Estreia: "Trama Internacional", com Clive Owen e Naomi Watts
sábado, 20 de junho de 2009 - 5 Comentários
(Publiquei este post faz tempo, e aí a distribuidora atrasou o lançamento do filme, e o filme só estreou nesta sexta-feira. Então republico: aí vai a crítica (uma rara crítica negativa, adianto) de Trama Internacional, com Clive Owen e Naomi Watts.)
A embalagem promete ser exatamente aquilo de que você está precisando numa noite de sábado: um thriller bacana, com trama embolada e cheio de conspirações, rodando por vários países (o que inclui locações pitorescas), muita ação e um casal de protagonistas carismáticos - o sempre cool Clive Owen e a sempre bem-vinda Naomi Watts.
Mas é triste constatar que Trama Internacional é um desperdício de dinheiro, de talento dos atores e de tempo do espectador. Resumindo: é uma porcaria de filme.
Naomi e Owen no set: pelo menos alguém se divertiu em Trama Internacional.
A tal trama, pra começar, parece ter sido escrita por uma criança de doze anos: um banco de Luxemburgo está sendo investigado pela Interpol (Clive Owen é o agente encarregado do caso) por estar vendendo mísseis para a China. À medida que Owen evolui na sua investigação, ele descobre que a razão para o banco fazer isso é simplesmente... tornar-se credor. Quer dizer, a "trama internacional" é um banco financiar governos corruptos do "eixo do mal" e torná-los dependentes do seu poderoso e misterioso executivo-mor. É bem idiota.
Mais idiota - e mais decepcionante - é o mau uso de Naomi Watts no filme. A loira é talentosa, linda e puxadora de audiência. Então, forçaram a mão para incluir um personagem para ela. E aí aparece a promotora de Nova Iorque que se torna parceira de Owen na investigação. Sabemos que ela é casada e tem um filho (aparece de relance em uma cena), mas nada mais do que isso. Qual é a dela? Ela sente falta da família? O marido reclama do seu trabalho misterioso? Ela quer pegar o parceiro bonitão?
Nenhuma das perguntas tem resposta. Nenhum personagem é minimamente desenvolvido. Isso não é frescura de crítico; é simplesmente a vontade de ver um filme com o qual dá pra se envolver por duas horas. Botar o Clive Owen e a Naomi Watts viajando por vários países, torrando uma grana na produção, e não pintar um climinha qualquer... é uma bobagem.
Enfim, para um filme de roteiro preguiçoso, uma crítica preguiçosa e impaciente. Vamos pra próxima.
Marcadores: cinema, estreias, Naomi Watts
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Ricardo Garrido mostra que filme bom não precisa ter função social nem agradar crítico besta. O blogueiro preenche as horas vagas com muitos filmes, exceto quando não está nas arquibancadas da Fiel. O Coringão voltou!





5 Comentários:
obrigada por avisar. Clive Owen é meu ator favorito ;) mas é melhor rever Closer, então.
17 de abril de 2009 14:00
Beeeeeeeem melhor ver Closer de novo...
Mas, se você assistir Trama Internacional e achar que exagerei, escreva, OK?
Abs,
Ricardo
17 de abril de 2009 14:17
Garrido, vai estudar mais um pouquinho...
quebra essa...
26 de maio de 2009 10:30
Acho que chamar o filme de porcaria um tremendo exagero. A trama é envolvendo, prende a atenção e sinceramente, a falta de informações a respeito da vida dos personagens não fez qualquer diferença, uma vez que o foco era outro, e este sim, foi muito bem explorado.
Achei uma sacada legal o fato de Salinger entender que não poderia incriminar os corruptos por meios legais, não que se tornar um justiceiro resolva o problema, mas no mundo real, nós fazemos parte de um sistema inescrupuloso e onde os poderosos quase sempre ganham.
O filme vale muito a pena.
6 de fevereiro de 2010 22:21
Mile,
Obrigado pelo comentário, quase um ano depois do post ter sido publicado!
Bem, reli o meu texto e me lembrei do filme. Duas constatações: 1) continuo achando o filme muito fraco, absolutamente frustrante - especialmente se confrontado com suas ambições; 2) eu fiquei tão injuriado com o filme que escrevi um textinho bem impaciente e chato. Bom, como eu disse, vamos pra próxima...
Se vc gostou de "Trama Internacional", vai amar "Intriga Internacional" (do Hitchcock, com Cary Grant) e "Três Dias do Côndor"(do Sidney Pollack, com o Robert Redford)... esses são dois exemplares perfeitos de thrillers estilosos.
Um abraço,
Ricardo
7 de fevereiro de 2010 19:59
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