da redação, em chamas

Aos 73 anos, Jerry Lee Lewis ostenta cabelos brancos e estampa no rosto alguns traços da idade. Largou as bebidas e jura que só toma refresco de uva. A gente acredita, mas não esquece: ele é o mesmo sujeito que ficou conhecido por atear fogo, literalmente, ao piano.

A voz é a mesma de Great Balls of Fire, seu maior sucesso, e a agilidade ao piano ainda impressiona. Idolatrado por artistas de ontem e de hoje, o Killer – apelido que o acompanha desde sempre – mantém-se firme entre as lendas do rock. Continua irreverente e guarda o sorriso de quem tem bons (e conturbados) momentos na biografia. Um exemplo no Brasil: em 1993 foi ao programa Jô Soares Onze e Meia e, em vez de dar uma entrevista, sentou-se ao piano e martelou Whole Lotta Shakin Goin’ On. Estava completamente bêbado.

Jerry é o grande responsável pelos excessos no mundo da música. Se Amy Winehouse arrebenta o londrino Riverbank Plaza; se Axl Rose destrói um quarto do Berns Hotel, em Estocolmo; se Ozzy Osbourne arranca a cabeça de um morcego com os dentes… A culpa é de Jerry Lee Lewis.

O cara, que já estudou para ser pastor, fará novos shows no Brasil: em Porto Alegre (no dia 16 de setembro), em São Paulo (18/9) e em Belo Horizonte (20/9).

Isto é rock’n'roll!
Cinco fatos bizarros sobre o Killer

Hinos religiosos ao som do capeta
Em 1950, Jerry foi expulso do Southwestern Bible Institute, no Texas. Motivo: suas versões em rock dos cânticos da igreja.

Piano em chamas
Na abertura de um show, em 1957, Lewis irritou-se porque Chuck Berry encerraria a noite. Por isso, ao fim de seu show, Jerry ateou fogo no piano para que Chuck não usasse o palco.

Uns pegas na prima
Durante uma turnê pela Inglaterra, a imprensa descobriu que a namorada de Jerry, Myra Gale Brown, era sua prima em segundo grau e tinha apenas 13 anos. Jerry acabou expulso do país.

O baixista sempre leva a pior
Em 1976, durante uma demonstração de sua .357 Magnum, o Killer acertou seu baixista, Butch Owens, no peito. O músico sobreviveu e depois contou que Jerry disparava contra garrafas, e o que o acertou foi o ricocheteio dos tiros.

Missão: matar o rei do rock
Barrado por um segurança na entrada da mansão do rei do rock, Jerry sacou uma arma e disse, sarcasticamente, que queria matar Elvis Presley. Foi detido e levado à delegacia.

(Rodolfo Viana)


clipe de terror! # da redação, que não se borra à toa

A banda indie Metric usou um artifício pouco explorado para o clipe de sua música “Monster Hospital:” um vídeo inspirado em filmes antigos de terror. Muito sangue em volta da vocalista gata Emily Haines.

Em tempo: o clipe não é novidade, mas e daí? É bom. Veja aqui, com a música remixada pelo duo canadense igualmente hypado MSTRKRFT (para ler, é preciso enfiar vogais no meio: “Masterkraft”. Esse povo moderno…)


Madonna, Kate Moss e outras delícias multicoloridas # da redação, que prefere cores quentes

Saiu a capa de Celebration, a nova coletânea da diva Madonna, a ser lançada em 28 de setembro. A capa do álbum, assinada por Mr. Brainwash, e as fotos internas do encarte foram nitidamente inspiradas nas obras do papa da pop art, Andy Warhol.


A ideia não é original: outras gatas já foram retratadas com a mesma técnica. Mas como boa diva contemporânea que é, Madonna não podia passar em branco, mas sim em amarelo, vermelho, azul, verde…

Amy Winehouse, a rainha das clínicas de rehab, foi imortalizada por Gerald Laing a partir de fotos divulgadas em tabloides britânicos:


O genial artista inglês Banksy já retratou a modelo Kate Moss como uma Marilyn Monroe moderna:

Para citar o pai de todos, Jackie, de 1964, é uma das obras-primas de Andy Warhol…


…Que foi um cara esperto: se uma Marilyn Monroe já faz qualquer marmanjo babar, imagine 50 delas:

(Rodolfo Viana)


Confira a nova música do Yo La Tengo #da redação, meio alternativa

A banda americana Yo La Tengo vai lançar seu novo álbum, “Popular Songs”, no dia 8 de setembro. O clipe do primeiro single, Here to Fall, faz jus à psicodelia pesada e progressiva do som:

Baixe Here to Fall de graça

(Fernando Gueiros)


Como Roberto Carlos abriu mão de uma obra-prima # da redação, fã de RC

Não existe dúvida sobre a consagração de Roberto Carlos em seus 50 anos de carreira, como o megashow no Maracanã no sábado (11/6) deixou claro. Mas a enorme quantidade de êxitos do Rei acoberta outras histórias menores e menos sucedidas.

Uma das mais curiosas é de como RC deixou de ser o primeiro a gravar, em 1968, um autêntico clássico da MPB: Wave, de Tom Jobim (aquela que começa com “vou te contar…”).

Esse fato foi detalhado pelo jornalista musical Zuza Homem de Mello em seu livro A Era dos Festivais: Uma Parábola (Editora 34, 2003, R$ 64). Já venerado internacionalmente como um dos criadores da bossa nova, Tom Jobim andava pelos Estados Unidos, onde tinha gravado um LP com Frank Sinatra e feito outros sozinho, com faixas instrumentais.

