VIP Vintage Marcelo Orozco

O lugar dos tesouros retrô: carros, produtos, propagandas, fotos, vídeos… tudo das antigas

/// Os irmãos Moreira Salles na capa da VIP

O Festival de Cinema de Cannes 2012 teve sua abertura na quarta-feira, 16/5. Uma das grandes expectativas para a mostra competitiva é o filme Na Estrada, do diretor brasileiro Walter Salles, baseado no clássico livro beat On the Road, do escritor americano Jack Kerouac (1922-1969). O filme deve estrear nos cinemas brasileiros em junho.

No começo da carreira de cineasta, Walter foi capa da VIP (na época, VIP EXAME) ao lado do irmão e colega de profissão João Moreira Salles. Foi na edição de julho de 1989.

Naquele momento, os dois Salles eram notícia por trabalhos em mídias diferentes. João produziu o documentário de TV América, sobre os Estados Unidos, exibido em cinco capítulos na Rede Manchete. E Walter tocava a produção de A Grande Arte, primeiro longa-metragem que dirigiu, baseado numa obra do escritor Rubem Fonseca e que teve elenco internacional. O filme só estrearia em 1991, mas já chamava a atenção pela ambição da produção.


/// As capas de Camila Pitanga na VIP

Estreia nesta sexta-feira (20/4) o filme Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios, estrelado por Camila Pitanga, que se vê envolvida em um triângulo amoroso na Amazônia. Na direção, Beto Brant e Beto Ciasca repetem a tabelinha que já fizeram em Cão Sem Dono (2007).

Mas voltemos à Camila, hoje estrela consagrada de novelas da Globo e do cinema brasileiro. Ela apareceu na capa da VIP em duas ocasiões quando ainda estava em ascensão, mas já chamava a atenção do público por sua beleza morena e seu talento.

A primeira capa foi na edição de março de 1998 (acima). E o repeteco de Camila veio em julho de 2000 (abaixo).

Na entrevista de e Camila nessa edição de 2000, ela recusou-se a ficar rotulada como “boa moça”.

  • VIP – Sua imagem pública é de boa moça. Quando a Pitanga enfia o pé na jaca?
  • Camila Pitanga - Boa moça, eu? Deus me livre! No trabalho eu tenho cuidado com a minha imagem, mas vivo minha vida como uma pessoa normal. Não sou controlada para tudo. Tenho só 23 anos e adoro curtir minha liberdade como qualquer mulher dessa idade: danço, conto piada, rio, saio com os amigos, namoro.

Por muito pouco, não houve uma terceira página frontal da Pitanga em novembro de 2007. É que ela ficou em 2º lugar na eleição das 100+, perdendo o título (e a capa) para a colega global Juliana Paes. Naquele ano, Camila foi a sensação da TV brasileira no papel da garota de programa “de ‘catiguria’” Bebel, na novela Paraíso Tropical.

Abaixo, o trailer do novo filme de Camila.

 

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/// Nossos campeões de F-1 na capa da VIP

Houve um tempo em que o Brasil comandava a Fórmula 1. No período entre a estreia de Emerson Fittipaldi em 1970 e a morte de Ayrton Senna em 1994, os números foram de respeito:

  • 8 títulos mundiais (Emerson em 1972 e 1974, Nelson Piquet em 1981, 1983 e 1987, e Senna em 1988, 1990 e 1991)
  • 5 vice-campeonatos (Emerson em 1973 e 1975, Piquet em 1980 e Senna em 1989 e 1993)
  • 79 vitórias em GPs (41 de Senna, 23 de Piquet, 14 de Emerson e uma de José Carlos Pace, que morreu precocemente num acidente de avião em 1977, sem entrar para o clube dos campeões como poderia)
  • 96 pole-positions (65 de Senna, 24 de Piquet, 6 de Emerson e uma de Pace)

Os três brasileiros campeões foram destaque na VIP. Último a ganhar título, Ayrton Senna foi o primeiro a aparecer em nossa capa em fevereiro de 1989, poucos meses depois de sua primeira conquista.

Nelson Piquet apareceu na capa quando já estava fora da F-1. Foi em agosto de 1992, meses depois do grave acidente que teve nos treinos para as 500 Milhas de Indianápolis, prova da Fórmula Indy, quando bateu num muro e teve pés e pernas esmigalhados.

No ano seguinte, Piquet conseguiu disputar a prova de Indianápolis, só para provar que podia. Depois do acidente, ele não tinha mais como ser competitivo.

