“A arbitragem brasileira é honesta”
Entra ano, sai ano e os homens do apito só levam paulada. Mas o aposentado Carlos Eugênio Simon defende a classe

O Brasileirão-2011 terminou com a arbitragem levando bronca de mídia, torcidas e clubes. E 2012 já começou com Gutemberg de Paula Fonseca, recém-sacado do quadro da Fifa, acusando o chefe da Comissão Nacional de Arbitragem, Sérgio Corrêa, de favorecimentos. Para saber como um juiz se sente com o cerco permanente que sua profissão sofre, falamos com aquele que mais alto chegou entre os brasileiros: o gaúcho Carlos Eugênio Simon, único do país a apitar em três Copas do Mundo. Aposentado dos gramados em 2010, quando fez 45 anos, Simon defende a integridade da categoria.
Os árbitros brasileiros erram porque são ruins, porque ficam nervosos ou por má-fé?
A arbitragem brasileira é honesta. É criticada porque é o lado mais fraco. Para melhorar, tem que regulamentar e profissionalizar os árbitros. Os erros vão continuar porque a falibilidade faz parte da condição humana, porém em menor escala.
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