A sessão Como Era Gostoso…, exibida nas madrugadas da TV a cabo, nos faz relembrar (ou conhecer) as musas do cinema erótico que embalaram tantos amores solitários no passado

Helena Ramos
Com seu jeitinho de menina ingênua do interior (que sempre se deixa seduzir por algum espertalhão), Helena era a estrela máxima do cinema erótico brasileiro nos anos 1970 e 1980.
O auge: O pico de popularidade de Helena veio em Mulher Objeto (1981), um drama erótico dirigido por Silvio de Abreu (aquele das novelas) que, de tão chato, merece ser visto sem volume.

Matilde Mastrangi
A grande estrela da fase derradeira da pornochanchada (anos 1980) fez filmes mais ousados que a média do gênero, com nudez frontal.
O auge: O grande momento de Matilde Mastrangi não foi no cinema. Em 1983, ela fez um strip-tease e leiloou a própria calcinha na boate Gallery, ponto de encontro da alta sociedade paulistana de então.

Vera Fischer
Entre a coroação no Miss Brasil e o estrelato na TV, Vera e a pinta em seu seio direito construíram uma sólida carreira nas pornochanchadas.
O auge: Nenhuma pornochanchada supera A Super Fêmea (1973), em que a nudez da mulher mais desejada do Brasil era exposta ao grande público. O enredo era apenas um detalhe.

Adele Fátima
Adele encantava pela doçura e pelo talento dramático… a quem queremos enganar? Adele Fátima conquistou o Brasil com uma das bundas mais fabulosas que já passaram por este planeta.
O auge: Adele brilhou em Histórias que Nossas Babás não Contavam (1979), uma sátira aos contos de fadas. Ela interpretava Clara das Neves, uma princesa que se esconde na cabana de sete anões lascivos para fugir do caçador interpretado pelo hilário Costinha.

Nádia Lippi
A ruivinha Nádia tinha vida dupla na década de 1970: era uma atriz famosa de telenovelas (como Pai Herói, Globo, 1979) que podia ser vista nua em comédias eróticas no cinema.
O auge: Nádia reluz em A Árvore dos Sexos, uma história surreal dirigida por Silvio de Abreu sobre uma árvore de frutos fálicos que engravidam as mulheres, permitindo que elas tenham uma vida sexual liberada (se engravidassem, a culpa era da planta).

Aldine Müller
Se alguém ameaçava o reinado de Helena Ramos nas pornochanchadas, era a gaúcha Aldine Müller, ex-rainha da Festa da Uva de Caxias do Sul. Ela fez mais de 20 filmes e, para alguns, era mais bonita e gostosa que a colega-rival.
O auge: Aldine já tinha uma reputação (de filmes do naipe de A Ilha das Cangaceiras Virgens e As Meninas Querem… Os Coroas Podem) quando fez Ninfas Diabólicas (1978), um marco do cinema erótico de terror nacional.

Nicole Puzzi
Os homens da época enlouqueciam com corpo esguio, com o nariz empinado e com a carinha de moça de família dessa paranaense – mas, principalmente, por saber que ela ERA uma moça de família.
O auge: Foi a grande musa da melhor fase do diretor Walter Hugo Khouri, participando dos filmes O Prisioneiro do Sexo (1979), O Convite ao Prazer (1980), Eros, o Deus do Amor (1981) e Eu (1987).

Enredos de pornochanchadas em menos de 140 toques
O Bem-dotado – O Homem de Itu (1978): Nuno Leal Maia, um caipira de grande ingenuidade e bilau enorme, leva as damas da sociedade paulista à loucura na cama
Kung Fu Contra as Bonecas (1975): Chang, meio chinês e meio nordestino, enfrenta um bando de cangaceiros afrescalhados para vingar as mortes de seu pai e sua irmã
Gugu, o Bom de Cama (1980): Agildo Ribeiro vive um costureiro gay que é obrigado a casar e tem um filho que também se torna um costureiro gay
O Libertino (1974): o comediante Costinha é um político ultraconservador que mantém uma mansão secreta cheia de mulheres para satisfazer seus desejos
A Ilha das Cangaceiras Virgens (1976): donas de uma pousada, lindas garotas são obrigadas a virar bandoleiras eróticas para vingar um ataque a seus hóspedes
A obra de Walter Hugo Khouri: Marcelo é um homem atormentado que alterna crises existenciais com transas pouco convencionais