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Substantivo Masculino

por Tiago Lopes

O blog de literatura da VIP. Porque nem só de orgias, bebedeiras e jogatinas vive um homem.



10 livros para as férias de verão

VIP selecionou uma dezena de títulos para você curtir nas férias de verão.

O Que se Passa na Cabeça dos Cachorros
Malcolm Gladwell | Sextante
400 páginas | R$ 39,90
Esta coletânea de crônicas traz os melhores artigos publicados por Gladwell na revista The New Yorker, desde 1996. O autor examina alguns enigmas da humanidade, como a razão para Bush apostar que Saddam Hussein mantinha armas de destruição em massa ou por que teremos mais acidentes espaciais como o do Challenger. Livro para ler aos poucos, com calma.
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Os Homens Que Encaravam Cabras
Jon Ronson | Record
304 páginas | R$ 42,90
O livro é um trabalho jornalístico sobre o grupo militar criado pelas Forças Armadas dos EUA em 1979 que buscavam para si poderes paranormais como ficar invisível, atravessar paredes ou matar uma cabra com o poder da mente, apenas encarando-a. A realidade é bem bizarra, né?

The Master Switch
(em inglês)
Tim Wu | Alfred A. Knopf
366 páginas | US$ 27,95 (+ frete e impostos)
Telefone, rádio, televisão, cinema e a internet. The Master Switch repassa a história da comunicação por um viés pouco explorado – a política, desde a apropriação feita pelos governos até o uso da máquina de comunicação. Bom livro para o fim das férias, quando a cabeça já pensa no trabalho.

Pornopopéia
Reinaldo Moraes | Objetiva
480 páginas | R$ 56,90
Vai fazer dois anos que este livro foi lançado, mas ainda não houve nenhum outro que trouxesse uma história de sexo e drogas tão boa quanto a do ex-cineasta marginal Zeca. Libertino, Pornopopéia é excelente leitura para aquela noite quente refrescada por caipirinhas.
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Eu Sou Ozzy
Ozzy Osbourne | Benvirá
416 páginas | R$ 49,90
Uma das melhores biografias do ano, Eu Sou Ozzy fala da vida do ex-frontman do Black Sabbath e ícone do rock Ozzy Osbourne. Sim, aquele que mordeu a cabeça de uma pomba, de um morcego… Mas além disso, ele é quem abriu fogo contra as galinhas que sua mulher criava. Precisa dizer mais? Hilário, é um excelente livro para as conversas de bar.

Chabadabadá
Xico Sá | Record
184 páginas | R$ 37,90
Um manual. Não há outra forma de definir esta obra do macho-alfa Xico Sá. São pequenos textos – todos muito divertidos – que observam como os homens estão perdidos neste mundo cada vez mais dominado pelas mulheres, e como lidar com as senhoras do zeitgeist. (Dica da VIP: homem que é homem nunca usa o termo zeitgeist. Soa afrescalhado.)

Cachalote
Daniel Galera e Rafael Coutinho | Quadrinhos na Cia.
280 páginas | R$ 45

Um marco nos romances gráficos no Brasil, Cachalote é um compêndio sobre o silêncio e o desejo de emergir do fundo do poço. Histórias em que o vazio é o protagonista da realidade. Toda felicidade é efêmera. Nenhuma redenção é plena. Excelente opção para aquela tarde de chuva tropical.
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Desgracida
Dalton Trevisan | Record
240 páginas | R$ 37,90
Desgracida é dividido em dois: a primeira parte traz noventa contos curtos e ácidos, cheios de erotismo e de misérias; a segunda, cartas de Dalton Trevisan a personalidades como Rubem Braga e Otto Lara Resende. Uma boa leitura para o fim de tarde, quando dá aquela esfriada de leve.

A Onda
Susan Casey | Zahar
328 páginas | R$ 29,90
Livro-reportagem que explora o fenômeno das ondas gigantes e a visão de grupos distintos diante dessa força natural – surfistas, marinheiros, cientistas… Enquanto uns se divertem, outros sofrem com as gigantes dos oceanos. Para ler de manhãzinha, sentado na areia e olhando o mar.

O Livro dos Mortos do Rock
David Comfort | Aleph
408 páginas | R$ 55
Além da música de primeira qualidade, Hendrix, Elvis, Lennon, Kurt, Jim, Jerry e Janis têm algo em comum: a morte precoce. Este livro conta a vida peculiar e o espírito autodestrutivo desses deuses da música, o que culminou em tragédia para todos eles. Para ler na rede.
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Da revista: novembro

Há uma mulher. Ela me odeia
Grande nome da literatura húngara chega ao Brasil com Uma Mulher

Uma é anã. A outra tem o tamanho de um búfalo. Péter Esterházy passeia pela fauna feminina em Uma Mulher (Cosac Naify, 184 páginas, R$ 43), seu primeiro livro lançado no Brasil, apesar de o escritor húngaro ter mais de 30 publicados lá fora. São 97 textos que descrevem 97 mulheres. Ou seria apenas uma mulher em 97 facetas? Difícil saber. Além disso, com humor e perspicácia, Esterházy consegue confundir ainda mais os limites de amor e ódio. Tudo parece a mesma coisa. E não é?

