Crítica: "23 Anos em 7 Segundos"
quarta-feira, 1 de julho de 2009 - 2 Comentários
A minha, apesar de tantas qualidades e demonstrações de cumplicidade, chegou ao seu limite. Desejou-me sorte e ficou em casa, enquanto eu partia, acompanhado de três marmanjos, para assistir ao novo filme sobre o Corinthians: 23 Anos em 7 Segundos.
O filme é um documentário sobre o título paulista de 1977, quando o Corinthians deu fim ao jejum de 23 anos sem ganhar nada. Jogadores daquela época e corintianos famosos (Juca Kfouri, Washington Olivetto, Neto, Hortência, Dudu Braga - filho do Roberto Carlos - e outros) estrelam a fita.
Mas a cereja do bolo são umas imagens descobertas pelos produtores em algum canto empoeirado de algum museu, com registro do grande jogo de dentro do campo. O gol de Basílio é mostrado de dois ângulos, por gente dentro do campo. A expulsão de um jogador é filmada de dentro do campo (na época, repórteres invadiam o campo a cada gol ou expulsão). Andamos no meio da confusão que foi a invasão de campo por uma horda de fieis, que pagavam promessas e arrancavam pedações da grama, da rede, das traves, para guardar de recordação.

- Será que gente normal também vai achar o filme tão sensacional?
Eu respondo: se você é corintiano doente, não tem conversa. Vá ver o filme e seja feliz.
Os outros - ou seja, os torcedores de outros times e, principalmente, aqueles que não ligam para futebol - não vão gostar, é claro. Mas deveriam entender o nosso lado.
Porque, se o Corinthians fosse uma nação (e sabemos que é), o gol do Basílio, naquela noite de outubro de 1977, seria o nosso grito do Ipiranga. O nosso Independence Day. Nossa queda da Bastilha. Simples assim. Veja o lance, com antológica narração de Osmar Santos (devidamente utilizada no filme):
Agora, imaginem só se alguém estivesse do lado de Dom Pedro, com câmera na mão, quando ele gritou "Independência ou Morte!" Filmando os detalhes do cavalo, da reação das pessoas, do chão barrento onde pisavam. Não seria incrível?
Pois, hoje, os cidadãos do Planeta Corinthians têm isso. E desejo esta sorte para todos os outros torcedores. Que o Flamengo resgate um filme desses sobre a Era Zico. Que o São Paulo permita obra semelhante sobre a Era Telê. O Inter de Falcão. E assim por diante.
E vem mais pela frente: até a data de aniversário de 100 anos do Timão, em setembro do ano que vem, outros três filmes serão lançados - um sobre o tetra brasileiro, outro sobre o mundial de clubes de 2000, outro sobre o centenário.
Coisa linda!
Marcadores: cinema, corinthians, futebol
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Ricardo Garrido mostra que filme bom não precisa ter função social nem agradar crítico besta. O blogueiro preenche as horas vagas com muitos filmes, exceto quando não está nas arquibancadas da Fiel. O Coringão voltou!





2 Comentários:
ih, tem alguém que hoje deve estar se achando... Volto noutro dia!
2 de julho de 2009 09:41
Quero muito ver!! Deve ser mara!!
Parabéns ao Corinthians e a quem resgatou essas relíquias!!
2 de julho de 2009 21:36
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