GP de Mônaco: domínio da Ferrari, celebração a Senna e Indy-500

Com a vitória na prova mais tradicional da F-1, Sebastian Vettel abre 25 pontos de vantagem sobre Lewis Hamilton

 

 O GP de Mônaco é tão singular que é o único em 20 etapas com treinos nas quintas-feiras (e com a sexta de folga), com uma extensão inferior a 3 km e com uma segurança de pista que certamente seria reprovada em qualquer outro circuito que não tivesse os mais de 75 anos de história da corrida no Principado.

 Mas a edição de 2017 entrou para a história por alguns fatos ainda mais singulares. A começar pelo domínio da Ferrari em todo final de semana. No sábado, Kimi Raikkonen estabeleceu a volta recorde do circuito e conseguiu uma pole que não obtinha desde 2009.

 No dia seguinte, foi a vez de seu companheiro de equipe, Sebastian Vettel, vencer e estabelecer outro recorde, já que o time italiano não vencia desde 2001 – ano em que Michael Schumacher e Rubens Barrichello também tiveram dobradinha.

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 “Ainda é cedo para falar em campeonato”, tentou minimizar Vettel na coletiva de imprensa em Mônaco, onde VIP esteve presente acompanhando a corrida da F-1 neste final de semana. Mas o fato é que o alemão abriu 25 pontos de vantagem para o rival mais próximo, o inglês Lewis Hamilton, da Mercedes – que teve um final de semana para se esquecer, chegando numa improvável sexta colocação.

 Quando a pré-temporada em Barcelona, em fevereiro, mostrou a escuderia de Maranello forte, muitos duvidavam do potencial da Ferrari – mas logo nas primeiras corridas a verdade é que o time italiano é mais consistente em ritmo de prova – e em diferentes tipos de circuito, ao contrário de Hamilton, por exemplo, que sofreu em pistas de rua como Mônaco e Rússia.

GP Mônaco

GP Mônaco (Rodrigo França/Reprodução)

 O interessante é que Montreal, no Canadá, que recebe a próxima etapa daqui duas semanas, é uma pista bem híbrida, já que fica num parque, mas com características de pista mais veloz (e nem tanto urbana). Será que Hamilton reagi e consegue igualar seu ídolo, Ayrton Senna, no número de poles na F-1 (65?).

 O brasileiro, por sinal, foi tema ao longo de todo final de semana em Mônaco – em 2017 se celebraram os 30 anos de sua primeira vitória no Principado, com a Lotus amarela, abrindo uma série de seis triunfos, recorde até hoje. Até o Principe Albert II se rendeu ao “Rei de Mônaco” e inaugurou uma suíte especial temática com itens do piloto e uma estátua em homenagem a Senna na curva Fairmont, a mais tradicional de Mônaco.

500 Milhas

 Um fato curioso também encerrou o domingo em Monte Carlo: os telões da sala de imprensa exibiam a tradicional 500 Milhas de Indianápolis, onde Fernando Alonso fez sua estreia e, por conta disso, chamando bastante atenção do circuito da F-1. Sua equipe, a McLaren, organizou telões em seu motorhome e promoveu uma festa para convidados e jornalistas acompanharem a prova americana. E a parceira do time, Honda, venceu – mas com o japonês Takuma Sato, que também já correu na F-1.