Mas Tom não curtia as letras em inglês que alguns americanos faziam para suas melodias. Quando gravou um tema instrumental que batizou de Wave, o autor quis ver como ficava com letra em português. Pediu para Chico Buarque fazer uma, mas não deu certo. No fim, o próprio Tom escreveu uma, rebatizando a canção como Vou Te Contar.

Bem nessa época, a TV Record aproveitava a febre popular causada por seus festivais de MPB de 1966 e 1967 e montava mais uma competição musical: a I Bienal do Samba. Para se reaproximar do Brasil, Tom Jobim inscreveu sua Vou Te Contar. E o cantor escalado para defender a música na Bienal foi Roberto Carlos, contratado da Record, onde virou ídolo nacional com o programa Jovem Guarda, entre 1965 e o começo de 1968.

Um astro identificado com o rock participando de um festival de samba cantando uma música do principal compositor da bossa nova? Parece estranho. Mas RC começava a ensaiar uma guinada, trocando a imagem de ídolo da juventude pela de artista adulto.

Só que as datas não se encaixaram. RC foi programado para cantar Vou Te Contar na primeira eliminatória em 12 de maio de 1968. Mas, bem naquele dia, viajou para Las Vegas em lua-de-mel com sua mulher Nice. A TV Record adiou a participação de Roberto para a terceira eliminatória. Mas o Rei não teve tempo de ensaiar e abriu mão de se apresentar. Enfim, deu o cano no Tom.

Lançada em inglês sem maior destaque por Frank Sinatra em 1970, a música só foi ganhar seu status de clássico da MPB em 1976, ao ser gravada por João Gilberto. Com o título original Wave, mas com a letra em português.

E Roberto Carlos só teve a chance de fazer sua versão de Wave em 2008, num show em parceria com Caetano Veloso em homenagem aos 50 anos da bossa nova. Mas, a essa altura, era apenas uma cover. A chance de ficar marcado como o intérprete original de uma obra-prima já tinha sido desperdiçada.

Assista à cover que poderia ser mais um clássico de Roberto Carlos:

(Marcelo Orozco)


Veja o novo clipe do Sonic Youth #da redação, meio que alternativa

O Sonic Youth chega ao seu 16º álbum como “veteranos do rock alternativo”. Eles começaram a correria no final da década de 1980 e são, segundo Kurt Cobain, uma das grandes influências do Nirvana.

No novo álbum, “The Eternal”, que lançou no dia 9 de junho nos Estados Unidos, a banda nova-iorquina mantém seu alto nível – com guitarras estridentes afinadas de um jeito que só o Sonic Youth sabe – muito barulhentas. Você pode comprar as faixas de “The Eternal” pela internet clicando aqui

E para sacar qual é a pegada, veja o clipe do primeiro single do novo álbum. A música chama-se Sacred Tricksters e conta a história de três gatinhas que colocam uma bomba dentro de uma festa. Tudo gravado em Nova York com uma câmera digital. Alternativo, moderno e uma verdadeira pancada nos ouvidos:

(Fernando Gueiros)


Desenhando Serge Gainsbourg # da redação, rebelde nostálgica

Serge Gainsbourg (1928-1991) foi um cantor e compositor pop francês que ficou famoso nos anos 60 e depois virou mito pelas coisas que adorava: boemia e mulheres. Um sedutor desbocado com a barba sempre por fazer, um cigarro Gitanes nos dedos e algum copo de algo alcoólico sempre à mão.

A aura de rebelde adulto de Gainsbourg encanta muita gente ainda. Tanto que foi criado em maio o blog coletivo Draw Serge!: ali, ilustradores e desenhistas colocam, cada um com seu traço próprio, suas visões do ídolo. Imagens legais não faltam, como essa aí em cima, em que Gainsbourg é representado com a eterna Brigitte Bardot, uma de suas conquistas. O artista Paul Thurlby usou cabelo de verdade para retratar a atriz francesa.

Quer ver o próprio Gainsbourg em ação? Então confira o clipe de seu maior sucesso internacional: Je T’Aime… Moi Non Plus, de 1969, um dueto com a atriz inglesa Jane Birkin, sua mulher na época. Juntos, eles tiveram uma filha que hoje se dá muito bem como atriz e cantora: Charlotte Gainsbourg.

E dá para saber mais sobre Serge em português. A biografia Serge Gainsbourg – Um Punhado de Gitanes, escrita por Sylvie Simmons, foi publicada aqui em 2004 pela Editora Barracuda.

É possível encontrá-la em livrarias de verdade ou da internet, com preço médio de R$ 38.

(Marcelo Orozco)


Homenagem antecipada a Michael Jackson # da redação, tentando o moonwalk

O Yeah Yeah Yeahs pressentiu que algo ia acontecer com Michael Jackson e prestou uma homenagem antecipada: o clipe de “Heads will Roll”, lançado mês passado:

(Kika Brandão)


Um clipe interativo # da redação, ouvindo o indie rock do Também Sou Hype

A banda californiana Cold War Kids fez um clipe bem legal, disponível no site da MTV americana. Lá, você paga de DJ e pode ligar ou desligar cada uma das partes da música: voz, meia-lua, baixo e xilofone. A música, no entanto, não é lá essas coisas.

Para assistir, clique aqui