E o pioneiro Emerson Fittipaldi esteve em nossa capa em abril de 1996, numa celebração antecipada de seu 50º aniversário (que só aconteceria em dezembro). Depois que deixou a F-1 em 1980, Emerson migrou para a Fórmula Indy em 1984, na qual foi campeão em 1989 e vencedor das 500 Milhas de Indianápolis em 1989 e 1993. Ainda disputava a categoria quando esta edição foi às bancas.

Apenas três meses depois dessa capa, Emerson sofreu um grave acidente na corrida de Michigan que encerrou sua carreira de piloto.

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Um adendo curioso: outro campeão de F-1 apareceu numa capa da VIP, mas sem ser o astro principal. O alemão Michael Schumacher teve direito a apenas um cantinho na página frontal da edição de abril de 1995. Pelo menos ele falava bem do Ayrton Senna na chamada.

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/// As mulheres de Ronaldo Fenômeno na VIP

Olhando capas da VIP na redação, notamos algo que foi recorrente na revista: mulheres com quem o hoje ex-jogador Ronaldo Fenômeno namorou ou se casou. Vamos contar: a primeira foi a ex-jogadora de futebol e apresentadora Susana Werner (acima), com quem ele namorava durante a Copa de 1998.

A transmissão oficial dos jogos da Copa adorava localizar a Susana nas tribunas para embelezar as telas de TV do mundo inteiro. Não muito depois, os dois se separaram. E hoje Susana está bem casada com o goleiro Júlio César, titular do Brasil na Copa de 2010. Ela estrelou nossa edição de julho de 2001.

Depois de Susana, Ronaldo teve seu primeiro casamento com outra garota futebolista: Milene Domingues, que ficou famosa ainda novinha como “rainha das embaixadinhas”. Os dois se casaram em 1999 e tiveram o filho Ronald. Milene saiu na VIP em outubro de 2003, quando ainda ostentava o título de “primeira-dama do futebol”. Só que, no mês seguinte, estourou a notícia da separação do casal.

Novamente solteiro, o Fenômeno não perdeu tempo e teve um romance com a modelo Lívia Lemos. A VIP também não perdeu tempo e colocou a nova “ronaldinha” na capa de fevereiro de 2004.

Mas Lívia foi passageira. Poucos meses depois, Ronaldo começou algo bem mais sério com a modelo e apresentadora Daniella Cicarelli, que estava em seu auge (tinha sido a campeã das 100+ da VIP em 2003). Tão sério que os dois anunciaram noivado em setembro e marcaram casamento.

Para marcar o acontecimento, a VIP deu uma capa “despedida de solteira” para Cicarelli em outubro de 2004. O casamento aconteceu em fevereiro de 2005, mas acabou apenas três meses depois.

A próxima namorada do Fenômeno foi a top model Raica Oliveira, que anunciou a chegada do verão em nossa edição de dezembro de 2005, pouco tempo depois de a ligação entre eles ter chegado ao noticiário. Eles estavam juntos quando Ronaldo disputou sua quarta e última Copa na Alemanha, em junho e julho de 2006. Em setembro, já tinham acabado.

E parou por aí. Bia Antony, com quem Ronaldo está casado desde 2008 (em março, eles negaram boatos de separação) e teve dois filhos, nunca marcou presença numa capa da VIP.

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/// As capas da VIP em preto e branco

Uma foto em preto e branco pode dar um efeito clássico a uma capa. E a VIP lançou mão desse recurso algumas vezes em sua história, especialmente na fase com ensaios com mulheres famosas, iniciada em 1997. Um dos primeiros exemplos foi essa edição acima, de outubro de 1997 fevereiro de 2000, estrelada por Ana Paula, uma das melhores e mais bonitas jogadoras de vôlei que a Seleção Brasileira já teve.

Em termos absolutos, a primeira capa P&B da revista foi em abril de 1992, da qual já falamos neste post. A segunda sem cores na foto também já foi mencionada neste blog: saiu em dezembro de 1994 e tinha Rubens Barrichello como personagem.

A terceira (ao lado) foi às bancas em outubro de 1995 e trazia quatro pessoas ricas e bem-sucedidas para ilustrar uma pesquisa sobre os hábitos da classe alta brasileira.

Coincidência ou não, o “efeito daltônico” acabou sendo empregado com mais frequência nas capas das edições com os resultados da eleição das 100+.

Começou com a capa do primeiro título de Scheila Carvalho, a morena do grupo É o Tchan, em agosto de 1999.

A vitória de Daniella Cicarelli nas 100+ de novembro de 2003 também mereceu P&B.

O mesmo se deu com Alinne Moraes em novembro de 2004.

E o efeito retornou nas 100+ vencidas pela (hoje ex-) Panicat Juju Salimeni em 2010 e Deborah Secco em 2011.