Às vezes amado e odiado simultaneamente, Esterházy mantém aquele olhar curioso de homem diante da mulher que não se faz compreender. A dama da irracionalidade. A rainha do bem-me-quer-mal-me-quer. Uma mulher que é, na verdade e ao mesmo tempo, muitas mulheres: a minha, a sua, a nossa. (A nossa?)

O autor mapeia a alma feminina com o zelo e o medo que todo homem deveria ter ao tentar desmistificar o sexo frágil – que, de frágil mesmo, só tem as unhas recém-pintadas. A difereça entre o húngaro e nós é que ele faz tal serviço com maestria. E prudência, o que é fundamental na Hungria, terra onde se cunhou o provérbio “A mulher de um homem imprudente é quase uma viúva”.

3 perguntas para Péter Esterházy

Afinal, há quantos tipos de mulher no mundo?
Eu diria que há exatamente tantos tipos de mulheres quanto de homens. Ou os tipos de mulheres dependem de nossos pontos de vista, de como nós as olhamos. Ainda ontem ela era uma rainha, era tão brilhante, que nós tínhamos que fechar os olhos; e hoje, cinzenta, não se a vê de forma alguma.

Durante a escrita de Uma Mulher, que mulher permeou seus pensamentos? Em quem se inspirou?
Eu já me esqueci… Era uma mulher? A rainha ou essa cinzenta? Ou um homem? Ou uma flor? Não sei mais, mas estava muito inspirado.

Descrever a natureza feminina não é uma empreitada vã?
Sim, seria um trabalho infinito (porém nada ruim). Eu gostaria de falar menos sobre a natureza feminina (ou masculina), e mais sobre a relação entre duas pessoas. E falar sobre essa relação somente com a (questionável) ajuda dos corpos. O que significa quando dois corpos estão para sempre juntos e tão próximos? O que parece essa busca sempre desesperadora por… pelo quê? Pela perfeição? Pelo infinito amor através do finito corpo? A propósito, a veracidade a respeito das coisas mais inverossímeis de um texto é o mais belo na literatura.

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Literatura para o apocalipse
Sobreviveu ao fim do mundo? Leia

É isso aí, leitor. O ano de 2012 se aproxima e logo a Terra passará por mudanças catastróficas, de acordo com as profecias maias. O Sol se alinhará com o centro da galáxia, o eixo da Terra sofrerá alteração e aí, amigo, f*deu: teremos terremotos, vulcões, enchentes… A data dessa muvuca cósmica é 21 de dezembro de 2012, o que significa muitas coisas — a mais importante é: não veremos o estádio do Corinthians pronto. Mas não lamente, condenado leitor. Até 2012, podemos convencer a Sandy a ser capa da VIP. Ou ainda nos prepararmos para passar pelo apocalipse sem traumas. Para este segundo item, VIP escolheu quatro livros que você deve começar a ler neste exato momento.

Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas
Dale Carnegie | Nacional | 320 páginas | R$ 55
O que é: uma “bíblia” que se dispõe a postular mandamentos sobre o relacionamento interpessoal, ensinando maneiras de fazer as pessoas gostarem de você e para convencê-las a pensar do seu modo.
Utilidade prática: aliados são importantes nos momentos críticos. Imagine aquele seu vizinho com quem você sempre manteve uma rixa. Se o estoque de ervilha em lata dele for maior que o seu, é bom fazer dele um amigo de infância.

O Monge e o Executivo
James C. Hunter | Sextante | 44 páginas | R$ 19,90
O que é: misto de ficção e autoajuda, trata-se de um best-seller que enfoca a liderança como uma via dupla: o líder é aquele disposto a servir.
Utilidade prática: depois do fim do mundo, será preciso que um homem lidere os poucos sobreviventes à reconstrução da Terra — e à perpetuação da espécie com as mais belas gatas pós-apocalípticas. Esse homem será o ser supremo, o todo-poderoso, alguém como Steve Jobs, Neymar ou você.

CIA: Manual Oficial de Truques e Espionagem
Keith Melton e Robert Wallace | Lua de Papel | 224 páginas | R$ 34,90
O que é: uma seleção de truques que o mágico John Mulholland (sim, um mágico) ensinou à CIA na década de 1950, quando a Guerra Fria era uma ameaça mundial.
Utilidade prática: você aprenderá truques importantes que garantirão sua sobrevivência — ou ao menos entreterão os sobreviventes. Exemplo: cifrar mensagens de acordo com o entrelaçar do cadarço do sapato, o que evitará que zumbis detectem a comunicação.

Veja Como Se Faz
Derek Fagerstrom, Lauren Smith e The Show Me Team | Sextante | 320 páginas | R$ 49,90
O que é: uma seleção com 500 instruções para atividades cotidianas — ou nem tanto — de maneira ilustrada.
Utilidade prática: depois do apocalipse, o mundo precisará de um MacGyver. Ele pode ser você, contanto que você saiba como proceder diante das adversidades. Apenas no capítulo Sobrevivência, há 19 lições que vão desde testar se uma planta é comestível até se defender de um tubarão, o que será essencial no caso de enchentes e tsunamis.