Volvo XC90 T8: grandão discreto

O encorpado e luxuoso Volvo XC90 T8 entrega muito desempenho sem fazer estardalhaço

Parado com o Volvo XC90 T8, tendo à minha frente uns 300 metros de pista livre, no Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, lembrava da apresentação técnica sobre o SUV, horas atrás. Equipado com sistema híbrido composto por um motor a combustão e outro elétrico, o carro, segundo a marca, atinge 100 km/h em 5,6 segundos – se estiver devidamente acionado no modo de condução esportivo, quando o giro do propulsor aumenta, o acelerador fica mais arisco, a direção torna-se mais sensível, a troca de marchas, mais rápida e, por extensão, o motorista se abastece de poder ao voltante.

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Todo o conforto da cabine (Divulgação/Reprodução)

Um número que impressiona, digno de um esportivo, mas, sabemos, o “esportivo” da denominação do XC90 T8 vem depois do substantivo “utilitário”, com tudo o que essa definição representa. O utilitário esportivo é grande, alto, volumoso e bem pesado: nada menos do que 2 319 quilos. Não demoraria a comprovar que o carrão pode ser encorpado, mas está longe de ser obeso, porque não lhe falta energia para se movimentar. É puro músculo. Não tive como comprovar em quanto tempo atingi os 100 km/h, mas foram em poucos segundos, como se estivesse dirigindo um bólido de competição. Pode ter sido em 6,7 segundos, não importa. Uma coisa é fato: trata-se do modelo mais potente da Volvo vendido no Brasil.

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Motor elétrico (Divulgação/Reprodução)

O mais inusitado é que o XC90 T8 exibe toda essa vocação para andar rápido, mas sem fazer estardalhaço. Ao se ligar a ignição, quase nada muda no seu interior em termos de sonorização – empregar a palavra barulho naquele contexto soaria desarmônico. O motorista só se dá conta de que o carro está em funcionamento porque as luzes do painel se acendem, mostrando que a máquina está pronta para sair à rua. Tudo sem fazer alarde, sem incomodar com ruídos quem está do lado de fora, tampouco tirar o sossego de quem estiver no lado de dentro.

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Motor a combustão (Divulgação/Reprodução)

Os dois motores que equipam o jipão de luxo da montadora sueca estão ali para trabalhar juntos ou de maneira separada, isolada ou alternadamente. Fica ao gosto do freguês. Se com os dois propulsores atuando ao mesmo tempo pode-se levar o carro à potência máxima, no modo elétrico a condução, além de ser ecologicamente correta, porque não polui, tem como maior apelo a economia – a recarga da bateria é feita em tomada. Basta selecionar a opção desejada, girando um comando no console, para definir se a viagem vai ser ecológica (com autonomia de até 35 quilômetros), mista ou esportiva.

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Recipientes para copos e taças — para passageiros, claro (Divulgação/Reprodução)

A versão mais luxuosa, a Excellence, comporta apenas duas pessoas nos assentos traseiros. Sorte delas, porque irão se ver como sultões. Os assentos, individuais, têm tudo a que o motorista sempre teve direito: ajuste elétrico de altura e inclinação, aquecimento e ventilação, massageador e uma ergonomia de causar inveja a bancos de classe executiva. O encosto de cabeça vem com abas laterais para que um eventual chacoalhar da bagagem no porta-malas não fira ouvidos mais sensíveis.

Volvo XC90 T8

Motores: 2.0 turbo + elétrico
Potência: 407 cv
0 a 100 km/h: 5,6 s
Velocidade máxima: 225 km/h
Preço: a partir de R$ 457 mil

E, sinto informar, os privilégios de quem está ali são de causar inveja ao motorista: no meio dos bancos foi instalada uma geladeira, que, a julgar pelas duas taças acomodadas no recipiente, comporta bebidas que o motorista não poderá degustar – ao menos enquanto o carro estiver em movimento.