/// Pôsteres de seriados de cinema dos anos 30 e 40

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Na era pré-TV, seriado era coisa de cinema. O auge dos pequenos filmes de baixo orçamento que passavam em programas duplos ou até triplos das matinês foi durante as décadas de 1930 e 1940 — a popularização da televisão nos EUA, que viria a engolir esse tipo de produção, iniciou-se por volta de 1948. Aqui trazemos alguns cartazes de episódios desses filmes B, encontrados no blog The Golden Age.

A receita dos seriados de cinema era básica: filmes de ação com superheróis, detetives, exploradores de continentes longínquos  ou de planetas distantes, cientistas malucos contra virtuosos defensores da lei…

O curioso é ver que alguns dos personagens dessas séries de sete ou oito décadas atrás ainda têm vigor para aparecerem em grandes blockbusters de alto orçamento e grandes bilheterias — casos de Batman, Superman e Capitão América. E até do Lone Ranger (que era chamado de Zorro aqui no Brasil), que ressurgirá neste ano nos cinemas, interpretado por Johnny Depp.

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(Imagens: reproduções do blog The Golden Age)


/// A épica luta Bruce Lee x Chuck Norris [vídeo]

Bruce Lee e Chuck Norris são dois dos mais lendários atores-lutadores de artes marciais do cinema de ação. E eles estiveram frente a frente e golpe a golpe num combate no filme O Vôo do Dragão, uma produção de 1972 dirigida e estrelada por Lee em Hong Kong (nos EUA, o filme passou com o título The Way of the Dragon). Se você tiver uns dez minutinhos livres, assista a este clipe da luta entre eles tirado do filme.

Na época, Bruce Lee já era um mito internacional das artes marciais. Os filmes do gênero e as academias de luta viraram febre no começo dos anos 1970 muito por causa dele. Nascido em San Francisco, nos EUA, Bruce participou de produções em Hong Kong na adolescência e foi parar em Hollywood participando da série O Besouro Verde (1966) como Kato, o ajudante do herói-título.

Em julho de 1973, sete meses após a estreia de O Vôo do Dragão em Hong Kong, Bruce morreu aos 32 anos em circunstâncias misteriosas, o que só aumentou sua lenda. No resto do mundo, O Vôo do Dragão só entrou em cartaz após a morte de Lee.

Já Chuck Norris ainda estava bem longe de ser o astro durão que faz a lei com suas próprias mãos em inúmeros filmes de ação, sendo tão disparatadamente invencível que gerou os hilários Chuck Norris Facts que se alastraram pela internet há alguns anos — este site compila dezenas desses “facts”.

O grande sinal de que Norris ainda não era famoso: seu personagem é vilão e inimigo de Bruce Lee no filme.

A imagem do topo é de um cartaz do filme colocado em cinemas da Espanha. Foi encontrado no tumblr Lobby Cards.

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(Foto: tumblr Lobby Cards)


/// Um tumblr de cartazes de filmes clássicos

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O tumblr Lobby Cards reúne uma respeitavel coleção de cartazes que ficavam expostos nas entradas dos cinemas mostrando algumas cenas dos filmes em cartaz (aqui no VIP Vintage, já falamos uma vez de outra central desse tipo de material — veja neste link).

Para ver todo o acervo reunido pelo Lobby Cards numa só página, vá para a página de arquivo desse tumblr. Abaixo, alguns poucos exemplos do que ele tem.

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(Imagens: reproduções do tumblr Lobby Cards)


/// Boxe bizarro: Woody Allen x canguru [vídeo]

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Woody Allen pugilista? Se a visão do cineasta magro, baixinho e intelectual calçando luvas e subindo num ringue já lhe parece estranha, é porque você ainda não assistiu a grande luta de sua “carreira”: um combate contra um canguru boxeador.

Não é exatamente de dar inveja a Muhammad Ali e Mike Tyson. Mas a luta foi apenas um quadro num dos episódios do programa de TV Hippodrome, exibido em 1966 nos Estados Unidos e no Reino Unido.

O Hippodrome se desenvolvia como se fosse um espetáculo de circo e tinha um apresentador diferente a cada episódio. Woody Allen apareceu no terceiro episódio.

Na época, ele já era um cômico de stand-up bastante conhecido nos Estados Unidos e dava seus primeiros passos no cinema. Tinha participado em 1965 da comédia de sucesso O Que É Que Há, Gatinha?.

Em 1966, preparava seu primeiro filme como diretor de forma meio inusitada: em O Que É Que Há, Tigresa? (no original, What’s Up Tiger Lily?), Allen pegou um filme tosco japonês imitando 007 e dublou inteiro com absurdos diálogos cômicos que ele mesmo escreveu.

