/// As capas da VIP em preto e branco

Uma foto em preto e branco pode dar um efeito clássico a uma capa. E a VIP lançou mão desse recurso algumas vezes em sua história, especialmente na fase com ensaios com mulheres famosas, iniciada em 1997. Um dos primeiros exemplos foi essa edição acima, de outubro de 1997 fevereiro de 2000, estrelada por Ana Paula, uma das melhores e mais bonitas jogadoras de vôlei que a Seleção Brasileira já teve.

Em termos absolutos, a primeira capa P&B da revista foi em abril de 1992, da qual já falamos neste post. A segunda sem cores na foto também já foi mencionada neste blog: saiu em dezembro de 1994 e tinha Rubens Barrichello como personagem.

A terceira (ao lado) foi às bancas em outubro de 1995 e trazia quatro pessoas ricas e bem-sucedidas para ilustrar uma pesquisa sobre os hábitos da classe alta brasileira.

Coincidência ou não, o “efeito daltônico” acabou sendo empregado com mais frequência nas capas das edições com os resultados da eleição das 100+.

Começou com a capa do primeiro título de Scheila Carvalho, a morena do grupo É o Tchan, em agosto de 1999.

A vitória de Daniella Cicarelli nas 100+ de novembro de 2003 também mereceu P&B.

O mesmo se deu com Alinne Moraes em novembro de 2004.

E o efeito retornou nas 100+ vencidas pela (hoje ex-) Panicat Juju Salimeni em 2010 e Deborah Secco em 2011.

Quando essa VIP com a Deborah foi publicada, o uso de P&B na capa já havia sido retomado depois de uma longa ausência de quatro anos. Após a que teve a Alinne Moraes, uma foto sem cores só voltou a aparecer em nossa página frontal na edição de outubro de 2008, com a atriz Fernanda Machado.

Em sua terceira capa de VIP, Sabrina Sato também mereceu o glorioso tratamento em preto e branco em março de 2009.

E a atriz Paloma Bernardi debutou na VIP em clima noir em março de 2011.

Qual será a próxima estrela em preto e branco e vários tons de cinza?


/// O mundo animal nas capas da VIP

Na década passada, houve a curiosa presença de animais contracenando com as estrelas em algumas capas da VIP. Os bichos podiam ser fofinhos como esse cachorro cor-de-rosa acima, afagado pela atriz Taís Araújo na edição de setembro de 2001.

Pouco depois, em novembro de 2001, uma perigosa serpente participava da comemoração de Scheila Carvalho, a morena do grupo de axé music É o Tchan, por seu segundo títuo seguido na eleição das 100+. Garantimos que nenhuma Scheila (nem a cobra) foi colocada em risco durante a produção dessa foto.

Em outubro de 2002, a apresentadora Fabiana Saba (que então aparecia em programas da RedeTV! e está atualmente afastada da televisão) entrou num clima Jane do Tarzan ao ter a companhia de um parente distante da Cheeta.

Depois disso, os bichos passaram nove anos longe de nossas capas. Apenas em agosto de 2011 apareceu outro animal – só que, nessa vez, foi uma estátua de cachorro sobre a qual Dani Albuquerque, apresentadora da RedeTV!, sentou-se para a pose.

Vale lembrar que antes da fase “mulheres na capa”, o mundo animal também marcou presença, mas num contexto de negócios.


/// As capas de Gisele Bündchen na VIP

Quando virou uma sensação mundial das passarelas na virada do milênio, a gaúcha Gisele Bündchen foi agraciada com sua primeira capa da VIP, na edição de março de 2000. Um fenômeno como ela não poderia passar batido.

A chamada da capa celebrava que Gisele triunfava sendo uma super-duper-hiper-top model internacional com o jeito de uma mulher de carne e osso, ao contrário da tendência de garotas muito magras e com cara de androide sem expressão que predominou durante a maior parte dos anos 1990.

O texto nas páginas internas fazia um balanço do que Gisele já tinha alcançado aos 19 anos e o que ainda iria fazer no futuro imediato. Tinha um carro Toyota 4 Runner e uma casa em Woodstock (no Estado de Nova York). Seu rendimento para 2000 era previsto em US$ 5 milhões e, até então, ela fazia 150 desfiles por ano cobrando US$ 15 mil cada um. E uma curiosidade: seu apelido de infância (muito injusto) era Olívia Palito.

Gisele voltou à capa da VIP em novembro de 2008 com sua vitória triunfal nas 100+. A entrevista que acompanhava seu ensaio de campeã da eleição das mulheres mais sexy do mundo tinha um trecho divertido:

  • VIP – Em que situação você se sente mais sexy?
  • Gisele - Humm! Em que situação me sinto mais sexy? Difícil, não me sinto sexy muitas vezes, talvez quando estou arrumada para uma festa ou na praia, bem à vontade, cabelo solto, minha prancha embaixo do braço.
  • VIP – E os homens? Quando você acha que eles sabem ser sexy?
  • Gisele - Quando sabem ser autênticos. Quando me fazem sorrir.
  • VIP – Existe alguma parte de seu corpo que você não considera sexy?
  • Gisele - Olha, como eu já disse, não me considero sexy. Em vez de responder o que não considero sexy, acho melhor responder uma parte que gosto: minha barriga.

/// O jogo de War de Angelina Jolie

Angelina Jolie nem estava concorrendo a prêmio algum, mas roubou a cena do Oscar no último domingo (27/2) ao exibir sorrateiramente uma das pernas através de uma fenda em seu vestido preto. Enfim, basta aparecer que ela magnetiza o público. É por essa razão que Angelina fez história na VIP: foi a primeira estrela estrangeira em nossa capa (a partir de 1997, quando a VIP passou a ter só belas mulheres na página frontal) e, por enquanto, a única não-brasileira a se tornar campeã das 100+. Isso aconteceu na edição de novembro de 2005.

Mas Angelina já era presença constante na VIP antes de ganhar esse título. A primeira vez em que ela apareceu em nosso radar foi na edição de abril de 2000. Em fevereiro de 2004, concedeu uma entrevista à hoje extinta seção “Talk Show”, na qual falava principalmente de seus trabalhos humanitários e do primeiro filho que adotou.

Como ela prosseguiu adotando uma criança atrás da outra (sempre em países diferentes) nos anos seguintes, em maio de 2007 fizemos uma brincadeira na seção “Preliminares”: o jogo Wargelina, inspirado no clássico tabuleiro do War.

A diferença desse jogo imaginário para o War verdadeiro era que, no Wargelina, o objetivo não era conquistar territórios em todos os continentes através da guerra, mas sim através da adoção – tanto que as concorrentes eram outras estrelas do show business que reforçavam o time das mães adotivas na época.

Para ver os detalhes do jogo Wargelina, clique na imagem para ampliá-la.