Mentes pensantes
Em entrevistas com publicitários, Celso Loducca revela o que se passa na cabeça dos homens mais criativos do país

Nizan Guanaes diz ser um chato que quer ir para o inferno, onde encontrará seus conhecidos. Washington Olivetto não quer ser ninguém menos que Caetano Veloso. Roberto Justus tem medo da morte. Roberto Duailibi decorava um poema por semana durante a infância. As histórias de vida e de sucesso desses publicitários renomados são inspiradoras para muita gente. Celso Loducca, presidente da agência Loducca e sócio da Casa do Saber, resolveu compilar essas histórias que surgiram em bate-papos com 12 dos maiores nomes da publicidade brasileira. De maneira informal, os homens mais criativos do país falam sobre a profissão, o que os motiva diariamente e medos. Mais que uma bíblia para quem trabalha com campanhas, anúncios e jingles, Grandes Publicitários (Casa da Palavra, 240 páginas, R$ 49) traz lições de vida, de sucessos e fracassos, de relações humanas e de busca pela felicidade.

Bate-bola com Celso Loducca

Quem não está no livro e que você gostaria de entrevistar?
Algumas pessoas, mas especialmente o Jaques Lewkowicz, sócio do Luiz Lara na Lew, Lara. [Jaques Lewkowicz foi quem criou o comercial do cigarro Vila Rica estrelado pelo ex-jogador Gérson, que afirma: “Gosto de levar vantagem em tudo, certo?”. Sua campanha cunhou o que hoje conhecemos como Lei de Gérson, ou a ideia de levar vantagem em tudo].

O que podemos aprender com publicitários?

A olhar sempre o lado bom de qualquer situação.

Por que o livro interessa mesmo a quem não trabalha com comunicação?
Ele não é um desfilar de cases de comunicação mas, principalmente, quem são os homens por trás deles e como eles pensam o mundo. Para quem se interessa pela vida, conhecer outras pessoas, outros mundos, é sempre encantador.

Essa é a sua segunda experiência literária – a primeira foi recriar O Aleph, de Paulo Coelho, por tuítes. Qual será a próxima empreitada nas letras?
Em nenhuma dessas “experiências literárias” eu realmente fiz alguma coisa importante. O AlephTweets [alephtweets.com.br] foi só uma maneira inovadora de ler os primeiros capítulos do livro de Paulo Coelho. Em Grandes Publicitários, fiz algumas das perguntas, mas o que importa na verdade são as respostas. Ano que vem, a Casa da Palavra deve lançar a transcrição do curso Grandes Criativos, do qual fiz uma parte, agora com o chef Alex Atala, o designer Marcelo Rosenbaum, o diretor de teatro Rodolfo García Vázquez e o artista plástico Eduardo Srur. Um dia, talvez, eu escreva um livro de verdade.

Última pergunta: todo publicitário pensa ser Deus?
Só se for publicitário argentino.

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Teste para cardíaco
Livro traz as melhores pérolas de Galvão Bueno. Haja coração, amigo!

Ao fim da Copa do Mundo de 2010, decepção: o Brasil não deu show, não trouxe o caneco. Mas nem por isso saímos de mãos vazias! Ganhamos o ouro em tiração de sarro com o vídeo Dunga em um Dia de Fúria, no Youtube, e o movimento Cala a Boca, Galvão. Pablo Peixoto, autor do vídeo que já teve mais de 1,7 milhão de acessos, resolveu adotar o clamor popular para que o narrador global se calasse e colocar a saga de Galvão Bueno em um livro.
Calaboca Galvão (Panda Books, 140 páginas, R$ 39,90) é a coletânea das melhores frases do narrador, sempre comentadas por Pablo. Há umas bem engraçadas, como:

“Hamilton marca a volta mais rápida. É lógico que a segunda volta será a mais rápida, já que na primeira eles largam parados.”

“Eles começam o segundo tempo como o primeiro, tocando a bola.”