Voltando à luta com o canguru, não causa estranheza que, com atrações como essa, o tal programa Hippodrome tenha sido cancelado após meros 11 episódios.

A dica do vídeo veio do colega Felipe Zylbersztajn.

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(Fotos: reprodução YouTube; pôster: via site Film Fanatic)


/// A melhor parceira de Elvis Presley [vídeos]

Elvis Presley (1935-1977), o “Rei do Rock”, completaria 78 anos neste 8 de janeiro. Vamos relembrá-lo através da melhor e mais elétrica parceira que ele teve em seus filmes (e também longe das câmeras): a atriz, modelo, cantora e dançarina sueco-americana Ann-Margret (1941-).

Com uma ou outra exceção, os 33 filmes que Presley fez em Hollywood foram corriqueiros. Os roteiros eram banais e a maioria se encaixava no rótulo “comédia romântica”, que variava pouco na trama: Elvis cantava para a garota do filme, Elvis batia num rival, Elvis ficava com a garota no final.

As estrelinhas dos filmes eram belas mas sem maiores talentos dramáticos. Pelo menos isso foi diferente para Viva Las Vegas (no Brasil, Amor à Toda Velocidade), que chegou aos cinemas americanos em maio de 1964.

A atriz escalada foi Ann-Margret, nascida na Suécia mas criada nos Estados Unidos desde a infância, que estava então em ascensão em Hollywood por seus múltiplos talentos e pelo sucesso do filme musical Bye Bye Birdie (Adeus, Amor no Brasil) em 1963.

As cenas com Elvis e Margret, especialmente as musicais, soltam faíscas. Consequência do entrosamento da dupla também longe das câmeras. Eis os dois melhores trechos.

Primeiro, Ann-Margret dança e Elvis emenda com a música “C’mon Everybody”.

Depois, eles dançam em “What’d I Say”, uma cover da música de Ray Charles.

Com essa combinação, Viva Las Vegas acabou sendo a melhor bilheteria da carreira cinematográfica de Elvis. E o caso dos dos astros foi tão intenso que, segundo várias biografias, Elvis teria realmente chacoalhado a ponto de pensar em se casar com Ann-Margret.

No fim, acabaria mesmo contraindo núpcias, como se dizia naqueles tempos, em 1967 com Priscilla Beaulieu, que ele conhecera quando ela ainda era adolescente e ele servia o exército numa base na Alemanha entre 1958 e 1960.

Ann-Margret, que pouco depois seria uma das principais sex-symbols do cinema nos anos 1960, pode não ter sido a Sra. Presley. Mas foi a melhor co-estrela que ele teve.


/// As baladas de Hollywood nos anos 80

Arnold Schwarzenegger com uma cara esfuziante e um charuto nos dedos, apreciando a conversa de uma elegante senhora entusiasmada em discutir todos os ângulos das esmeradas atuações dele em Conan, O Bárbaro, O Exterminador do FuturoComando Para Matar. O que realmente acontecia quando essa foto foi feita pode não ter sido exatamente o que descrevemos. Mas é uma das imagens da vida noturna de Hollywood nos anos 80 (e comecinho dos 90), coletadas pelos blogs Thaeger, Design You Trust e Photography Served.

Abaixo, outros flagrantes de baladas com famosos do cinema e da música ou apenas anônimos bem animados.


/// Um tumblr para a primeira sex-symbol do cinema

Você sabe quem foi Clara Bow? Não precisa se angustiar: hoje em dia pouquíssima gente sabe. Uma dessas pessoas criou um tumblr chamado Clara Bow Archive, pelo qual dá para ter uma ideia através de fotos e velhos recortes de jornais e revistas do que ela foi: provavelmente a primeira sex-symbol do cinema nos anos 1920, estrela com maior bilheteria em 1928 e 1929, e conhecida mundialmente como “The It Girl”.

Mastigada pelo ritmo de trabalho, escândalos e pela pressão do marido fazendeiro com quem se casou em 1931, Clara se aposentou e deixou Hollywood em 1933, aos meros 28 anos. E foi sendo esquecida, até porque buscou manter uma vida reclusa até sua morte em 1965.

O Clara Bow Archive faz refletir sobre o que é a fama: alguém tão famosa, conhecida e adorada em seu tempo é praticamente ninguém para praticamente toda a humanidade quase um século depois. Haverá tumblrs daqui a 90 anos para as estrelas de hoje?

Para quem quiser matar a curiosidade, o endereço do tumblr é clarabowarchive.tumblr.com.

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(Fotos: reproduções do tumblr Clara Bow Archive)


/// Groucho Marx,122 anos [vídeos]

Dia 2 de outubro requer homenagem a Groucho Marx (1890-1977), um dos melhores, mais rápidos e cerebrais comediantes da história do cinema.

