Quinta-feira, 2 de Julho de 2009 - 1 Comentários

Ontem, falei sobre o filme libanês Caramelo, escrito, dirigido e estrelado pela gata Nadine Labaki.

Pois bem, constatei que, depois de ter visto o filme, passei dias cantarolando, no carro, a música Eternal Flame, hit meio cafona dos anos 80, balada certa nos bailinhos de vassoura que rolavam nos andares de prédio e nas festas improvisadas nas garagens do bairro.

E o que uma baladinha esquecida tem a ver com filme libanês?

A resposta: tudo. Constatei que a tal da Nadine Labaki me lembra muito a Suzanna Hoffs, cantora e guitarrista da banda The Bangles, autora de Eternal Flame.

Suzanna Hoffs era tão gata, mas tão gata, que mexeu seriamente no meu senso de julgamento: desde o final da década de 80, considero Eternal Flame uma canção tão boa quanto Yesterday, dos Beatles. Gosto da melodia, da letra, do refrão, das vozes de fundo, está tudo certinho na gravação das moças.

Exagero? Então dá uma olhada no vídeo-clipe da música, com Suzanna Hoffs e seus enormes olhos castanhos no centro das atenções.


Seja amigo: diga se o blogueiro tem razão ou se é tara juvenil!

Outro dia, vi Suzanna Hoffs em um desses documentários nostálgicos da VH1, e ela continua uma mulher muito bonita e sexy. Esse é o tipo de banda que valeria uma reunião caça-níqueis, e não Kiss com os caras gordos, Doors sem Jim Morrison, Queen sem Freddie Mercury...

Esta conversa meio que inaugura uma nova seção no BLOGIE: de vez em quando, vou lembrar alguma mulher do cinema (ou das imediações) que não pode ser esquecida de jeito nenhum. Mande sua sugestão!

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Quarta-feira, 1 de Julho de 2009 - 2 Comentários

Entenda a situação: lançam um filme sobre um título estadual conquistado trinta anos atrás pelo seu time. Em toda a cidade (e falo da maior cidade do Brasil), há apenas três salas de cinema exibindo o filme. Horário único: 21:40. Que esposa toparia essa empreitada?

A minha, apesar de tantas qualidades e demonstrações de cumplicidade, chegou ao seu limite. Desejou-me sorte e ficou em casa, enquanto eu partia, acompanhado de três marmanjos, para assistir ao novo filme sobre o Corinthians: 23 Anos em 7 Segundos.

O filme é um documentário sobre o título paulista de 1977, quando o Corinthians deu fim ao jejum de 23 anos sem ganhar nada. Jogadores daquela época e corintianos famosos (Juca Kfouri, Washington Olivetto, Neto, Hortência, Dudu Braga - filho do Roberto Carlos - e outros) estrelam a fita.

Mas a cereja do bolo são umas imagens descobertas pelos produtores em algum canto empoeirado de algum museu, com registro do grande jogo de dentro do campo. O gol de Basílio é mostrado de dois ângulos, por gente dentro do campo. A expulsão de um jogador é filmada de dentro do campo (na época, repórteres invadiam o campo a cada gol ou expulsão). Andamos no meio da confusão que foi a invasão de campo por uma horda de fieis, que pagavam promessas e arrancavam pedações da grama, da rede, das traves, para guardar de recordação.



















Por exemplo, esta foto - a foto mais famosa do Corinthians - é viva no filme, vemos os jogadores gritando, se mexendo, tensos e agitados, enquanto a foto é batida. Quanto vale isso? Muito.


Depois dessa revelação absolutamente acachapante, de alma lavada, saíamos do cinema. Um dos amigos foi o primeiro a falar:

- Será que gente normal também vai achar o filme tão sensacional?

Eu respondo: se você é corintiano doente, não tem conversa. Vá ver o filme e seja feliz.

Os outros - ou seja, os torcedores de outros times e, principalmente, aqueles que não ligam para futebol - não vão gostar, é claro. Mas deveriam entender o nosso lado.

Porque, se o Corinthians fosse uma nação (e sabemos que é), o gol do Basílio, naquela noite de outubro de 1977, seria o nosso grito do Ipiranga. O nosso Independence Day. Nossa queda da Bastilha. Simples assim. Veja o lance, com antológica narração de Osmar Santos (devidamente utilizada no filme):

"Corinthians, doce mistério da vida!" - este é Osmar Santos, o poeta do improviso...

Agora, imaginem só se alguém estivesse do lado de Dom Pedro, com câmera na mão, quando ele gritou "Independência ou Morte!" Filmando os detalhes do cavalo, da reação das pessoas, do chão barrento onde pisavam. Não seria incrível?

Pois, hoje, os cidadãos do Planeta Corinthians têm isso. E desejo esta sorte para todos os outros torcedores. Que o Flamengo resgate um filme desses sobre a Era Zico. Que o São Paulo permita obra semelhante sobre a Era Telê. O Inter de Falcão. E assim por diante.

E vem mais pela frente: até a data de aniversário de 100 anos do Timão, em setembro do ano que vem, outros três filmes serão lançados - um sobre o tetra brasileiro, outro sobre o mundial de clubes de 2000, outro sobre o centenário.

