VIP Vintage Marcelo Orozco

O lugar dos tesouros retrô: carros, produtos, propagandas, fotos, vídeos… tudo das antigas

/// A melhor parceira de Elvis Presley [vídeos]

Elvis Presley (1935-1977), o “Rei do Rock”, completaria 78 anos neste 8 de janeiro. Vamos relembrá-lo através da melhor e mais elétrica parceira que ele teve em seus filmes (e também longe das câmeras): a atriz, modelo, cantora e dançarina sueco-americana Ann-Margret (1941-).

Com uma ou outra exceção, os 33 filmes que Presley fez em Hollywood foram corriqueiros. Os roteiros eram banais e a maioria se encaixava no rótulo “comédia romântica”, que variava pouco na trama: Elvis cantava para a garota do filme, Elvis batia num rival, Elvis ficava com a garota no final.

As estrelinhas dos filmes eram belas mas sem maiores talentos dramáticos. Pelo menos isso foi diferente para Viva Las Vegas (no Brasil, Amor à Toda Velocidade), que chegou aos cinemas americanos em maio de 1964.

A atriz escalada foi Ann-Margret, nascida na Suécia mas criada nos Estados Unidos desde a infância, que estava então em ascensão em Hollywood por seus múltiplos talentos e pelo sucesso do filme musical Bye Bye Birdie (Adeus, Amor no Brasil) em 1963.

As cenas com Elvis e Margret, especialmente as musicais, soltam faíscas. Consequência do entrosamento da dupla também longe das câmeras. Eis os dois melhores trechos.

Primeiro, Ann-Margret dança e Elvis emenda com a música “C’mon Everybody”.

Depois, eles dançam em “What’d I Say”, uma cover da música de Ray Charles.

Com essa combinação, Viva Las Vegas acabou sendo a melhor bilheteria da carreira cinematográfica de Elvis. E o caso dos dos astros foi tão intenso que, segundo várias biografias, Elvis teria realmente chacoalhado a ponto de pensar em se casar com Ann-Margret.

No fim, acabaria mesmo contraindo núpcias, como se dizia naqueles tempos, em 1967 com Priscilla Beaulieu, que ele conhecera quando ela ainda era adolescente e ele servia o exército numa base na Alemanha entre 1958 e 1960.

Ann-Margret, que pouco depois seria uma das principais sex-symbols do cinema nos anos 1960, pode não ter sido a Sra. Presley. Mas foi a melhor co-estrela que ele teve.


/// Um tumblr para a primeira sex-symbol do cinema

Você sabe quem foi Clara Bow? Não precisa se angustiar: hoje em dia pouquíssima gente sabe. Uma dessas pessoas criou um tumblr chamado Clara Bow Archive, pelo qual dá para ter uma ideia através de fotos e velhos recortes de jornais e revistas do que ela foi: provavelmente a primeira sex-symbol do cinema nos anos 1920, estrela com maior bilheteria em 1928 e 1929, e conhecida mundialmente como “The It Girl”.

Mastigada pelo ritmo de trabalho, escândalos e pela pressão do marido fazendeiro com quem se casou em 1931, Clara se aposentou e deixou Hollywood em 1933, aos meros 28 anos. E foi sendo esquecida, até porque buscou manter uma vida reclusa até sua morte em 1965.

O Clara Bow Archive faz refletir sobre o que é a fama: alguém tão famosa, conhecida e adorada em seu tempo é praticamente ninguém para praticamente toda a humanidade quase um século depois. Haverá tumblrs daqui a 90 anos para as estrelas de hoje?

Para quem quiser matar a curiosidade, o endereço do tumblr é clarabowarchive.tumblr.com.

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(Fotos: reproduções do tumblr Clara Bow Archive)


/// Efeito polaroid em fotos de celebridades

Tumblroids é um blog do tumblr mantido por duas amigas argentinas cuja diversão é colocar em fotos de celebridades o efeito das antigas máquinas instantâneas. Além da qualidade retrô das cores e contrastes e da tradicional moldura da Polaroid, elas chegam ao requinte de colocar falsas impressões digitais. Assim, tornam-se estrelas dos anos 70 estrelas de hoje como Katy Perry (acima), Mila Kunis, Lana Del Rey e Scarlett Johansson (sequência abaixo).