Quando essa VIP com a Deborah foi publicada, o uso de P&B na capa já havia sido retomado depois de uma longa ausência de quatro anos. Após a que teve a Alinne Moraes, uma foto sem cores só voltou a aparecer em nossa página frontal na edição de outubro de 2008, com a atriz Fernanda Machado.

Em sua terceira capa de VIP, Sabrina Sato também mereceu o glorioso tratamento em preto e branco em março de 2009.

E a atriz Paloma Bernardi debutou na VIP em clima noir em março de 2011.

Qual será a próxima estrela em preto e branco e vários tons de cinza?


/// O mundo animal nas capas da VIP

Na década passada, houve a curiosa presença de animais contracenando com as estrelas em algumas capas da VIP. Os bichos podiam ser fofinhos como esse cachorro cor-de-rosa acima, afagado pela atriz Taís Araújo na edição de setembro de 2001.

Pouco depois, em novembro de 2001, uma perigosa serpente participava da comemoração de Scheila Carvalho, a morena do grupo de axé music É o Tchan, por seu segundo títuo seguido na eleição das 100+. Garantimos que nenhuma Scheila (nem a cobra) foi colocada em risco durante a produção dessa foto.

Em outubro de 2002, a apresentadora Fabiana Saba (que então aparecia em programas da RedeTV! e está atualmente afastada da televisão) entrou num clima Jane do Tarzan ao ter a companhia de um parente distante da Cheeta.

Depois disso, os bichos passaram nove anos longe de nossas capas. Apenas em agosto de 2011 apareceu outro animal – só que, nessa vez, foi uma estátua de cachorro sobre a qual Dani Albuquerque, apresentadora da RedeTV!, sentou-se para a pose.

Vale lembrar que antes da fase “mulheres na capa”, o mundo animal também marcou presença, mas num contexto de negócios.


/// O promissor Rubinho na capa da VIP em 1994

Esta é a semana da estreia do piloto brasileiro Rubens Barrichello na Fórmula Indy, na abertura da temporada com o GP de St. Petersburg (EUA) neste domingo (25/3). A dois meses de completar 40 anos, Rubinho muda de categoria depois de disputar 19 temporadas consecutivas na Fórmula 1 e, finalmente, ficar desempregado. A Williams não quis mais seus serviços e impediu que ele se tornasse o primeiro piloto da história a completar 20 campeonatos disputados.

Essa longa trajetória na F-1 começou em 1993 pela equipe Jordan. Em 1994, com a morte de Ayrton Senna, Rubinho imediatamente passou a ser visto pelo público como o herdeiro do ídolo – o homem que seguiria trazendo títulos e vitórias em GPs para o Brasil. Um peso que é difícil para qualquer um. Barrichello terminou o Mundial em 6º lugar, com um pódio e uma pole-position para festejar.

Por causa dessa esperança coletiva dos brasileiros, Rubinho chegou à capa da VIP (na época, VIP EXAME) na edição de dezembro de 1994.

A reportagem de capa apostava numa ótima temporada de Rubinho em 1995 e torcia pela conquista de um título já em 1996. Nada disso aconteceu. O máximo a que ele chegou: dois vice-campeonatos em 2002 e 2004 pela Ferrari, onde passou cinco anos como coadjuvante forçado do alemão Michael Schumacher.

Foi na equipe italiana que Barrichello obteve nove de suas onze vitórias na F-1 (as outras duas foram pela Brawn GP em 2009, quando chegou a ter chances de título até as últimas corridas).

Para quem se pergunta por que, às portas dos 40 anos, Rubinho não deixa as pistas e os riscos e vai para casa descansar, uma frase dele naquela nossa reportagem é elucidativa: ele simplesmente não consegue viver sem correr.

“Se eu não fosse piloto, seria infeliz. Já disse ao meu pai, quando o Senna morreu – aliás, o primeiro enterro a que fui na vida – que, se um dia eu morrer assim, morrerei feliz. Agora, quanto à profissão, toda escolha exige sacrifícios. Tudo tem seu preço”, disse Rubinho à VIP em 1994.


/// As capas de Gisele Bündchen na VIP

Quando virou uma sensação mundial das passarelas na virada do milênio, a gaúcha Gisele Bündchen foi agraciada com sua primeira capa da VIP, na edição de março de 2000. Um fenômeno como ela não poderia passar batido.

A chamada da capa celebrava que Gisele triunfava sendo uma super-duper-hiper-top model internacional com o jeito de uma mulher de carne e osso, ao contrário da tendência de garotas muito magras e com cara de androide sem expressão que predominou durante a maior parte dos anos 1990.