Coisa linda!

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Terça-feira, 30 de Junho de 2009 - 0 Comentários

A moça abaixo é libanesa e, como a foto comprova, merece ter seu nome conhecido: Nadine Labaki.



















Mas não é só pela "lataria caprichada" que ela merece aparecer por aqui. Nadine é estrela de cinema, e está em cartaz em um filme que atravessou muitas fronteiras e conseguiu fazer sucesso no mundo todo: Caramelo, em cartaz nos Espaços Unibanco da vida.



Não é só isso: ela é a autora do roteiro e dirige o filme!


Nota mil pra moça, porque o filme é bom.


Não vou gastar muita tinta falando dele, porque é um filme escancaradamente "de mulherzinha": Nadine divide a tela com três outras mulheres, as quatro enfiadas dentro de um salão de beleza, onde elas discutem e vivem seus dramas pessoais - o amante casado, a virgindade perdida com um cara que não é o noivo (um problema por aqueles lados), a paixão não declarada de outra por uma mulher, o envelhecimento... cada uma tem seu problema, e as outras oferecem ouvido e braços para ajudar a amiga.


No fim das contas, o saldo é positivo, nem que seja pela presença da autora ao longo do filme, preparando seu caramelo usado para depilar as clientes, com um certo tesão masoquista.

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Segunda-feira, 29 de Junho de 2009 - 2 Comentários

A princípio, não gostei nada da ideia: um filme sobre Jean Charles, o eletricista brasileiro que vivia em Londres e de cuja existência só tomamos conhecimento após ele ter sido vítima de uma trapalhada absurda da polícia inglesa, que o confundiu com um terrorista e o assassinou no metrô londrino. Nada indicava que sua vida daria "caldo" suficiente para um bom filme.

Mas o fato é que Jean Charles, o filme, vale uma ida ao cinema. Em primeiro lugar, porque o roteiro optou por não contar a história do rapaz, mas sim por contar UMA história sobre brasileiros que vivem em Londres. As dificuldades, o deslumbramento, as frustrações e os perigos são conhecidos: todos conhecemos pelo menos uma pessoa que foi viver em Londres por um tempo. Pra melhorar, optou-se por desenvolver alguns episódios e personagens fictícios, transformando o filme em algo profissional. Os personagens são bem desenvolvidos, as situações são tristes, engraçadas, não se fica indiferente a elas.


Veja o trailer de Jean Charles:



Não dá pra notar muito no trailer, mas o Jean Charles de Selton Mello (o onipresente protagonista do cinema nacional, aqui em registro dramático competente) é um personagem muito interessante. É um picareta de bom coração. Vive armando "esquemas", botando gente ilegal pra dentro da Inglaterra, mexendo com vistos permanentes, trapaceando seu empregador, sonhando. Ao mesmo tempo, vive ajudando os amigos, chora de saudades da mãe, é bom anfitrião, paquera todas as moças que pintam na sua frente. Conclama a priminha que acabara de chegar a Londres a "viver o hoje". Em suma, é o estereótipo do brasileiro - é quase um Zé Carioca.

Isso faz pensar, e, para mim, é mais estimulante do que o evento da morte do rapaz. Que, inevitavelmente, chega e deixa todo mundo cabisbaixo, revoltado, com um nó na garganta.

Enfim, o gancho do Jean Charles foi conveniente, porque gera interesse para o filme e facilitou os realizadores a levantarem uma grana inglesa para fazer o filme. Mas este vale mesmo é pela crônica da vida dos brasileiros em Londres.

No mais, um ótimo trabalho de Selton Mello (que prova, ao se distanciar dos seus trejeitos de humorista, ser um ator completo) e de Vanessa Giácomo, que faz a prima caipirinha de Jean com graça e carisma.

Vale conferir. E, para quem já passou um tempo vivendo em terra estrangeira, deve emocionar.

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Sexta-feira, 26 de Junho de 2009 - 0 Comentários
























... Se é que você me entende.

Falando mais ou menos sério: há uma parcela considerável (e respeitável) da humanidade que realmente não quer saber da série Transformers, e que gostaria muito que o seu realizador, Michael Bay, tivesse encontrado emprego mais rentável do que diretor de mega-sucessos de ação, preservando assim o mundo de bombas como Armageddon, The Rock e Pearl Harbor.

Mas, sabe de uma coisa?, outro dia eu estava no Cine Belas Artes, aqui em São Paulo, vendo o sensacional Apenas o Fim e, lá pelas tantas, o protagonista - um estudante de cinema que, claramente, não é um idiota - afirma preferir Transformers a toda a filmografia do Goddard. E justifica: "o que pode ser mais legal do que carros normais que se transformam em monstros gigantes?"

Como não sei responder a esta pergunta, e como não dá pra ignorar essas fotos da Megan Fox que ficam atordoando a gente, vou me misturar à molecada na fila de um cinema de tela bem grande e som bem barulhento para curtir Transformers - A Vingança dos Derrotados. Pipoca grande e Coca de um litro para acompanhar.

Porque cinema também é isso.

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