Artistas do passado também recebem a “polaroidização”. Como esse quarteto de mitos do rock flagrados com um cigarrinho: Jimi Hendrix, Bob Dylan, John Lennon e Paul McCartney.

O mesmo vale para nomes clássicos do cinema, como Marilyn Monroe e Woody Allen.

Pela curiosidade da proposta, vale uma visitinha ao Tumblroids.

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 (Fotos: reproduções tumblr Tumblroids)


/// Nina Hagen e sua mãe estrela de cinema

A cantora alemã Nina Hagen virou estrela no Brasil graças a seu show no primeiro Rock in Rio, em 1985. Com seu visual espalhafatoso (incomum para o grande público na época) e energia meio punk, impressionou e ficou popular mesmo que suas músicas fossem algo malucas e difíceis.

Por algum tempo, ela ficou tão famosa por aqui que foi capa do nº 3 da revista de música BIZZ, publicada pela Editora Abril (mesma empresa da VIP). E gravou um dueto com o cantor Supla (na época, na banda pop-rock Tokyo) na música “Garota de Berlim”.

Lembra disso?

Apesar de não poder ser considerada feia, Nina ficou mais famosa pelos visuais esquisitos e não chegou a ter uma reputação de sex symbol (pelo menos não no jeito tradicional, se é que isso existe). Ao contrário de sua mãe, que chegou a ser chamada de “Brigitte Bardot da Alemanha Oriental” nos anos 1950 e 1960. Veja a foto abaixo e diga se isso procede.

A mãe de Nina é a atriz e cantora Eva-Marie Hagen, nascida em 1934 numa cidade que fazia parte da Alemanha e hoje pertence à Polônia. Depois da 2ª Guerra Mundial, Eva-Marie ficou na parte sob controle da União Soviética, que se tornou a Alemanha Oriental.

Ali, começou a atuar em filmes em 1957 (dois anos depois do nascimento de Nina). Pela beleza nas telas, Eva foi agraciada com a comparação com Bardot, a maior estrela e sex symbol do cinema francês da época.

Eva teve de deixar a comunista Alemanha Oriental em 1977 depois de se envolver em protestos políticos. Ela e Nina mudaram-se para Hamburgo, na Alemanha Ocidental, e ali a jovem Hagen iniciou sua carreira de roqueira.

Nos anos 1980, mãe e filha se juntaram em um dueto em um programa de TV. Elas cantam duas músicas com letras do teatrólogo alemão Bertolt Brecht e melodia de seu parceiro musical Kurt Weill: “Eifersuchtsduett” e “Alabama Song” (esta última também foi regravada por The Doors e David Bowie).

Eis o dueto.

As fotos e as informações sobre Eva foram encontradas através do blog European Film Star Postcards.


/// Os astros e seus carros

Jack Nicholson se divertindo num Fusca conversível nas ensolaradas ruas de Hollywood nos anos 70. É apenas um dos itens da série “Stars & Cars” do blog retrô sueco Farbror Sid: fotos em que aparecem astros do cinema ou da música com carros — deles mesmos ou algum estacionado para posar ao lado.

Algumas outras fotos da série. Primeiro, a pantera Farrah Fawcett com um Mustang.

James Dean e seu adorado Porsche.

Os Beatles numa van na qual viajavam para shows na Inglaterra no começo de seu sucesso.

Marilyn Monroe num Cadillac.

Claudia Cardinale num Chrysler Imperial.

Clark Gable com um Packard.

Syd Barrett, o gênio louco que fundou o Pink Floyd, deitado num Pontiac.

E o rolling stone Mick Jagger num Morgan.

Outras fotos dessa série Stars & Cars podem ser vistas neste link.


/// Jayne Mansfield, a “Marilyn Monroe B”

Na sexta-feira, 29/6, a morte de Jayne Mansfield irá completar 45 anos. Ela estava com 34 anos de idade e foi vítima de um acidente de carro numa estrada perto de Nova Orleans.

