quarta-feira, 17 de setembro de 2008 - 0 Comentários

A notícia começa promissora: o filme de maior bilheteria do momento no Brasil é uma adaptação de teatro estrelada pela Meryl Streep. Mas calma, antes de fechar esta janela e sair comprando o ingresso desta noite, talvez eu deva informar-lhe que o longa trata de uma garota que, às vésperas do casamento, tenta descobrir quem é o seu pai. A mãe (Streep), uma ex-cantora dos anos 70, reencontra suas colegas de banda e se vê confrontada com antigas questões do coração (os três possíveis pais da garota). Tudo isso, preste bem atenção, costurado pelas canções do ABBA, cantadas pelo elenco o tempo todo, como se não houvesse amanhã. Este é Mamma Mia!, adaptação do musical inglês homônimo, um enorme sucesso no teatro e, agora no cinema. Fora o CD com a trilha sonora, um dos poucos fenômenos de vendas de 2008.

Garantindo que isso tenha ficado claro, e se seus olhos continuam interessados nestas linhas, aconselho: vá em frente, irmão. O filme é bacana. A música é bacana, admitamos. Streep e o resto do elenco estão afiados e engraçados. E o trabalho de criação de um roteiro a partir das letras estapafúrdias da banda sueca é realmente admirável - mais do que isso, o enredo forjado é tão extravagante (leia-se cafona) e despretensioso quanto a música do ABBA, o que garante a adequação do projeto e lhe garante um certo crédito.



Confira o trailer


Por fim, como você pode notar pelo trailer, o filme tem alto potencial para arregimentar grupos de garotas para os cinemas, algo que só aquelas quatro amigas de Manhattan conseguiram fazer nos últimos tempos. Ou seja: dê vazão à sua sensibilidade, exercite seu senso de humor e curta Mamma Mia! sem maiores preconceitos. Comparando a Sex & the City, pelo menos você não sairá da sessão traumatizado por ter visto o membro caído do vizinho pegador da Samantha.

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