Segunda-feira, 6 de Julho de 2009 - 4 Comentários
Há quarenta anos, a Apollo 11 pousava na lua, o Neil Armstrong falou aquela frase famosa, a TV transmitiu o episódio ao vivo e as mesas redondas de 1969 passaram a discutir se a coisa toda não era armação dos ianques.
Na VIP deste mês, em alusão a tão importante efeméride, você encontra uma matéria que traz uma seleção de lunetas, binóculos e telescópios, acompanhada de dicas de um astrônomo da USP sobre como observar os astros. Não que você não possa espiar a vizinha com o aparato.
Aproveitando o gancho, BLOGIE preparou uma lista das melhores citações à Lua no cinema - no sentido físico ou poético, vale tudo. Este tipo de lista é bacana, porque dá pra ser bem eclético.
Poucas e Boas: um maluco e uma lua de papelão
Woody Allen, Sean Penn, jazz do bom: um filme que você não pode perder!
No filmaço de Woody Allen, Sean Penn é Emmet Ray, um genial guitarrista de jazz dos anos 30. Apaixonado pela lua, Ray resolve entrar no palco - bêbado - montado em uma enorme lua minguante de papelão. Dá tudo errado, mas a cena é poesia pura.
Namorada de Aluguel: o velho xaveco da lua funciona 
Até pagar ele pagou, mas a gata só caiu na dele quando ele assumiu a nerdice.
Uma das comédias adolescentes mais populares dos anos 80 (vale uma lista sobre o assunto), calcada na velha história do nerd que se apaixona pela maior gata da escola. A gata, inexplicavelmente, acaba se mostrando afeita ao papo-cabeça do rapaz: ele descreve poeticamente - e em detalhes - o relevo lunar, enquanto ela espia o mar da tranquilidade pela sua luneta.
2001 - Uma Odisseia no Espaço: um passeio pela cratera de Clavius
A trilha é sinistra, e Kubrick não tinha pressa, mas o filme é bom!
No maior clássico da ficção científica, a aventura está só começando quando o Dr. Floyd viaja até a base lunar montada dentro da cratera de Clavius (um buraco com mais de 200 km de diâmetro!) para discutir um tal monolito negro. De lá, ele se manda em missão a bordo de um "ônibus lunar".
Austin Powers - Um Agente "Bond" Cama: a lua vira a Estrela da Morte
Dr. Evil recebe a moçada em sua base lunar - até que um engraçadinho começa a mexer na cena...
Dr. Evil continua tentando dominar o mundo - e roubar o mojo de Austin Powers... no segundo filme da série, o vilão afetado pretende explodir Washington com um canhão laser instalado na lua. Organizado, Dr. Evil divide a lua em duas áreas: a Unidade Alfa e a Unidade Zappa. Psicodelismo puro.
Feitiço da Lua: uma mulher de fases 
Deve-se respeitar uma mulher que vai receber um Oscar fantasiada de pavão preto.
Tem que ter estômago pra engolir um filme com um casal central tão inusitado quanto Cher e Nicolas Cage. Mas a história da mulher dividida entre o noivo e o cunhado, totalmente influenciada pelas fases da lua, é boa e rendeu Oscars para Cher (como melhor atriz) e para o roteirista, John Patrick Shanley (o mesmo autor do recente Dúvida).
Independence Day: nos alienígenas, a gente acredita; difícil é engolir o Bill Pulman como presidente dos EUA
(filme ruim não merece nem fotinho)
A cena inicial mostra uma nave alienígena fazendo um voo rasante pelo solo lunar. Passando bem perto do local onde a Apollo 11 pousara, os monstrengos levantam poeira e apagam as pegadas deixadas por Neil Armstrong e Edwin Aldrin. Mas Bill Pulman, o presidente americano mais bola-murcha da história do cinema, salvaria todo o mundo mais tarde, a bordo de um teco-teco...
Em suma, dá um pouco de trabalho selecionar filmes que tenham na Lua um tema central. Melhor e mais perigoso uso da luneta fez James Stewart em Janela Indiscreta, do Hitchcock. Assunto para outro post.
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Ricardo Garrido mostra que filme bom não precisa ter função social nem agradar crítico besta. O blogueiro preenche as horas vagas com muitos filmes, exceto quando não está nas arquibancadas da Fiel. O Coringão voltou!





4 Comentários:
Adorei a legenda da foto da Cher, rsrsrsrs . Tinha esquecido este filme, mas lembro que na época achei bonzinho...
7 de Julho de 2009 09:41
Tenho dificuldades em aturar o Nicolas Cage. E a Cher.
7 de Julho de 2009 21:02
Confesso que digamos, meu lado mais obscuro, adora a Cher. Amei Chá com Mussolini.
9 de Julho de 2009 21:37
Não há como negar que ela tem talento e carisma... do meu lado, só posso dizer que as idiossincrasias e excentricidades dela não fazem minha cabeça. Prefiro as pirações pessoais de outros caras - Oliver Stone, Tim Burton, Johnny Depp. Tem muita gente exagerada que é assim por excesso de talento. Cher é uma dessas. E ela achou o público dela.
Um abraço,
Ricardo
10 de Julho de 2009 13:30
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