VIP Vintage Marcelo Orozco

O lugar dos tesouros retrô: carros, produtos, propagandas, fotos, vídeos… tudo das antigas

/// Banda retrô nos anos 70 e 80: The Jam [vídeos]

The Jam já era uma banda de espírito retrô nos anos 70 e 80. Surgido no meio da onda punk em 1977, o trio inglês já olhava para os anos 60 em busca de referências — em suas roupas, seus instrumentos e seu som. Mesmo assim, não fazia mera imitação nostálgica, dando um toque moderno e cantando letras politizadas num Reino Unido em crise econômica.

Como um aperitivo, três vídeos do The Jam. Primeiro, uma apresentação de “In the City” (música-título de seu álbum de estreia) no programa britânico Top of the Pops em 1977.

De 1980, o videoclipe de “Going Underground”.

 

E a clássica “Town Called Malice”, de 1982, sucesso do último álbum do trio, The Gift. Ainda naquele ano, The Jam anunciaria sua separação — e o trio nunca se reuniu junto desde então.

 


/// As peculiares capas de disco dos anos 80

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As capas de discos dos anos 1980 tinham a mania de trazer cores berrantes, roupas de gosto debatível, montagens absurdas e outros detalhes peculiares. Dezenas dessas capas (de LPs e compactos/singles) são colecionadas no álbum 80′s Record Party do usuário do Flickr Bart&Co.. Aqui trazemos só algumas dessas pérolas do design de uma era. Acesse o álbum para ver muitas mais.

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(Imagens: reproduções álbum 80′s Record Party do Flickr de Bart&Co.)


/// A morte do “outro Presley” [vídeos]

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Reg Presley, que morreu de câncer aos 71 anos na segunda-feira (4/2),  não tinha parentesco com Elvis, nem mesmo era compatriota. Mas foi “o outro” Presley a fazer sucesso no rock. Ele era o vocalista da banda The Troggs (foto ao lado, com Reg sentado), que em 1966 e 1967 lançou uma sequência de hits que variavam do rock tosco à balada psicodélica.

Alguns clássicos dos Troggs aumentaram seu papel na história do gênero ao serem regravadas depois. Como “Wild Thing” por Jimi Hendrix e “Love Is All Around”, que ressusictou nos anos 90 com uma cover do R.E.M. e outra na trilha sonora da comédia romântica Quatro Casamentos e Um Funeral (essa do filme foi gravada pela banda pop Wet Wet Wet).

Vamos a alguns vídeos que mostram Reg Presley e os Troggs em ação. Primeiro, o clipe meio infame de “Wild Thing”.

 

Os “pa-pa-pa-pa-pa”s de “With a Girl Like You” ao vivo.

 

E um clipe de imagens dispersas para a balada “Love Is All Around”, última música que os Troggs colocaram no top 10 das paradas britânica e americana.

 

O “outro Presley” pode não ter chegado perto de ser chamado de rei, mas prestou seus bons serviços ao pop.

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(Fotos: Reg Presley – reprodução YouTube; The Troggs – via blog Magic Mac)


/// Um show de TV completo dos Kinks [vídeo]

Uma das melhores bandas dos anos 60 (e de toda a história do rock) foi The Kinks. Seu líder, cantor e compositor principal Ray Davies (sempre acompanhado por seu irmão mais novo, o guitarrista Dave Davies) fez clássicos que iam desde a pauleira de “You Really Got Me” à sensibilidade de “Waterloo Sunset” – música que Ray, sozinho, cantou na cerimônia de enceramento das Olimpíadas de Londres no ano passado.

Encontrado no blog Dangerous Minds, o vídeo abaixo, de meia hora de duração, traz um especial de TV da BBC britânica em janeiro de 1973. Os Kinks tocam dez canções — além de sucessos como “Lola” e as duas músicas já citadas acima, há uma cover de “Good Golly Miss Molly”, do pioneiro do rock’n'roll Little Richard.

A lista das músicas do programa:

  1. “Victoria”
  2. “Acute Schizophrenia Paranoia Blues”
  3. “Dedicated Follower of Fashion”
  4. “Lola”
  5. “Holiday”
  6. “Good Golly Miss Molly”
  7. “You Really Got Me”
  8. “All Day And All Of the Night”
  9. “Waterloo Sunset”
  10. “The Village Green Preservation Society”

/// A melhor parceira de Elvis Presley [vídeos]

Elvis Presley (1935-1977), o “Rei do Rock”, completaria 78 anos neste 8 de janeiro. Vamos relembrá-lo através da melhor e mais elétrica parceira que ele teve em seus filmes (e também longe das câmeras): a atriz, modelo, cantora e dançarina sueco-americana Ann-Margret (1941-).