Relativamente esquecida hoje, Jayne foi famosa nos anos 1950 como o maior busto de Hollywood. Era praticamente uma “Marilyn Monroe B”, com mais peitos, mais curvas e menos talento dramático. Por sinal, quando sua carreira estava mais apagada nos anos 1960, Jayne interpretou no teatro duas obras que Marilyn estrelou no cinema — Os Homens Preferem as Loiras (Gentlemen Prefer Blondes) e Nunca Fui Santa (Bus Stop).

A hilária foto ao lado dá uma boa noção do que a exuberância da comissão de frente de Jayne Mansfield causava. Basta notar o olhar algo invejoso que a atriz italiana Sophia Loren (que também tinha medidas nada modestas de busto) dispara em direção à loira americana numa festa em que se encontraram.

Suas formas eram tão absurdamente voluptuosas que ela mais parecia uma mulher-cartoon. Algo que Frank Tashlin, um diretor de cinema cuja formação vinha dos desenhos animados, soube explorar muito bem em The Girl Can’t Help It (que no Brasil ganhou o insosso título Sabes o Que Quero), de 1956, um dos melhores filmes da primeira fase do rock’n'roll.

A clássica cena de Jayne caminhando pela rua logo no começo do filme é praticamente um sketch de desenho animado. A música-tema é “The Girl Can’t Help It”, de Little Richard.

No filme, Jayne faz o papel-clichê da loira burra. Ela namora um gângster que quer transformá-la em cantora de sucesso, sem que ela tenha qualquer talento para isso. Um músico é contratado para dar a ela aulas de canto e prepará-la para gravar a música “Rock Around the Rock Pile”. O vídeo abaixo compila as cenas de aula e as ocasiões em que a música é tocada no filme.

The Girl Can’t Help It foi o filme mais decente de Jayne Mansfield, seguido de Em Busca de um Homem (Will Success Spoil Rock Hunter?), de 1957, quase um ancestral mais humorístico do atual seriado Mad Men.

Ela ainda causou sensação em 1958 ao se casar com o fisiculturista húngaro Mickey Hargitay (com ela na foto ao lado), campeão do Mr. Universo em 1955. O casamento durou cinco anos e eles tiveram três filhos. A mais velha é a atriz Mariska Hargitay, mais conhecida pelo seriado Lei & Ordem: Unidade de Vítimas Especiais.

No filme de TV The Jayne Mansfield Story, feito em 1980, o papel de Mickey foi feito por Arnold Schwarzenegger, então ainda começando como ator.

Passado o furor da novidade de Jayne e suas curvas, a carreira dela declinou para filmes B, depois para produções “exploitation” em que aparecia seminua. Passou também a fazer apresentações em boates de cidade em cidade. Morreu numa madrugada poucas horas depois de um show desses. Quando morreu, tinha acabado de fazer um desses shows horas antes em Biloxi.

O carro em que viajava de madrugada para Nova Orleans entrou na traseira de um caminhão. Além dela, morreram no acidente o namorado dela em 1967 e o chofer. Os três filhos de Jayne, que dormiam no banco traseiro, sobreviveram.

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(Fotos: via blog Somebody Stole My Thunder)


/// Uma coleção de cartazes dos saguões dos cinemas

O grupo do Flickr The Movie Lobby Cards Gallery… reúne uma coleção de fotos, cartazes e pôsteres que ficavam expostos no saguão de entrada dos cinemas em que os filmes estavam em cartaz. As imagens são colocadas na galeria pelos vários membros do grupo (146 no momento da apuração deste post), incorrigíveis amantes de filmes antigos.

Na enxuta seleção de “lobby cards” reunidas aqui, dá para perceber a abrangência da coleção: de filmes B a clássicos do cinema e dos longínquos anos 1920/30 (os filmes eram em preto e branco, mas as fotos eram colorizadas) até uns poucos itens dos anos 1970/80/90 , há um pouco de tudo.

Para ver mais de 1 600 imagens como essas, visite este link.

