Sábado, 28 de Fevereiro de 2009 - 2 Comentários

Pra começo de conversa: BLOGIE mandou bem na Bolsa VIP de Apostas - acertei 14 Oscars de um total de 17 palpites, 82% de acerto. Os erros foram nas categorias: filme estrangeiro (maior surpresa da noite), melhor ator (Sean Penn realmente mandou muito bem, mas é uma pena não ter sido premiado o Mickey Rourke) e efeitos especiais (eu chutei Batman, mas o vencedor foi O Curioso Caso de Benjamin Button). Motivo de orgulho: há anos não erro os vencedores dos prêmios de melhor roteiro (neste ano, Milk e Quem quer ser um milionário?).

Enfim, um bom resultado. O que, por outro lado, pode significar que a coisa foi um tanto previsível...

O melhor do Oscar são as premiações das estrelas - melhor ator, atriz, principais e coadjuvantes. Neste ano, os discursos mais bacanas foram mesmo os de Sean Penn, Kate Winslet e, principalmente, Penélope Cruz, que encarnou a Audrey Hepburn ao receber seu Oscar.














Sean Penn por cima da carne sêca...


Bacana também foi Hugh Jackman, justiça seja feita. O cara fez um belo trabalho, cantou, dançou, fez piadas e protagonizou a melhor cerimônia dos últimos anos. Trouxe o Oscar de volta aos domínios dos astros de cinema, ao invés de apresentadores de talk-shows.

Quem quer ser um milionário? foi o grande vencedor, oito Oscars, incluindo melhor filme. É mesmo o filme mais cativante do ano, uma celebração de duas horas de duração. Mas tem sido objeto de muito papo-cabeça, muita teoria... um saco.

Erros mais frequentes:

1) "foi premiado um filme de Bollywood". O filme não é indiano, é dirigido por um inglês, Danny Boyle, fiel ao seu próprio estilo - pop, com edição nervosa, colorido. Faz lembrar seu breakthrough movie, Trainspotting;

2) "a premiação desse filme significa uma abertura dos EUA ao mundo etc". Bullshit. O Oscar é só o que é: uma premiação anual de filmes. Já passamos por esse tipo de situação antes - Ghandi, O Último Imperador, A Vida é Bela. Nada disso muda o fato de que Batman - O Cavaleiro das Trevas foi o grande e enorme sucesso de 2008.

Daqui até fevereiro do ano que vem, teremos mais um monte de blockbusters, mais um lote de filmes "sérios" às vésperas do Oscar e, com sorte, um ou outro filme de fora dos EUA chegando a causar alguma repercussão.

O que, cá entre nós, é uma boa fórmula. Eu posso viver assim.

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2 Comentários:
Anonymous Thays disse...

Ricardo, talvez quando dizem que é uma abertura dos EUA ao mundo estejam querendo dizer na verdade que é uma expansão de negócios dos EUA ao mundo... Premiando algo vindo da cultura indiana (ainda que dirigido por um inglês), o mercado se abre. E que mercado!!!
Tio Sam não é bobo, não. Nem bonzinho.

Ainda quero me apaixonar por este filme. Até hoje achei 'just enterteinament'

2 de Março de 2009 11:12

 
Blogger Redação VIP disse...

OK, Thays, bom ponto...

Acho que, em última análise, o filme é mesmo só entretenimento. Mas aí é que mora a magia: eu enxergo, nesse filme meio esquisito, uma celebração da tradição de Hollywood. O filme termina com um close do casal central se beijando, e há coreografia nos créditos... enfim, cinemão comercial, só que em outro formato.

Agora, é se preparar para o longo inverno de desenhos animados e blockbusters de ação...

Abs,
Ricardo

2 de Março de 2009 13:24

 

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