O texto nas páginas internas fazia um balanço do que Gisele já tinha alcançado aos 19 anos e o que ainda iria fazer no futuro imediato. Tinha um carro Toyota 4 Runner e uma casa em Woodstock (no Estado de Nova York). Seu rendimento para 2000 era previsto em US$ 5 milhões e, até então, ela fazia 150 desfiles por ano cobrando US$ 15 mil cada um. E uma curiosidade: seu apelido de infância (muito injusto) era Olívia Palito.

Gisele voltou à capa da VIP em novembro de 2008 com sua vitória triunfal nas 100+. A entrevista que acompanhava seu ensaio de campeã da eleição das mulheres mais sexy do mundo tinha um trecho divertido:

  • VIP – Em que situação você se sente mais sexy?
  • Gisele - Humm! Em que situação me sinto mais sexy? Difícil, não me sinto sexy muitas vezes, talvez quando estou arrumada para uma festa ou na praia, bem à vontade, cabelo solto, minha prancha embaixo do braço.
  • VIP – E os homens? Quando você acha que eles sabem ser sexy?
  • Gisele - Quando sabem ser autênticos. Quando me fazem sorrir.
  • VIP – Existe alguma parte de seu corpo que você não considera sexy?
  • Gisele - Olha, como eu já disse, não me considero sexy. Em vez de responder o que não considero sexy, acho melhor responder uma parte que gosto: minha barriga.

/// Quando Eike Batista foi capa da VIP

O empresário mineiro Eike Batista subiu de 8º para 7º homem mais rico do mundo de acordo com o ranking divulgado na semana passada pela revista americana de economia Forbes, com uma fortuna de US$ 30 bilhões. Só que, vinte anos atrás, o primeiro grande destaque internacional dele teve outra razão: Eike foi campeão mundial de corridas de lancha na categoria superboats e por isso tornou-se o personagem da capa da VIP na edição de fevereiro de 1992.

Eike tinha 34 anos e estava bem longe dos atuais US$ 30 bi, mas já estava muito bem de vida. A reportagem mencionava que a TVX Gold Inc., multinacional de mineração de ouro que ele dirigia, era a 10ª maior empresa do ramo no mundo.

Vale observar que a companhia de mineração já trazia a letra “X” característica dos nomes de todas as suas empresas. Ele explicava à VIP na reportagem: “Desde 1985, ponho um X em tudo o que faço. É uma letra com uma energia diferente, parece que faz as coisas darem certo”. Vendo onde Eike está hoje, não dá para duvidar disso.


/// O que saiu na VIP há 10, 20 e 30 anos

Vamos revirar novamente os arquivos da VIP para recordar o que a revista fez no passado. Na edição de março de 2002, nossa estrela foi uma jovem atriz que teria uma carreira muito consistente: Deborah Secco aparecia em nossa capa pela segunda vez (a primeira foi em maio de 1999). A terceira capa, você deve se lembrar muito bem, viria em novembro de 2011 com a gloriosa vitória de Deborah na eleição das 100+.

Voltando à edição de dez anos atrás, Deborah deu uma resposta curiosa sobre a grande novidade televisiva da época, os reality shows Big Brother Brasil, da Globo, e Casa dos Artistas, do SBT:

  • VIP – Você participaria da Casa dos Artistas ou do Big Brother?
  • Deborah - De jeito nenhum! Minha intimidade vale muito mais de 500 mil reais. Mas confesso que assisti à Casa dos Artistas

Já em março de 1992, a VIP deu destaque para Celyta Jackson, a brasileira que estava muito badalada por seu sucesso como gerente de vendas do luxuoso Plaza Hotel de Nova York. Celyta exerceu essa função entre 1989 e 1998, e prosseguiu com uma carreira poderosa em outros empreendimentos do ramo hoteleiro.

E 30 anos atrás? O que acontecia era o fortalecimento da VIP como uma publicação. Suplemento de comportamento da EXAME, a revista de economia e negócios da Editora Abril, a então EXAME/VIP teve seu nº 1 em junho de 1981. Repercutiu bem e teve seu nº 2 na virada para 1982. Mais uma vez, ótimos resultados.

Então veio a questão: para que esperar mais seis meses para soltar outra edição? Não se esperou: a terceira edição da VIP anunciava que sua periodicidade passaria a ser trimestral. Ou seja, em março de 1982, eram feitos os retoques finais para que a VIP nº 3 chegasse às bancas e aos leitores em abril.

A chamada mais curiosa da capa dessa edição era: “Como cuidar do seu videocassete”. Na época, o aparelho que exibia e gravava programas e filmes em fitas era a novidade e sonho de consumo dos mais abastados. Afinal, o equipamento só estava disponível através de importação, com preços salgados. Somente meses depois começariam a ser produzidos os primeiros videocassetes brasileiros.