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(Imagens: reproduzidas de The Movie Lobby Cards Gallery…)


/// As capas de Camila Pitanga na VIP

Estreia nesta sexta-feira (20/4) o filme Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios, estrelado por Camila Pitanga, que se vê envolvida em um triângulo amoroso na Amazônia. Na direção, Beto Brant e Beto Ciasca repetem a tabelinha que já fizeram em Cão Sem Dono (2007).

Mas voltemos à Camila, hoje estrela consagrada de novelas da Globo e do cinema brasileiro. Ela apareceu na capa da VIP em duas ocasiões quando ainda estava em ascensão, mas já chamava a atenção do público por sua beleza morena e seu talento.

A primeira capa foi na edição de março de 1998 (acima). E o repeteco de Camila veio em julho de 2000 (abaixo).

Na entrevista de e Camila nessa edição de 2000, ela recusou-se a ficar rotulada como “boa moça”.

  • VIP – Sua imagem pública é de boa moça. Quando a Pitanga enfia o pé na jaca?
  • Camila Pitanga - Boa moça, eu? Deus me livre! No trabalho eu tenho cuidado com a minha imagem, mas vivo minha vida como uma pessoa normal. Não sou controlada para tudo. Tenho só 23 anos e adoro curtir minha liberdade como qualquer mulher dessa idade: danço, conto piada, rio, saio com os amigos, namoro.

Por muito pouco, não houve uma terceira página frontal da Pitanga em novembro de 2007. É que ela ficou em 2º lugar na eleição das 100+, perdendo o título (e a capa) para a colega global Juliana Paes. Naquele ano, Camila foi a sensação da TV brasileira no papel da garota de programa “de ‘catiguria’” Bebel, na novela Paraíso Tropical.

Abaixo, o trailer do novo filme de Camila.

 

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/// Celebridades de hoje nos tempos de escola

O site Retronaut, de espírito retrô similar ao deste blog, tem uma coleção de fotos de pessoas famosas em seus tempos de escola. A página leva o nome de Celebrity Yearbook (algo como “Livro de formatura das celebridades”). É sempre engraçado ver como foram rostos tão facilmente reconhecíveis hoje em dia, como o da atriz Angelina Jolie (acima).

Pensando bem, Angelina nem mudou tanto assim. Bem menos que o hoje todo grisalho galã George Clooney.

E Bruce Willis, que atualmente ostenta uma careca raspada (a solução que ele adotou para driblar a calvície acentuada que já tinha), viveu dias com uma cabeleira de respeito.

Duas cantoras que projetam uma imagem sexy não se apresentavam tão exuberantes na adolescência. Uma é Katy Perry.

A outra é Fergie, do grupo Black Eyed Peas, meio encabulada como cheerleader.

A seleção do Retronaut tem muito mais exemplos como esses. Confira neste link. E, estando no site, vale a pena explorar as inúmeras curiosidades antigas das outras páginas.


/// O mundo animal nas capas da VIP

Na década passada, houve a curiosa presença de animais contracenando com as estrelas em algumas capas da VIP. Os bichos podiam ser fofinhos como esse cachorro cor-de-rosa acima, afagado pela atriz Taís Araújo na edição de setembro de 2001.

Pouco depois, em novembro de 2001, uma perigosa serpente participava da comemoração de Scheila Carvalho, a morena do grupo de axé music É o Tchan, por seu segundo títuo seguido na eleição das 100+. Garantimos que nenhuma Scheila (nem a cobra) foi colocada em risco durante a produção dessa foto.

Em outubro de 2002, a apresentadora Fabiana Saba (que então aparecia em programas da RedeTV! e está atualmente afastada da televisão) entrou num clima Jane do Tarzan ao ter a companhia de um parente distante da Cheeta.

Depois disso, os bichos passaram nove anos longe de nossas capas. Apenas em agosto de 2011 apareceu outro animal – só que, nessa vez, foi uma estátua de cachorro sobre a qual Dani Albuquerque, apresentadora da RedeTV!, sentou-se para a pose.

Vale lembrar que antes da fase “mulheres na capa”, o mundo animal também marcou presença, mas num contexto de negócios.