/// A incrível Copa das Copas do Mundo da VIP

A edição de junho de 2006, mês em que começaria a Copa do Mundo na Alemanha, bateu um recorde: foi a capa com o maior número de mulheres na história da VIP. Nela aparecem nove modelos vestindo camisas das seleções que iriam disputar o mundial de futebol. A febre de Copa estava presente em várias páginas, mas o destaque foi um excepcional exercício de imaginação: a grande final da Copa das Copas, uma parceria VIP-PLACAR para eleger a melhor seleção de todos os tempos.

A brincadeira era esta: escolher as 16 melhores seleções da história das Copas do Mundo e montar um torneio mata-mata com jogos imaginários. Jornalistas da VIP e da PLACAR (nossa co-irmã, também publicada pela Editora Abril) analisavam os pontos fortes e fracos de cada time histórico e bolavam uma descrição da partida ficcional, estabelecendo um vencedor.

A Copa das Copas se estendeu por três edições da VIP. A primeira fase foi publicada em abril de 2006. Mais uma rodada apareceu em maio. E as semifinais e a apoteótica final aconteceram nessa edição junina.

A tabela dos “jogos” foi esta:

A grande decisão do título foi entre duas superequipes: o Brasil que ganhou o tri na Copa de 1970 contra a Holanda, a “Laranja Mecânica” (ou “Carrossel Holandês”, se preferir) que revolucionou o futebol na Copa de 1974 mas acabou como vice-campeã.

Para ilustrar a “partida”, uma montagem fotográfica mostrava um lance com Cruyff e Neeskens, os principais astros holandeses, encarando Pelé e Rivelino numa disputa de bola (clique na imagem para vê-la maior).

O júri VIP-PLACAR, composto por fanáticos por futebol das duas redações, deu seus palpites de qual seria o resultado desse Brasil-70 x Holanda-74. Todos os cinco jurados indicaram que o Brasil venceria.

Assim, aquele time de Pelé, Rivelino, Tostão, Jairzinho, Carlos Alberto, Gérson e Clodoaldo consagrou-se “em campo” como o maior da história das Copas. Se a realidade impede que esse torneio aconteça mesmo, azar da realidade.


/// As capas desdobráveis de Ana Hickmann

Ana Hickmann começou como modelo de primeira linha e tornou-se uma apresentadora de TV de sucesso. A VIP teve ensaios com ela nessas duas fases de sua carreira. Com um detalhe bem peculiar: Ana estrelou duas das raríssimas capas desdobráveis que a revista já publicou.

A primeira foi em maio de 1998, quando Ana já era uma top model requisitada pelo mundo fashion, mas ainda não muito conhecida do grande público.

Ela dividiu capa e ensaio principal com outras quatro modelos em ascensão, fotografadas por J. R. Duran. Na banca, com a revista fechada, o que se via era a imagem acima, com apenas duas gatas: Camila Spinosa à esquerda e Ana Hickmann à direita.

Quando o leitor abria a revista em sua casa, desdobrava a capa e apareciam as outras três. Depois de Camila e Ana, surgiam (da esquerda para a direita) Silene Zepter, Cássia Ávila e Lara Gerin. A foto está sem as chamadas de capa, mas dá para ter uma ideia de como ficava:

Depois disso, a carreira de Hickmann só cresceu. E muito da fama que ganhou se deveu às inacreditáveis pernas de 1,20 m dela. Já consagrada, ela voltou a posar para a VIP na edição de outubro de 2006. Surgiu a questão: como colocar as superpernas na capa sem deixar a Ana toda encolhida e torta numa pose artificial?

Resposta: com uma capa desdobrável em que ela pudesse aparecer em pé, de corpo inteiro. E com uma mudança: outras capas da VIP que se abriam eram horizontais, mas esta com a Ana era verticalizada. Portanto, nas bancas ela aparecia assim:

Com a capa desdobrada, o leitor tinha esta visão esplendorosa:

“La Hickmann” ainda faria uma terceira capa na edição de março de 2010. E esperamos que outras ainda venham pelo caminho. Com ou sem dobras.