É clássico o repertório de trocadilhos e frases provocativas a esnobes e outros tipos metidos a besta que Groucho disparou nos filmes que fez com seus irmãos Chico, Harpo e, por alguns anos, Zeppo (conhecidos coletivamente como… hã… Irmãos Marx, numa sacada muito bem pensada) entre as décadas de 1920 e 1940.

Algumas frases já correram tanto o mundo que talvez você nem saiba que são de Groucho. Como “Não quero fazer parte de um clube que me aceite como sócio” ou “Jamais me esqueço de um rosto, mas no seu caso abrirei uma exceção”.

O melhor é ver e ouvir o que ele deixou em filme. Não é tão difícil encontrar as duas caixas de DVDs com os melhores filmes dos Irmãos Marx, que tiveram lançamento brasileiro há poucos anos.

Aqui, apenas alguns pequenos momentos (com legendas em português) localizados no YouTube.

“I’m Against It” (Eu sou contra) é praticamente um “hino do grouchomarxismo”. Ele canta essa música na comédia Os Gênios da Pelota (Horse Feathers), de 1932.

Um esquete de Groucho com o irmão Chico — como de costume, no papel de um trambiqueiro do bem — no filme Um Dia nas Corridas (A Day at the Races), de 1937.

“Lydia, the Tattooed Lady” é outra canção satírica bem conhecida de Groucho. É do filme Os Irmãos Marx no Circo (At the Circus), de 1939.

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/// Para as mulheres de 1960: sutiãs Brigitte Bardot

A arma secreta para a mulher de 1960: os sutiãs Brigitte Bardot. A marca americana Lovable quis capitalizar em cima da fama da maior sex symbol do cinema francês da época e deu o nome dela à sua linha de lingerie (em letras miúdas no pé do anúncio, o fabricante orienta as consumidoras: “peçam as cintas e calcinhas Brigitte Bardot também!”).

O mais curioso do anúncio é que o sutiã NÃO aparece nele.

A foto abaixo não é do produto em questão, mas pelo menos dá uma ideia melhor de como era o busto de Bardot para que as mulheres quisessem comprar um sutiã que supostamente faria com que elas ficassem tão exuberantes quanto a estrela.

Brigitte Bardot, a BB, completa 78 anos nesta sexta-feira (28/9). Afastada voluntariamente do cinema desde 1973, ela se dedica a cuidar de animais e defender seus direitos, muitas vezes entrando em polêmicas pesadas.

Como bônus, um vídeo com a introdução do especial de TV de Brigitte exibido na França em 31 de dezembro de 1967. Com direito a uma música instrumental que descamba incidentalmente para o hino nacional francês, “La Marseillaise”.

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(Fotos: anúncio do sutiã — flickr do usuário it’s better than bad; Brigitte com decote — via blog European Film Star Postcards)


/// Moreira da Silva contra 007

As celebrações mundiais do cinquentenário dos filmes de James Bond no mês que vem devem passar batido por uma das mais divertidas curiosidades relacionadas ao agente secreto: a música “Morengueira Contra 007″, lançada por Moreira da Silva (1902-2002), o rei do samba de breque, em 1965 (acima, a capa do compacto simples).

Eis o áudio dessa gravação de 1965, via YouTube — Moreira da Silva regravaria a música nos anos 90.

Àquela altura, o personagem James Bond (interpretado por Sean Connery) era um fenômeno de bilheteria no planeta. Depois do pioneiro filme 007 Contra o Satânico Dr. No, que estreou em outubro de 1962 no Reino Unido, o agente britânico só cresceu em sucesso com Moscou Contra 007 (1963) e 007 Contra Goldfinger (1964). Meses depois do sambinha de Moreira da Silva, chegaria às telas 007 contra a Chantagem Atômica (1965).

“Morengueira Contra 007″ se aproveita do sucesso de Bond com o tradicional humor dos sambas de Moreira da Silva. Morengueira, seu alter-ego em várias de suas músicas, se envolve em uma trama internacional absurda, na qual James Bond vinha ao Brasil para sequestrar Pelé um ano antes da Copa do Mundo que aconteceria na Inglaterra.

Na letra hilária, 007 chega acompanhado da estrela italiana Claudia Cardinale (que nunca participou de um filme de James Bond). Morengueira acaba conquistando a Cardinale e a leva para “jogar um pif-paf em Guarujá”…

Se você não faz ideia de como era o “decote italiano” da Cardinale cantado e exaltado por Moreira em um dos versos, segue abaixo um exemplo.

A música foi composta por Miguel Gustavo, que cinco anos depois faria “Pra Frente, Brasil”, o hino da Seleção Brasileira na Copa de 1970.

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(Fotos: capa Moreira da Silva – flickr de  johanoomen; James Bond – blog Filmprogramme; Claudia Cardinale – tumblr Made in the Sixties)