Com uma ou outra exceção, os 33 filmes que Presley fez em Hollywood foram corriqueiros. Os roteiros eram banais e a maioria se encaixava no rótulo “comédia romântica”, que variava pouco na trama: Elvis cantava para a garota do filme, Elvis batia num rival, Elvis ficava com a garota no final.

As estrelinhas dos filmes eram belas mas sem maiores talentos dramáticos. Pelo menos isso foi diferente para Viva Las Vegas (no Brasil, Amor à Toda Velocidade), que chegou aos cinemas americanos em maio de 1964.

A atriz escalada foi Ann-Margret, nascida na Suécia mas criada nos Estados Unidos desde a infância, que estava então em ascensão em Hollywood por seus múltiplos talentos e pelo sucesso do filme musical Bye Bye Birdie (Adeus, Amor no Brasil) em 1963.

As cenas com Elvis e Margret, especialmente as musicais, soltam faíscas. Consequência do entrosamento da dupla também longe das câmeras. Eis os dois melhores trechos.

Primeiro, Ann-Margret dança e Elvis emenda com a música “C’mon Everybody”.

Depois, eles dançam em “What’d I Say”, uma cover da música de Ray Charles.

Com essa combinação, Viva Las Vegas acabou sendo a melhor bilheteria da carreira cinematográfica de Elvis. E o caso dos dos astros foi tão intenso que, segundo várias biografias, Elvis teria realmente chacoalhado a ponto de pensar em se casar com Ann-Margret.

No fim, acabaria mesmo contraindo núpcias, como se dizia naqueles tempos, em 1967 com Priscilla Beaulieu, que ele conhecera quando ela ainda era adolescente e ele servia o exército numa base na Alemanha entre 1958 e 1960.

Ann-Margret, que pouco depois seria uma das principais sex-symbols do cinema nos anos 1960, pode não ter sido a Sra. Presley. Mas foi a melhor co-estrela que ele teve.


/// Patti Smith, a palhaça da classe [vídeo]

A cantora Patti Smith foi a mulher da linha de frente do punk rock americano dos anos 1970. Poetisa rebelde, cabelos desgrenhados, magra feito um palito e vestida com camisas masculinas largas, era a pessoa menos associada às palavras “glamurosa” e “comportada”.

Curiosamente, cerca de dez anos antes de seu LP de estreia (Horses, de 1975), Patti era apenas Patricia, uma colegial de quase 18 anos de aparência comum, conforme revelam fotos do álbum de formatura de sua high school publicadas pelo ótimo blog de antiguidades do pop Dangerous Minds.

O visual podia não ser transgressor, mas a aluna Patti já demonstrava um espírito diferente, como comprova a foto do topo deste post, em que ela e um tal de Roger Wolfert foram escolhidos como “os palhaços da classe”.

O álbum é o da formatura da turma de 1964 da Deptford Township New Jersey High School. Eis mais algumas reproduções de fotos de Patti Smith nesse volume.

Para completar, um vídeo de Patti (que segue na ativa até hoje) no momento de explosão de sua carreira musical: uma apresentação em 1976 no programa britânico Old Grey Whistle Test, em que ela mescla sua música “Horses” com a famosa “Hey Joe” e enxerta outras citações de rocks antigos.

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(Fotos de Patti Smith na escola: reproduções do blog Dangerous Minds)


/// A música pop em outdoors

O livro Rock’n'Roll Billboards of the Sunset Strip reúne fotos de painéis publicitários de rua (conhecidos por aqui como outdoors) de discos de rock e pop lançados entre o final dos anos 1960 até os 1980. Todos eles ficavam na Sunset Strip, uma das mais famosas vias de Los Angeles. O autor de todas as imagens é o fotógrafo americano Robert Landau.

Landau começou a registrar esses outdoors de rock quando ainda era um principiante em fotografia. Ficou com uma bela coleção de como se promovia o lançamento de um LP naquela era clássica do pop.

O livro tem 208 páginas e mais de 250 imagens. Foi lançado pela editora Angel City Press e custa US$ 50.

Eis mais alguns outdoors eternizados pela câmera de Landau.


