Da revista: fevereiro
Um brinde a Arsênievich!
Biografia do criador da Smirnoff é uma aula de história russa a ser curtida – em vodca
Deve haver, em alguma cultura perdida e mais avançada que a nossa, a versão de que o homem inventou a roda unicamente para facilitar o transporte de bebidas alcoólicas de um lado para outro. Tá certo. Isso é papo de bêbado, apenas. A roda não é um marco na história. Não tanto quanto a vida de Piotr Arsênievich Smirnov, escravo originário de uma pequena aldeia que, mesmo sem educação, deu início ao império da vodca na Rússia na metade do século 19. Ele é responsável pela mais célebre marca de vodca do mundo, a Smirnoff. Agora, a vida de Smirnov está nas páginas de O Rei da Vodca (Zahar, 364 páginas, R$ 39), da jornalista americana Linda Himelstein.
Na obra, Linda conta a saga de Smirnov com o pano de fundo de uma Rússia em transição. Com o alcoolismo em alta no país, a vodca levou a culpa. O governo resolveu interferir: estabeleceu o monopólio estatal da bebida e passou a controlar a quantidade e a qualidade do álcool vendido. Um baque para Smirnov. Três anos depois, em 1898, Piotr morreu em Moscou. E teve honrarias dignas de czares e militares. A partir daí, o caos se instaurou na família Smirnov para decidir quem tomaria conta dos negócios pelo mundo. Mas esta é uma história para ser contada – ou melhor, lida – ao sabor de uma boa bebida. Pedimos a Kenji Jesse, mixologista e embaixador mundial da Smirnoff Black, que fizesse um drinque para acompanhar a leitura do livro.
G-Fresh
Ingredientes:
40 ml de suco de toranja
40 ml de vodca
80 ml de água tônica
Gelo
Modo de preparo: monte todos os ingredientes em um copo longo com gelo em cubo e mexa bem com uma colher.
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Outros lançamentos
A Beleza e o Inferno
Roberto Saviano
Bertrand Brasil | 294 páginas | R$ 37
Nesta nova obra do autor de Gomorra, o foco de investigação são as organizações criminosas ao redor do mundo, da máfia italiana à polícia secreta russa. As histórias narram em minúcias os negócios ilegais que envolvem políticos, autoridades, empreiteiras e outros grupos. No capítulo Magnífica Mercadoria, por exemplo, Saviano destrincha a produção e o comércio de cocaína, negócio que, segundo o autor, destrói todas as camadas da sociedade.
AK-47
Larry Kahaner
Record | 266 páginas | R$ 44,90
O fuzil AK-47 é a segunda arma que mais impactou o mundo no século 20, perdendo apenas para a bomba atômica. Fácil de usar e com um impressionante poder de fogo, ela se prolifera rapidamente tanto entre exércitos oficiais quanto entre traficantes e terroristas. É a arma que “modificou o panorama geopolítico da era pós-Guerra Fria”, diz Kahaner. Este livro traz uma análise aprofundada sobre o impacto do uso do AK-47, responsável por mais de 250 mil mortes todos os anos, de acordo com o autor.










