Os 5 maiores momentos de Ayrton Senna em Monaco

30 anos após sua primeira vitória no Principado, relembramos os cinco momentos que tornaram Senna o "Rei de Monaco"

Principe Albert II que me desculpe, mas a única realeza consagrada mundialmente em Mónaco tem nome e sobrenome: Ayrton Senna. Há 30 anos o piloto conseguia sua primeira vitória no principado e se não fosse um incomum erro no GP de 1988, teria conseguido sete vitórias consecutivas no circuito. Mas nem isso abalou seu reinado. Até hoje, Senna é o maior vencedor da corrida mais tradicional da Fórmula 1, com seis vitórias.

E foi por conta do histórico de Senna que aquela vitória em 1987 significou tanto. A bordo da Lotus-Camel 99T, ele deu mostras de que seria histórico, algo que foi confirmado logo no ano seguinte, quando conquistou seu primeiro mundial de pilotos logo em seu primeiro ano na McLaren.

Se Senna é considerado um dos melhores — se não o melhor — piloto da história, muito de sua reputação se deve ao que ele fez nas estreitas ruas do principado. Lá se tornou Rei, onde é reverenciado até hoje.

Fazendo chover (1984)

Aquele era seu primeiro ano na Fórmula 1, quando corria na sofrível Toleman. Mesmo com um carro muito abaixo do líderes do grid na época, a chuva em Mónaco nivelou motores e modelos. Foi nesse cenário que Senna fez sua primeira grande corrida na Fórmula 1, terminando em segundo lugar com direito a uma ultrapassagem histórica em Niki Lauda.

A primeira vez a gente nunca esquece (1987)

Na própria transmissão da época, Galvão Bueno admitia que a Lotus de Senna não era páreo para a McLaren de Prost ou para a Williams de Mansell. Mas como todo campeão, Ayrton contou com a sorte de problemas em sequência de seus dois principais concorrentes para vencer sua primeira prova em Mónaco.

Acima da compreensão (1988)

“Aquele dia eu percebi que eu não estava dirigindo conscientemente, estava em um outra dimensão. A pista para mim era túnel e eu estava só indo e indo até perceber que estava muito além da minha consciência e compreensão”. A declaração de Senna mostra um pouco do estado de espírito do piloto ao correr. Além disso, é impressionante ver a dificuldade de dirigir aquele carro naquela pista: a tremedeira do volante, a marcha sendo trocada na mão (nada de borboleta) e a largura a prova de falhas da pista de Mónaco.

Retomando a coroa (1989)

Após o decepcionante GP de Monaco do ano anterior, Senna buscava retomar sua coroa e o fez ao vencer (e segurar por voltas e voltas) seu maior rival, Alain Prost. O pega final entre os dois é uma mostra do domínio do brasileiro no circuito: em carros e condições iguais, o francês até tentou chegar, mas não chegou nem perto de ameaçar a liderança de Ayrton.

Segurando o carro de outro mundo (1992)

Naquele ano a Williams ganhou 10 de 16 corridas disputadas. Mais do que isso, sua nova suspensão ativa era o que havia de mais moderno — e dominante — no circuito da Fórmula 1 na época. Em Monaco, o domínio da scuderia continuou até a hora da prova, quando erros de estratégia colocaram Senna na primeira posição até vencer a corrida. Mas isso não sem antes ser arrastado pela Williams de Mansell, que vinha muito mais rápido, mas foi incapaz de ultrapassar o Rei de Monaco que terminou o GP com o inglês a menos de um carro de distância.

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