/// A molecagem de Jimi Hendrix na TV britânica

O guitarrista americano Jimi Hendrix completaria 70 anos nesta terça-feira, 27/11. Ele morreu aos 27 em setembro de 1970, após meros três anos de estrelato por causar uma revolução no rock e no jeito de tocar guitarra.

Para relembrá-lo, relembramos uma marota apresentação dele com a formação The Jimi Hendrix Experience (com Noel Redding no baixo e Mitch Mitchell na bateria — ambos também já mortos hoje) num programa da BBC britânica transmitido ao vivo em 4 de janeiro de 1969. Um pequeno show que causou polêmica na época e entrou para o folclore do pop pela molecagem de Hendrix, que driblou as exigências da produção.

(Atenção: o YouTube não permite que o vídeo abaixo seja incorporado para ser visto nesta página do VIP Vintage; mas clique no “play” do vídeo e, em seguida, clique em “assistir no YouTube” para vê-lo na página do YouTube. Pelo teor histórico, vale a pena abrir esta exceção)

O programa era Happening for Lulu, apresentado pela cantora pop Lulu (foto ao lado), célebre por sua participação como atriz no filme Ao Mestre Com Carinho (1967), no qual cantava a música-título (o original inglês, é claro) “To Sir With Love”. Ou seja, ela era bem pop e pouco, quase nada, rock.

O que a produção do programa queria era que Henrdix tocasse uma música de seu disco mais recente, emendando com seu primeiro sucesso “Hey Joe”. Ao final dessa segunda música, Lulu entraria no palco e começaria a cantar “To Sir With Love” em dueto com Hendrix.

Contrariados, Jimi e seus parceiros sabotaram tudo. E, como o programa era ao vivo, não houve como impedi-lo. A primeira parte do planejado ele cumpriu, tocando “Voodoo Chile”. Começou a cumprir a segunda parte do roteiro, iniciando “Hey Joe”.

Mas, para se safar de cantar a baba “To Sir With Love” com a anfitriã, Hendrix deu um breque. Falou que não ia mais tocar aquele “lixo” e que preferia fazer uma homenagem à banda Cream (de Eric Clapton), que tinha anunciado seu fim, tocando “Sunshine of Your Love”.  E passou a fazer isso.

O tempo do programa estava se esgotando e não havia mais como Lulu entrar e fazer o tal dueto. O programa foi encerrado e, como castigo pela molecagem, Hendrix foi banido dos programas da BBC.


/// Uma banda chamada Amor [vídeo]

Love foi uma ótima banda dos anos 60 criada em Los Angeles. Misturava rock mais tosco, pop fácil de ouvir, piração psicodélica, baladas de violão e até arranjos orquestrais. Seu cabeça era Arthur Lee (1945-2006), que na foto acima é o único usando óculos.

Encontramos no YouTube um vídeo com a banda dublando seu primeiro sucesso na TV americana em 1966: “My Little Red Book”, música composta pela dupla de compositores pop Burt Bacharach/Hal David para a comédia O Que É Que Há, Gatinha? (1965), que marcou a estreia de Woody Allen no cinema. A versão do Love foi melhor nas paradas que a gravação da trilha sonora do filme.

Para quem se interessar de procurar músicas do Love na internet, os discos imprescindíveis são os três primeiros: Love (1966), Da Capo (1967) e Forever Changes (1967) — este último é visto como a obra-prima do grupo. Depois, disso, várias mudanças de integrantes enfraqueceram o Love, que fez outros quatro álbuns menos eletrizantes entre 1969 e 1974.


/// Pink Floyd, uma banda em quadrinhos

Nos shows de lançamento do álbum Wish You Were Here, em 1975, a banda Pink Floyd vendeu uma revistinha com todo o jeitão de gibi underground que funcionava como o programa oficial da turnê.

Cada integrante da banda virou personagem de uma pequena história em quadrinhos na revistinha. A de Roger Waters, principal compositor do Pink Floyd, imitava Roy of the Rovers, antiga HQ inglesa cujo personagem principal era um jogador de futebol.

Eis a primeira página da história do baterista Nick Mason.

A abertura da história do tecladista Richard Wright.

E a do guitarrista David Gilmour.

A contracapa “ensinava” os fãs a fazer uma pirâmide com as mãos nos shows.

Esse achado está no tumblr The Slimsumostudio. Essas e outras páginas do gibi do Pink Floyd estão divididas em três posts:

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(Imagens: reproduções do tumblr The Slimsumostudio)