segunda-feira, 16 de novembro de 2009 - 0 Comentários

Retomando as atividades do BLOGIE, nada melhor do que trazer uma das cenas antológicas do mestre e ídolo máximo de qualquer pessoa que leve a sério a arte de escrever um roteiro e dirigir um filme: Billy Wilder.



A cena é de Se Meu Apartamento Falasse, vencedor do Oscar de melhor filme em 1960. Jack Lemmon, um dos atores mais soberbos que Hollywood já abrigou, é o dono do apartamento "pegador" que serve de rendezvous para o chefe. Neste momento, ele está preparando um jantar para seu interesse amoroso, a ascensorista Shirley MacLaine (que é a namoradinha do tal chefe). Em um daqueles momentos mágicos que Billy Wilder tinha especial talento para rechear seus filmes, Lemmon escorre o  macarrão com uma raquete de tênis. É a quintessência da solteirice bem vivida: improviso, precariedade e a sensação de que há todo um estilo nisso.

"Espere só para ver como eu 'sirvo' as almôndegas!", diz Lemmon, aproveitando o trocadilho em inglês ("servir" é sinônimo de "sacar", no tênis).

Genial, não?

Dica de livro para os mais interessados: E o Resto é Loucura, biografia definitiva de Wilder. Trata de tudo na vida do cara, especialmente dos inúmeros clássicos (Crepúsculo dos Deuses, Sabrina, Irma LaDouce, Quanto Mais Quente Melhor, O Pecado Mora ao Lado...).

Santo Graal para os admiradores de Billy Wilder: Cameron Crowe (diretor de Jerry Maguire e Quase Famosos) escreveu, pouco antes da morte de Wilder, um livro de entrevistas chamado Conversations com Billy Wilder. Eu nunca encontrei esse livro. Já procurei... muito, acredite. Quem encontrar um exemplar, além de ser um bem-aventurado, será objeto de eterna gratidão se avisar este blogueiro.

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