VIP Vintage Marcelo Orozco

O lugar dos tesouros retrô: carros, produtos, propagandas, fotos, vídeos… tudo das antigas

/// As capas de Camila Pitanga na VIP

Estreia nesta sexta-feira (20/4) o filme Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios, estrelado por Camila Pitanga, que se vê envolvida em um triângulo amoroso na Amazônia. Na direção, Beto Brant e Beto Ciasca repetem a tabelinha que já fizeram em Cão Sem Dono (2007).

Mas voltemos à Camila, hoje estrela consagrada de novelas da Globo e do cinema brasileiro. Ela apareceu na capa da VIP em duas ocasiões quando ainda estava em ascensão, mas já chamava a atenção do público por sua beleza morena e seu talento.

A primeira capa foi na edição de março de 1998 (acima). E o repeteco de Camila veio em julho de 2000 (abaixo).

Na entrevista de e Camila nessa edição de 2000, ela recusou-se a ficar rotulada como “boa moça”.

  • VIP – Sua imagem pública é de boa moça. Quando a Pitanga enfia o pé na jaca?
  • Camila Pitanga - Boa moça, eu? Deus me livre! No trabalho eu tenho cuidado com a minha imagem, mas vivo minha vida como uma pessoa normal. Não sou controlada para tudo. Tenho só 23 anos e adoro curtir minha liberdade como qualquer mulher dessa idade: danço, conto piada, rio, saio com os amigos, namoro.

Por muito pouco, não houve uma terceira página frontal da Pitanga em novembro de 2007. É que ela ficou em 2º lugar na eleição das 100+, perdendo o título (e a capa) para a colega global Juliana Paes. Naquele ano, Camila foi a sensação da TV brasileira no papel da garota de programa “de ‘catiguria’” Bebel, na novela Paraíso Tropical.

Abaixo, o trailer do novo filme de Camila.

 

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/// As capas de Gisele Bündchen na VIP

Quando virou uma sensação mundial das passarelas na virada do milênio, a gaúcha Gisele Bündchen foi agraciada com sua primeira capa da VIP, na edição de março de 2000. Um fenômeno como ela não poderia passar batido.

A chamada da capa celebrava que Gisele triunfava sendo uma super-duper-hiper-top model internacional com o jeito de uma mulher de carne e osso, ao contrário da tendência de garotas muito magras e com cara de androide sem expressão que predominou durante a maior parte dos anos 1990.

O texto nas páginas internas fazia um balanço do que Gisele já tinha alcançado aos 19 anos e o que ainda iria fazer no futuro imediato. Tinha um carro Toyota 4 Runner e uma casa em Woodstock (no Estado de Nova York). Seu rendimento para 2000 era previsto em US$ 5 milhões e, até então, ela fazia 150 desfiles por ano cobrando US$ 15 mil cada um. E uma curiosidade: seu apelido de infância (muito injusto) era Olívia Palito.

Gisele voltou à capa da VIP em novembro de 2008 com sua vitória triunfal nas 100+. A entrevista que acompanhava seu ensaio de campeã da eleição das mulheres mais sexy do mundo tinha um trecho divertido:

  • VIP – Em que situação você se sente mais sexy?
  • Gisele - Humm! Em que situação me sinto mais sexy? Difícil, não me sinto sexy muitas vezes, talvez quando estou arrumada para uma festa ou na praia, bem à vontade, cabelo solto, minha prancha embaixo do braço.
  • VIP – E os homens? Quando você acha que eles sabem ser sexy?
  • Gisele - Quando sabem ser autênticos. Quando me fazem sorrir.
  • VIP – Existe alguma parte de seu corpo que você não considera sexy?
  • Gisele - Olha, como eu já disse, não me considero sexy. Em vez de responder o que não considero sexy, acho melhor responder uma parte que gosto: minha barriga.

/// A capa de neon de Danielle Winits e o duelo de Luxemburgos

Damos início ao blog VIP Vintage, no qual vamos cavucar os arquivos da VIP desde 1981 em busca de curiosidades e, é claro, as capas marcantes com mulheres (nossa marca registrada desde 1997). Toda sexta – ou a qualquer momento em edição extraordinária – teremos alguma relíquia de antiquário de nosso acervo. Começamos nossa viagem com a presença em nossas páginas de duas pessoas que marcaram o noticiário na última semana: Danielle Winits e Vanderlei Luxemburgo.

A atriz global Danielle Winits deu um baita susto no sábado (28/1) ao despencar sobre a plateia em uma cena do musical Xanadu, que encena no Rio de Janeiro. Um cabo de segurança se rompeu enquanto ela “voava”. Felizmente, nem Danielle nem outras pessoas sofreram ferimentos mais graves. Melhor sorte ela teve em outro musical importado da Broadway em 2004: Chicago. Fez sucesso no palco e ainda estrelou uma capa da VIP.

Sua presença em Chicago foi celebrada em um ensaio da nossa edição de junho de 2004, no qual Danielle usou o figurino do espetáculo – que só requeria que ela dançasse com os pés no chão, sem decolagens arriscadas sobre o público.

A personagem dela era a dançarina Velma, interpretada no cinema por Catherine Zeta-Jones (que ganhou um Oscar por sua atuação).

E a capa foi especial: aproveitando o clima de grande musical da Broadway, o logotipo da VIP simulou um luminoso de neon, numa raríssima alteração radical da marca, que só costuma mudar de cor de edição para edição.

Foi a terceira capa de Winits na VIP. As duas anteriores foram em fevereiro de 1999 e agosto de 2000.

Essa marca a coloca como uma das 11 mulheres que mais saíram em nossa página frontal. Eis o time das nossas recordistas de capas:

  • 5 capas: Ellen Rocche e Scheila Carvalho
  • 4 capas: Luana Piovani
  • 3 capas: Ana Hickmann, Danielle Winits, Daniela Cicarelli, Deborah Secco, Juliana Paes, Karina Bacchi, Luciana Gimenez, Sabrina Sato e Suzana Alves (Tiazinha)

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Outro personagem da semana foi o técnico Vanderlei Luxemburgo, demitido do Flamengo na quinta (2/2), depois de meses de convívio conturbado com os jogadores, especialmente Ronaldinho Gaúcho, e os dirigentes.

Luxa já saiu várias vezes na VIP, mas a mais divertida foi em setembro de 2000: num dos mais infames episódios de nossa série “Duelo de Titãs”, o treinador mediu forças com Luxemburgo, o minúsculo país aristocrático da Europa (clique sobre a imagem ao lado para vê-la maior).

Na época, Luxemburgo vivia seus últimos dias como técnico da Seleção Brasileira (cairia depois da eliminação para Camarões nas Olimpíadas de Sydney, em 23 de setembro).

Ele também usava a grafia Wanderley em seu nome, antes que denúncias de falsificação de documentação levantaram sua certidão de nascimento e comprovaram que o registro verdadeiro trazia seu nome como Vanderlei – que passou a ser adotado oficialmente por ele até hoje.